Festival Bananada 2019 anuncia as primeiras atrações

Nomes como Criolo, Tulipa Ruiz & João Donato, Felipe Cordeiro, Paus (Portugal) e Frente Cumbieiro (Colômbia) se apresentam no evento entre os dias 12 e 18 de agosto, em Goiânia (GO)

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Janela expoente para a nova cara da música brasileira e que atravessa duas décadas de produção efervescente no Brasil Central, o Festival Bananada chega à sua 21ª edição de olho na novidade. Com uma nova data, entre os dias 12 e 18 de agosto, em Goiânia (GO), o evento divulga as primeiras atrações confirmadas no festival. A edição 2019 não têm incentivos públicos, mas conta com a parceria da Red Bull e patrocínio da Natura Musical, Cerveja Devassa e da TV Anhanguera.

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Festival PicniK agita final de semana em Brasília

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Evento acontece nos dias 23 e 24 de junho na Torre de TV, um dos marcos da cidade

Respirar e transpirar, para então inspirar e transformar. Esse é o mantra do PicniK Festival, que em 2018 celebra a quarta edição em formato especial, com 2 dias de duração e diversas atrações musicais, em Brasília (DF). Se a bússola anda confusa, a ideia é apresentar ao público possibilidades de caminhos alternativos – que busquem cativar pela beleza, alegria e fartura. Trazendo um olhar diferente sobre a capital do país, com foco nas muitas ações positivas que a abraçam, o PicniK Festival une cultura alternativa e economia criativa em dois dias mágicos.

A “caça ao tesouro” será novamente na emblemática Torre de TV de Brasília, que nos dias 23 e 24 de junho estará repleta de ações culturais, propostas, cores e aromas com  cuja função é presentear o público promovendo conexões inesquecíveis No palco principal, uma tenda de circo armada no gramado local, sobem artistas com trabalhos em evidência: TULIPA RUIZ vem em sua versão mais solta e íntima apresentando o disco “Tu”; o multi-instrumentista CURUMIN coloca seu “Boca” no mundo em celebração percussiva e reflexiva; ANELIS ASSUMPÇÃO propõe com o excelente “Taurina” um equilíbrio saudável entre força e vulnerabilidade femininas; e o guitarrista ANDRÉ SAMPAIO completa o palco com um olhar sobre o novo groove psicodélico brasileiro, em uma ode ao afrobeat e aos ritmos calientes.

Queridinhos da cidade (e do PicniK), GAROTAS SUECAS, BIKE, MESCALINES e MARRAKESH chegam com seus novos trabalhos e apresentações, mostrando amadurecimento musical de caminhos orgânicos e experimentais. Pela primeira vez no aconchegante e colorido circo, PAPISA, YOUNG LIGHTS, SUPERVÃO e RAKTA trazem bons ares à cena alternativa e independente nacional, comprovando que sempre é possível ir avante e além.

Por fim, o Festival chama para evidência artistas candangos em latente consolidação: JOE SILHUETA, prestes a lançar primeiro álbum, apresenta um espetáculo que vem reverberando por vários cantos do país. OXY, CACHIMBÓ e AUGUSTA também cantam lançamentos fresquinhos, deixando claro que o indie-candango-capivara-style anda inspirado e preparado para reluzir. MEU AMIGO TIGRE e LEO continuam tocando o barco com alegria e elegância, enquanto os jovens do PALAMAR chegam com um horizonte instrumental proeminente.

Toda a programação musical é financiada pelos empreendedores criativos que participam do mercadinho de arte, moda e design e da praça de alimentação do evento. A entrada é franca (a partir das 16h, para acessar o perímetro do evento, é necessária a doação de 1gk de alimento, 1 livro ou 1 agasalho, que serão doados para a Abrace), garantindo um evento amplo e diverso. O convite está na mesa: se as coisas andam confusas, nada melhor do que celebrar e prestigiar uma realidade inspiradora através de uma experiência original e inusitada.

O PicniK Festival é realizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura do DF, Secretaria de Cultura do DF e Patrocínio Claro Brasil.

