Akua Naru inicia turnê no Sesc Pompeia e passa por mais quatro cidades do Brasil

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Cantora americana leva o show do disco “The Miner’s Canary” para São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Goiânia e Curitiba 

Dentro de ritmos como o rap, soul, jazz e black music, a cantora americana Akua Naru é um dos nomes mais destacados. Seu flow e o casamento que faz com referências da música afro-americana desembarcam mais uma vez no Brasil, numa parceria entre Laboratório Fantasma e a agência alemã Subotage Entertainment. Dessa vez, ela traz a turnê do terceiro disco da carreira, “The Miner’s Canary”, lançado em fevereiro de 2015 e gravado pelo selo independente da própria Akua Naru, The Urban Era diretamente para a Choperia do Sesc Pompeia, no dia 28 de abril (sexta-feira), às 21h30 e passa por mais quatro cidades brasileiras.

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Janeiro em show: um resumo de tudo o que vi no primeiro mês do ano

Nem sempre dá pra fazer vídeo de show lá pro canal (aliás, se não conhece, que tal dar uma passada lá?). Então, quando não rolar, eu coloco aqui, ok? Como janeiro foi lotado de vídeos, decidi fazer aqui um resumão de tudo o que eu vi no comecinho desse 2017.

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O ano começou com uma apresentação incrível (e bastante disputada) d’Os Paralamas do Sucesso lá no meu queridinho Sesc Pompeia, dia 12 de janeiro. Foi um tiroteio de singles, pra deixar qualquer um maravilhado e sem parar de cantar. Eu acho que nunca vi fãs tão entusiasmados. “Óculos”, “Meu Erro” e “Aonde Quer Que Eu Vá” foram apenas algumas das tocadas durante os quatro dias de pura energia. Continuar lendo “Janeiro em show: um resumo de tudo o que vi no primeiro mês do ano”

Fervo do Dalasam

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Gay, negro e rapper. Conheça Rico Dalasam e seu “queer rap”.

Quem acompanha o blog há algum tempo, já sabe que eu sou fã da rede Sesc, principalmente, a unidade da Pompeia. Portanto, sempre tem algum post aqui que aborda alguma atividade nesse local. Porém, sempre há algo novo. E para o meu primeiro show de 2016, fui surpreendida grandiosamente.

Consegui comprar o ingresso de Rico Dalasam de última hora, pois andava desaviada. 2015 foi um ano sabático e nada produtivo para a minha vida cultural. Não fazia ideia de quem era aquele moço para o qual meus amigos haviam me convidado. Porém, sem delongas, logo aceitei o convite, afinal, uma noite na choperia é bem difícil ser ruim.

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Sábado nostalgia e a Costa do Marfim

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Cachorro Grande estreia novo disco em grande estilo

Se você, assim como eu, em algum momento da sua adolescência gostou de rock e apreciou música brasileira, com certeza já escutou o som dessa banda gaúcha. A verdade é que quando “Sinceramente” estourou no TOP 10 da Mtv em meados de 2006, todo mundo logo se viciou.

A banda que havia sido formada em 1999 trazia tudo o que um bom amante do rock gosta: bateria alucinada, guitarras pesadas, letras insanas e integrantes totalmente loucos. Essa era a essência do Cachorro Grande. Foram seis discos até então, sendo que eles mantinham o jejum musical há três anos.

A questão é que todo mundo se renova. Eu não sou a mesma pessoa que era há dois anos atrás, assim como você, também não o é. Depois do DVD gravado no Circo Voador (RJ), o start veio à cabeça do grupo. Eles precisavam de algo novo. Assim como afirmou em uma entrevista dada à Folha recentemente, Beto Bruno já não estava feliz com o som que faziam. “Às vezes parecia que a gente estava fazendo cover de nós mesmos”, admitiu o vocalista ao Thales de Menezes, editor-assistente da Ilustrada.