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Confira a programação abaixo:

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O Terno faz apresentação na recém-inaugurada Casa Natura Musical

Quinta-feira, 18/05, foi um dia bastante especial: além de curtir o show d’O Terno, fui conhecer a recém-inaugurada Casa Natura Musical. Os paulistanos levaram a turnê Melhor do Que Parece para o bairro de Pinheiros e contaram com a presença da cantora Tulipa Ruiz. Confira o registro e saiba um pouco da minha opinião sobre o trabalho dos meninos.

Coala Festival confirma Caetano Veloso, Emicida, Liniker e os Caramelows na quarta edição

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Caetano Veloso, Emicida e Liniker e os Caramelows são algumas das atrações confirmadas; no Coala Festival que ocorre no dia 12 de agosto, no
Memorial da América Latina

Quando surgiu, em 2014, o Coala Festival tinha como objetivo realizar um evento que reunisse atrações musicais que não eram vistas em grandes palcos – muitas vezes consideradas como alternativas, mas responsáveis por movimentar um circuito fervilhante de São Paulo. Agora, em sua quarta edição, o festival celebra o feito de ter se tornado um dos mais aguardados da agenda cultural da cidade. No dia 12 de agosto, ocupa mais uma vez o Memorial da América Latina, espaço onde é realizado desde a sua primeira edição.

A cada ano, o Coala tem como desafio tornar a programação mais diversa e democrática, tendo o cenário musical brasileiro como cerne – e a preocupação de equilibrar a presença de artistas em diferentes momentos da carreira. Em 2017, Caetano Veloso marca a presença no line-up como a principal atração do evento. Praticamente uma entidade para as novas gerações da música nacional, o cantor e compositor baiano mantém frescor na produção atual, inclusive fazendo parcerias com gerações mais novas. Emicida foi um dos nomes que contou com uma participação especial de Caetano Veloso. Ele emprestou a voz ao refrão da faixa “Baiana”, que está no disco mais recente do rapper, “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa” (2015). Continuar lendo “Coala Festival confirma Caetano Veloso, Emicida, Liniker e os Caramelows na quarta edição”

A nata do Sesc em fevereiro

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Eu já falei um milhão de vezes aqui e no canal como eu sou apaixonada pelo Sesc e todas as atividades incríveis (e baratas) que essa rede proporciona para os brasileiros. Eu sou uma visitante assídua e foram nessas diversas unidades que eu vivi alguns dos melhores momentos da minha vida. Garanti a minha revista de fevereiro (que vem com essa capa maravilhosa da ilustração do artista Jackson Oliveira) e fiz uma triagem dos melhores shows que rolam até o dia 28. Já pega a agenda aí, porque são muitas opções e eu já adianto: difícil vai ser escolher.

Belenzinho

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Elza Soares: “A Mulher do Fim do Mundo”, seu primeiro trabalho somente de canções inéditas, é fruto do encontro da intérprete com a estética musical contemporânea de São Paulo. Neste show, a cantora é acompanhada pelos músicos Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos, Romulo Fróes, Felipe Roseno e Guilherme Kastrup. Eleita em 2000 como a Melhor Cantora do Milênio pela BBC de Londres, e do alto dos seus 60 anos de carreira, Elza Soares vive atualmente a apoteose de uma vida dedicada à música e leva aos palcos uma “ópera”  emocional  que  retrata  as  mazelas  da sociedade,  instigando  o  espectador  à  reflexão  sobre  a condição do indivíduo em uma sociedade violenta com crítica social e política. 16 a 19.02. Ingressos: de R$ 18 a R$ 60.

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“Um brinde ao organismo vivo que é um show”, diz Tulipa.

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Nessa terça-feira (26), fui convidada a assistir o show da queridíssima Tulipa Ruiz e falar como foi para vocês. O evento aconteceu no Teatro Porto Seguro, que fica ali no centro de São Paulo, bem próximo a famosa Avenida Rio Branco (mais especificamente na Alameda Barão de Piracicaba, 570). Foi a minha primeira vez no estabelecimento, o que me fez ficar ainda mais animada para conferir. O ambiente é muito bonito, logo no hall é possível desfrutar de um agradável café e a sala é magnífica, arejada e conta com uma acústica fenomenal.