Esqueça tudo aquilo que você já ouviu da banda. O que vemos em Costa de Marfim, disco lançado nesse ano,  é um som mais maduro e lunático. Para os amantes da música, fica fácil perceber grande influência de bandas como Chemical Brothers, MGMT, Happy Mondays e até Primal Scream. A mistura com batidas eletrônicas é perceptível já em “Costa de Marfim”, “Nós Vamos Fazer Você Se Ligar” e “Nuvens de Fumaça”, primeiras músicas do trabalho.

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Mart’nália e o “Samba” esquentam o fim de semana

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No finalzinho de dezembro veio o anúncio: Jorge Ben faria um show na choperia do Sesc Pompéia, acompanhado da banda Los Sebosos Postizos, grupo formado por uma parte do Nação Zumbi e que já canta as músicas do consagrado cantor. Foram horas e horas de fãs na fila de diversas unidades da instituição, para conseguir comprar um ingresso para a apresentação. Também pudera, o ingresso era a preço de banana. R$50 a inteira, valor que parece brincadeira perto de grandes casas de shows de São Paulo. Foram precisos apenas 20 minutos para que os quatro dias de performance fossem dadas como esgotada. Porém, por motivos de saúde, Jorge que hoje aos 68 anos, foi impossibilitado de se locomover de Orlando (EUA), cidade em que mora atualmente.

Porém, quem achou que uma das unidades mais badaladas de São Paulo iria passar o fim de semana em silêncio, se enganou. Rapidamente, eles ligaram para Mart’nália, que já estava ensaiando o novo show Samba, para estrear no mesmo local, porém, daqui uns meses. No entanto, por conta da correria, as apresentações aconteceram no sábado (25) e domingo (26).

Apesar de não ser muito chegada ao estilo musical, decidi me juntar a amigos queridos e curtir uma tarde de muito calor na Pompéia. A filha de Martinho da Vila entrou com sua banda de mãos dadas, cantarolando em uma linda capela a música Canta, Canta, Minha Gente de seu pai. Isso já foi o bastante para esquentar a plateia que estava tão animada quanto o sol que seguia forte e quente, mesmo ao final da tarde (santo horário de verão!).

Eu que não conhecia muito do repertório da cantora, me surpreendi ao ouvi-la cantar diversos clássicos do samba, que fizeram parte da música brasileira. E isso foi algo que combinou – e muito – com o aniversário de 460 anos de São Paulo, afinal, no repertório estavam presentes sucessos de Noel Rosa, Cartola, Luiz Carlos da Vila e até de Vinícius de Moraes. Claro, a canção que é a cara de Sampa, também não poderia ficar de fora. Estou falando de Trem das Onze, que ficou famosa na voz do grupo Demônios da Garoa e passa de geração para geração. 

Mart’nália fez questão de cantar outros trabalhos famosos da carreira de seu pai, como por exemplo, Casa de Bamba Madalena do Jocu, que fez o público que era pra lá de diversificado, dançar até ficar molhado de suor. Outros sucessos da cena brasileira também foram lembrados, como Pé do Meu Samba, do nosso baiano Caetano Veloso, Fato Consumado do Djavan e Quem Te Viu, Quem Te Vê de Chico Buarque. Ou seja, a cantora foi muito feliz em sua miscelânea brazuca e alegrou o público até o fim das quase duas horas de apresentação.

Mas claro que algumas das suas produções também estavam presentes nesse domingo ensolarado, por isso, a plateia cantou fervorosamente Cabide, Entretanto, Chega e Casa 1 da Vila. Para fechar com chave de ouro, a morena quis homenagear aquele que deveria estar no palco, Jorge Ben. E em um couro saudoso de “Oooô lariá laiô obá obá obá,
Oooô ooô ooô lariá laiô obá obá obá”, Mais Que Nada ganhou uma versão mais chegada ao samba de raiz.

E qual foi a lição que aprendemos hoje? O preconceito musical não nos pertence!

Ps: Agradecimentos especiais para o Ed e a Dennise, por me ajudarem a lembrar e conseguir os nomes das músicas.

Jeneci leva felicidade “De Graça” para o palco do Pompéia

4462c9427fe311e395710ea169160382_8Natura Musical lança o novo disco do músico no Sesc com série de shows em São Paulo

Bastaram poucos minutos para que ainda no começo do mês, quando começaram as vendas do novo show que traria Marcelo Jeneci para a tão consagrada Choperia do Sesc Pompéia, se esgotassem. As filas foram grandes, o pessoal parecia que estava com saudades da voz do rapaz e da sua fiel companheira musical Laura Lavieri. Também pudera, depois do grande sucesso que foi a turnê que fez do seu primeiro disco Feito Pra Acabar, lançado em 2010 pela Somlivre, Jeneci deu uma pausa nos trabalhos para se concentrar na produção de seu novo CD. De Graça saiu do forno em meados de outubro de 2013, produzido por Kassin , coproduzido por Adriano Cintra e com grande apoio do projeto Natura Musical.

Com atraso, se é que podemos chamar assim, de apenas 10 minutinhos, o paulistano e sua banda entraram ao palco, fazendo uma plateia formada por cerca de 800 pessoas aplaudir sem parar. E foi acompanhado de sua sanfona singela, que ele cantou canções como Alento, Temporal Nada A Ver, que marcam essa nova fase da banda. Porém, a emoção bateu forte quando Marcelo e Laura cantaram uma das músicas mais românticas da atualidade: Pra Sonhar. O coro que se formou no meio do refrão, quando o cantor decidiu fazer silêncio para deixar a voz dos fãs tomarem o ambiente, foi de encher os olhos e coração. A canção narra uma história de amor que se transformou em pedido de casamento:

“De tanto não parar a gente chegou lá… Do outro lado da montanha onde tudo começou, quando sua voz falou: Pra onde você quiser eu vou. Largo tudo se a gente se casar domingo!”

Não por acaso, ela faz parte da abertura do programa Chuva de Arrozno canal de TV à cabo GNT. E claro, que também não ficaram de fora Dar-Te-Ei, Tempestade e a música que leva o nome do primeiro disco, Feito Pra Acabar. Acho esse um ponto muito relevante a ser levantado, pois o músico quis fazer uma apresentação bem mesclada, pois cantou praticamente a mesma quantidade de músicas do novo e do trabalho antigo também. Teve o zelo de não deixar nenhuma grande canção de fora e isso é muito legal, pois nem todo mundo teve a oportunidade de ter o seu primeiro contato com o De Graça ainda.

Marcelo fez questão de dizer em todo o momento o quanto estava satisfeito com aquela noite, agradeceu o público e mesmo todas as pessoas que fizeram parte de da produção do evento. “Eu estou realmente muito feliz”, disse o rapaz. Fica claro que nessa nova fase, Jeneci deixou um pouco do melódico de lado, sem abrir mão da poesia. Ou seja, seu trabalho atual ainda fala de amor, mas tem melodias mais animadas. Fato que me agradou e muito!

O calor por lá era grande, mas o cantor mal colocou os pés no camarim, para o público começar a implorar pelo bis. E foi então que a animação veio com Felicidade, com certeza a música mais conhecida de sua carreira; a fofíssima Só Eu Sou Eu e a dançante, e minha favorita, De Graça. O teclado acelerado e a levada do refrão, faz com que o corpo dance sem você perceber. E foi assim, feito pra acabar, que pertinho das 23 horas Marcelo Jeneci deixou o palco.

Deixou também uma platéia satisfeita, com aquele gostinho de dever cumprido e o alívio na alma, por passar mais vibrações positivas. Não é a toa que amanhã retornarei ao Pomps pra ter a minha segunda dose de Jeneci. Se você ficou sem ingresso, sugiro que apareça lá na porta por volta das 18hrs, porque hoje haviam muitas pessoas vendendo ingressos de desistentes. E não esquece, o melhor da vida é de graça, ou por R$20!

Vai lá: Sesc Pompéia – Rua Clélia, 93. Às 21h30 (sábado) e às 18h30 (domingo).