O show começou às 21h10, com 10 minutinhos de atraso, nada que atrapalhe. Tulipa e sua banda abriram o espetáculo com “Prumo”, que conta com um verso de início bem propício: “Começooou, agora você vai tomar conta de si!”. Antes de seguir com a setlist, a cantora deu uma pausa, deu boa noite ao público e agradeceu por terem saído do conforto de suas casas em plena terça-feira: “E viva o sábado!”, saudou a santista. A noite seguiu animada com “Proporcional”, “Estímulo” e “Elixir”, músicas que fazem parte de “Dancê” terceiro álbum de sua carreira, lançado em 2015.

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Em seguida, foi hora de relembrar. “Só Sei Dançar Com Você”, que foi sucesso também na voz de Tiê, ganhou uma nova roupagem: bem mais dançante e com novos arranjos. “Like This”, também foi musicalizada de forma diferente, mais grave, mais dramática, ficando suave só no refrão. Em seguida, quando os primeiros acordes de “Do Amor” começaram, mesmo que tímida, a plateia começou a cantar e Tulipa acompanhou, sem microfone, formando um coro afinado e fofíssimo. Daqueles que emocionam os corações apaixonados.

Logo após a divertida”Reclame”, Tulipa começou a falar de sua banda, que estava ali em um número reduzido, por conta da estrutura do show. Mas que sentia falta de cantar ao lado de seu pai, o talentosíssimo Luiz Chagas. O guitarrista acompanhou a filha em “Aqui” e fez o solo para “Víbora”. Essa última é sempre uma canção muito intensa e que me toca bastante, não só pela letra, mas também por sua sonoridade e o clima que a cantora cria. Ela saiu rapidamente do palco para buscar um tule longo e roxo, que se arrastava ao chão enquanto ela andava entre os músicos. As luzes baixas e os movimentos sorrateiros fazem esse momento ser bem teatral e bonito. Sem falar nos solos de Tulipa, incomparáveis. Termina a performance de forma seca e sai do palco. Fabulosa.

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Volta com “Físico”, quase que metamorfoseada, de tão diferente que o clima se torna. Logo vem “Brocal Dourado” e Ruiz chama a plateia pra dançar e ficar mais perto dela. É nesse momento também que começam os pedidos: “Pedrinho!”, “Toca Pedrinho”. A música faz parte de seu álbum de estreia, “Efêmera”. Ela tentou explicar que há muito não ensaiavam essa música e que talvez nem lembrava como cantar. Mas não teve jeito e a plateia é quem manda, certo? “Vamos lá Gustavo (Ruiz, seu irmão e guitarrista da banda), joguei pra você. Eu tô com eles (a plateia), eu vou de coro”, defendeu-se a cantora. Mas a verdade é que “Pedrinho” saiu afinada, saiu dancê, saiu linda! “Um brinde ao organismo vivo que é um show”, disse Tulipa após atender ao pedido dos fãs.

Quando chegou a hora de “Sushi”, eu ouvi um suspiro coletivo. As luzes eram tão incríveis que, ás vezes, o local parecia ter vários palcos ao mesmo tempo. Uma Tulipa em cima de uma mesinha enfeitava o local da festa. A cantora foi cantando suas últimas notas e saindo de cena aos poucos. O escuro veio e tudo parecia ter chego ao fim. Mas o bis, minha gente. Sempre tem o bis. Como já é de praxe (não escondo que já vi a apresentação de Ruiz incontáveis vezes), “É” veio para esquentar coraçõezinhos e trazer a cantora para pertinho do público, que sempre desce do palco para cantar em conjunto. Quase no final, Tulipa fez que tinha esquecido a letra e pediu para todos cantarem: “pelo nosso amor do movimento, pode ser e é”, engatando com um “Fora, Temer”, enquanto abraçava sua banda. Uma noite para se levar pra vida, guardada no peito.