Sábado power: Lucas Santtana e Cícero

É uma delícia acordar com o dia bonito aqui nessa cidade cinza, não é mesmo? Sábado passado (26), São Paulo estava tão bonito que eu decidi aproveitar o sol, que estava pra lá de escaldante. À convite da minha amiga Juliana, que trabalha na Verdura Produções Culturais fui conferir um dos dias de espetáculo do projeto Pequenos Contemporâneosque consiste em levar artistas atuais para cantar músicas infantis, como Os Saltimbancos e Sítio do Pica Pau Amarelo. Mas o sábado foi dedicado ao Trem da Alegria, grupo que fez sucesso entre 84 e 92, porém na voz de Lucas Santtana.

1291627_10153338277325078_1545166050_oA parte difícil? Ir até o Sesc Santo Amaro! Porque eu nunca tinha ido até o bairro e sabia que a volta que eu daria seria grande. Mas acordei relativamente cedo, e me programei para sair de casa umas 2 horas antes, só para não se atrasar caso eu me perdesse. E posso dizer que foi uma experiência muito boa, estava munida ao meu Misto Quente do Bukowski e a linha esmeralda da CPTM mais parece um metrô, então foi bem tranquilo. Ao descer na estação Santo Amaro, basta fazer baldiação para o metrô que te deixa na estação Largo Treze e dá pra ir a pé para o Sesc. O lugar é muito bonito, pena que cheguei em cima da hora e não pude explorar melhor o espaço.

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Entrei no teatro rapidinho e foi uma delícia ver tantas crianças com seus pais, esperando pelo show que logo viria. O baiano abriu a tarde com Uni Duni Tê  e foi engraçado ver como os adultos (inclusive eu) estavam mais animados que os pequenos, por serem músicas mais antigas. Depois veio Chocolate, a fofíssima Pra Ver Se Cola, mas foi só com Piuí, Abacaxi que a molecada se soltou e foi pular com Lucas em cima do palco. E aí, foi só festa, o cantor entrou no clima, colocou uma peruca colorida na cabeça e pulou sem parar com os pequenos para lá e pra cá. Uns até arriscaram fazer uma capelinha com Santtana, cantarolando entre um verso e outro. E os pais babando, é claro. Me senti um pouco velha, porque sabia cantar todas as músicas, haha. A apresentação durou cerca de 1h e foi uma experiência única, diferente e acima de tudo muito divertida. Já fiquei sabendo que Lucas e sua banda vão para o Pompéia dia 21/11 e apresentará músicas de seu repertório delicioso que está presente no disco O Deus Que Devasta Mas Também Curalançado no finalzinho do ano passado. Os ingressos já estão à venda em toda rede Sesc e custam de R$3,20 a R$16, imperdível!

Depois de uma paradinha para comer no Tollocos, foi hora de correr para o Sesc Pompéia e prestigiar o show que eu mais esperei esse ano: Cícero. E é triste dizer que foi uma grande decepção. Não sei se eu tinha criado muita expectativa, se a minha birra com Sábado – segundo disco do carioca, lançado em setembro – já era grande ou se eu estava em outro clima, por ter acompanhado o agitadíssimo Lucas Santtana a tarde, mas não me convenceu. A apresentação que começou pontualmente às 21h30, abriu com Fuga Nº 3 da Rua Nestor que faz parte desse segundo trabalho e por aí foi. A platéia estava enfervecida, também pudera, um show que teve seus ingressos esgotados poucos minutos depois de começar as vendas, e tempos antes do “grande dia” desistentes ofereciam suas entradas por até R$100 (o mesmo originalmente foi vendido na bilheteria do Sesc por R$20 a inteira), já era esperado fãs entusiasmados.

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O grande erro de Cícero, assim como muitos de vocês já devem ter lido pela internet, foi que ele usou todo o seu talento em Canções de Apartamento e decidiu fazer de Sábado algo mais experimental, não sei se isso foi proposital ou não. Mas o fato é que não agradou muito. Porém, o show valeu só por ter ouvido Tempo de Pipa, Vagalumes Cegos e Açúcar ou Adoçante. Cícero mostrou-se meio tímido durante todo o tempo que esteve no palco, mas revelou uma doçura que já era prevista por meio de sua voz. Ele pouco falou com a plateia, mas não acredito que seja por ser blasé, não. Pelo contrário, fiquei sabendo que ele recebeu muitas pessoas após a apresentação e foi simpático com todos. Bem no comecinho de seu show ele nos revelou um segredo: “Estou nervoso. É difícil fazer show em São Paulo, né? Vocês têm muitas coisas boas por aqui”. O que me deixou realmente espantada, foi o bis do rapaz. A gente que é muito ativa em shows “alternês” de Sampa, já está acostumado com aquele roteiro: canta algumas música, sai, faz um charme, volta para o bis e canta pelo menos mais duas músicas. Pois é, o Cícero voltou, mas fez uma capela e saiu correndo do palco. Poxa, esperava mais músicas do Canções, como por exemplo, Ensaio Sobre Ela, que tem uma letra belíssima e uma melodia perfeita. Não vou ser toda cricri e acabar com o rapaz: ele é bom, tem seu talento, mas esse novo disco não funcionou pra mim – mas pode funcionar pra você, vai saber. É uma questão de gosto, gente.

Mesmo assim, quando ele voltar à São Paulo, faço questão de comparecer novamente, porque dançar Tempo de Pipa não tem preço!

Fotos: Aline Paz | Agradecimentos: Verdura

Wado e o Canto dos Insetos

DSCF1766Primeiramente, gostaria de pedir desculpas pela demora em fazer esse post. Mas na quinta-feira passada, minutos antes do show, fui assaltada. Levaram meu celular, nada de ruim me aconteceu, mas fiquei bastante abalada. Sou estagiária, banco minha faculdade sozinha e me apertei para poder pagar o aparelho perdido. Mas fazer o que, né? C’est la vie.

Voltando ao foco, mesmo depois de ter chorado por conta do meu celular, entrei na Choperia do Sesc Pompéia (sem fazer check-in, rs), para conferir o show do cantor Wado. A apresentação serviu para lançar o disco Vazio Tropical. O também jornalista nasceu em Florianópolis, mas cresceu em Macéio. Sua carreira começou há mais de uma década, quando em 2001 lançou o disco solo Manifesto da Arte Periférico. Depois o cantor ajudou a fundar a banda Fino Coletivo (ótima por sinal), porém deixou os meninos logo, para se dedicar a sua carreira solo. 

Wado que acabou de completar 36 anos, entrou no palco confiante. Algumas vezes desviava o olhar, também pudera, a choperia naquela noite estava lotada como há um tempo eu não via. A grande questão é que o Tropical de Wado não tem nada de vazio, com letras impactantes, cheias de personalidade, ele fala bastante sobre amores. Que estão indo e os que estão chegando também. O disco baila entre as mais lentinhas como Rosa e passa por mais agitadas, com um pezinho no samba, como se vê em Quarto Sem Porta

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O show prometia várias participações especiais ao longo da noite. E o primeiro convidado foi MoMo que com seu violão elétrico, ajudou o cantor a entoar a música Flores do Bem que com melodia suave, carrega uma letra em que fala sobre sonhos pessoais e familiares.

DSCF1792O compositor seguiu o show com Carne, que no disco tem participação de Gonzalo Deniz, porém ele não compareceu ao Sesc. Logo depois, cantou a minha favorita do disco Canto dos Insetos, que fala do término doloroso de um relacionamento. E qual não é doloroso? Fato que fica evidente no verso: “Deixa o mar varrer, deixa cicatrizar meu nome. Se você vier vamos recomeçar por onde?”

DSCF1806O segundo convidado causar grande furor na platéia. O aclamado Cícero que ficou famoso por conta do disco Canções de Apartamento, participou do disco e show com a música ZeloO moço de cabelos cacheadinhos entrou no palco com a cabeça baixa, um violão e um sorriso tímido no rosto. Logo sentou ao lado de Wado e começou a tocar. Não que esse seja um ponto ruim, mas a música tem a cara de Cícero e suas canções. Por exemplo, os acordes usados nessa música, são bem parecidas com o final de Tempo de Pipa. Aliás, o carioca aproveitou uma brechinha na apresentação e cantou o seu hit, acompanhado pelo público que cantou em plenos pulmões. Infelizmente ainda não consegui ver um show só do Cícero e posso dizer que Canções de Apartamento está no top dos meus discos favoritos desde o ano passado, quando conheci.

DSCF1819O último convidado era de longe o mais esperado. Marcelo Camelo entrou ao palco sozinho, munido a uma guitarra e cantou a canção Melhor que é na verdade do colega com que dividia o palco, Wado. A galera cantou super empolgada, tanto pela letra, como pelo ex-Los Hermanos. Logo depois, Wado surgiu e os dois cantaram a canção que faz parte do novo disco, a romântica Tão Feliz que também carrega uma pitadinha do estilo de Camelo.

Quando todos achavam que já tinham visto de tudo, Fafá de Belém entra como quem não quer nada. Assim como Chico Buarque apareceu de surpresa no show de Carlos Careqa na semana passada, a paraense entrou com todo o seu astral e cantou com os meninos a música Fortalece Aí. 

Uma noite agradável com pessoas lindas e educadas. Já disse um milhão de vezes aqui que o Sesc Pompéia é um dos meus locais favoritos para ver shows e eles nunca me decepcionam. Só senti falta de uma banquinha pra adquirir o cd do cantor no local ou talvez eu não tenha visto, porém não tinha nada no lugar que fica de costume.

Como o site de Wado ainda não está atualizado com o novo CD para download, deixo aqui o link para ouvir no site Rdio.

Fotos: Aline Paz.

Carlos Careqa e a Ladeira da Memória

921558_295343967278882_1092459334_oSexta (12) fui ao Sesc Pompéia conferir o show do Titãs. A banda estava em uma série de shows que vinha desde o outro fim de semana no local, com ingressos disputados. Mas infelizmente, na última hora o show foi cancelado.

Minha mãe que já estava por lá me esperando, comprou o ingresso de um show que rolaria no teatro, sem saber muito bem o que era. Para a minha surpresa era um show de Carlos Careqa, com um novo projeto chamado Ladeira da Memória. O disco que foi lançado pelo selo Sesc é uma homenagem à vanguarda paulista. Segundo o próprio Careqa, o disco que o inspirou a seguir com esse trabalho foi o Sinal Fechado de Chico Buarque, que reunia canções de outros compositores em um tempo em que era difícil expressar-se por meio da música. Portanto, decidiu reunir as músicas que o marcaram afetivamente no meio da música brasileira e o resultado foi ótimo. O disco conta com participações de vários artistas como o próprio Chico Buarque, Mariana Aydar, entre outros.

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Naquela sexta-feira Carlos contava com a presença de Marcelo Preto, Bruna Caram, Vânia Abreu, Toninho Ferragutti com sua sanfona e Celine Imbert. O grupo estava muito entrosado e ao revezar o palco, sempre faziam uma graça para divertir e animar o público. Fato que deixou o clima da noite muito agradável e me fez fixar a atenção em tudo, do início ao fim. Um dos pontos altos do show foi quando Bruna cantou A Companheira sorrindo por toda a canção e esbanjando alegria.

Entre uma canção e outra, Careqa agradeceu o Sesc pelo espaço no palco e desabafou: “No Brasil as coisas são todas ao contrário: o Serviço Social do Comércio (Sesc) cuida da cultura e o Ministério da Cultura trata do comércio”. Quem acompanha esse blog sabe que sou grande admiradora dessa instituição e essa afirmação dele sempre foi algo que pensei. O trabalho de toda a rede Sesc é muito lindo e faz com que vários públicos tenha acesso à cultura.

Ao final, o comandante da noite trouxe todos os seus convidados e fez um bis de Padariamúsica que contou com arranjos de Mario Manga e que os outros não haviam ensaiado, o que gerou muitas risadas entre eles e consequentemente na plateia. Mas no final tudo deu certo.

Para o meu azar, no sábado o próprio Chico Buarque apareceu no meio da apresentação de surpresa. Nunca consegui ver um show do Chico, apesar de ser grande fã (por questão de: $$$) e teria ficado muito feliz em vê-lo cantar de pertinho, ao menos uma vez na vida. Mas é a vida é assim mesmo, quem sabe não acontece outra oportunidade?