Far From Alaska se reinventa e exibe novas sonoridades em Unlikely

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Foto: Murilo Amancio

Um impulso espontâneo, instintivo e natural deu origem as doze faixas de “Unlikely” (2017), o segundo disco do Far From Alaska. Sem deixar de lado o tradicional rock incendiário da banda potiguar, o trabalho passeia por diferentes sonoridades, que se abrem em novos caminhos e atmosferas. O disco chega ao mundo hoje e já está disponível em todas as plataformas digitais. Continuar lendo “Far From Alaska se reinventa e exibe novas sonoridades em Unlikely”

Vlog: 1ª edição do Femme Fest

Domingo, 28/05, as minas se uniram lá na Trackers para apresentar o melhor do riot girl em um único festival: o Femme Fest. A primeira edição contou com participação das bandas Bloody Mary Una Chica Band, Winteryard, Caos Dentro e Weedra. Organizado por Pryka Almeida, o evento deu espaço para mulheres empreendedoras e também artistas do audiovisual. Confere o vídeo, porque foi um domingo bem lindo!

Lobisomens à solta!

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Foto por: Thiago Almeida

Banda paulista lança “Não Tem Como Dançar Assim”, clipe gravado com GoPro sob o olhar de uma criatura folclórica

A banda é nova, mas nem por isso, deixa a ousadia de lado. Pelo contrário, acredito que essa seja uma das palavras de ordem da Iguana Gun, que teve início em 2015, na cidade de São Paulo.  Kim Macedo (vocais e guitarra), André Lerro (Guitarra), Luan Pessanha (Baixo) e Fabio Marin (bateria) são amigos de infância, cresceram ouvindo as mesmas músicas e hoje se juntam para fazer um som de responsa.

O primeiro disco da carreira está por vir, mas antes disso os rapazes apresentam o “Não Tem Como Dançar Assim”, clipe dirigido por Vitor Keese, é um tanto irreverente. Junte uma câmera GoPro, um lobisomen e temos um vídeo gravado em primeira pessoa com nuances do trash bem evidentes.

“Tínhamos referências de textura e de filmagem de outros clipes, mas queríamos uma ideia original e engraçada”, alegam os meninos. A produção é assinada por Pedro Hernandes e pelos próprios integrantes. Além disso, conta com mix e master de Victor Adura. Tudo foi documentado em locais urbanos, como a pista de BMX de Carapicuíba, ruas, praças e muros da zona sul e oeste de São Paulo

A canção é composta por estrutura simples, versos dançantes e um refrão que é ao mesmo tempo agressivo e bem palatável. “Ela surgiu no último dia da pré-produção, de forma totalmente espontânea. Ao contrário de outras do álbum, partimos de pouca referência ou influência direta. Só queríamos fazer uma música que fosse ‘dançante’ e compusemos tudo coletivamente”, confidenciam. Os meninos acreditam ainda que, por ter sido pouco lapidada,  essa seja a canção mais sincera do álbum que vem por aí.

O grupo bebe da fonte de grandes ícones do rock, como Nine Inch Nails, Motörhead, The Clash, Black Sabbath e Kings of Leon, além de Queens of the Stone Age, especialmente álbuns como Lullabies to Paralyze e Era Vulgaris. Sobre o disco, o público pode esperar por um trabalho que prioriza o instrumental e não tem medo de propor arranjos pouco comuns no rock nacional. Além disso, diferente de alguns dos grandes destaques da cena independente atual, as letras são todas em português.

Clipe do dia: Prisma de Vivendo do Ócio

VDO SELVA MUNDO-2634-2000x.jpg“Prisma” é o primeiro vídeo do álbum lançado no ano passado, o “Selva Mundo” e traz participação de Lirinha

Com imagens captadas em São Paulo, “Prisma”, que segue uma linguagem misteriosa e lúdica, utiliza uma série de efeitos e sobreposições, além de lente caleidoscópio e recursos em 3D. A banda contou, também, com a participação especial de Lirinha – autor, junto com Jajá Cardoso, da letra composta para essa canção.

O primeiro vídeo do disco “Selva Mundo”, lançado em 2015, foi dirigido pelos irmãos Davide (guitarra) e Luca Bori (voz e baixo), ao lado de Iuri Nogueira. Durante as cenas, o prisma é representado por uma figura humana, vista em situações do dia a dia de uma grande cidade. “Prisma foi escrita baseada em um sonho que tive, em todas as visões eu era um objeto que fazia parte de uma vida inteira de uma casa, tudo mudava em ritmo acelerado, as pessoas, os móveis e eu continuava no mesmo lugar e na primeira visão eu era um tipo de prisma, uma pirâmide metálica girando num plano escuro”, explica o vocalista.

 

“Sabe Lá” antecede o disco da banda Sarina

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Se você é daqueles que diz que o rock nacional está morto, está bem enganado. Basta olhar para os lados e estar aberto para ouvir o que há de novo na cena. E olha, que tem bastante coisa boa por aí, viu? Um exemplo disso, é a banda Sarina, que mistura um pouco de indie com pop e, é claro, algo bem regional, para não esquecer das raízes que vêm de Aracaju e Salvador, apesar de terem se juntado em São Paulo.

Essa semana, os caras lançaram a música inédita “Sabe Lá”. A faixa estará presente no disco “ELA”, previsto para ser lançado, virtualmente, em setembro. A versão física do álbum deve sair no mês seguinte. O single foi produzido pela própria banda, em parceria com Leonardo Marques, que também já colaborou com bandas como, Diesel, Udora e Transmissor. “Essa foi a última música do disco a ser composta e escolhida. Ela surgiu num momento em que estávamos muito conscientes sobre o que queríamos para esse novo trabalho. ‘Sabe Lá’ é bastante sóbria e representa um bocado desse viés sonoro que decidimos explorar. A letra, escrita por nós três, descreve uma situação de rompimento com as más lembranças, propondo uma análise mais otimista das situações, ao mesmo tempo em que incita a busca por novas experiências através da sinceridade e da autoconfiança”, diz a banda. Formada por Victor Hugo, Ícaro Reis e Thiago Pádua, Sarina é como se fosse uma única pessoa: todos compõem, todos assinam e todos tocam todos os instrumentos.

O single vem munido a um clipe que a princípio parece bem singelo: apenas uma pessoa comum, que é filmada enquanto passa maquiagem, penteia os cabelos os cabelos e mexe ao celular. Algo cotidiano, mas ao mesmo tempo que traz a identificação com o espectador. Já deu pra sentir um gostinho do que vem por aí.

Enquanto o disco não sai, confere aí o vídeo, porque tá bem massa:

Sábado nostalgia e a Costa do Marfim

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Cachorro Grande estreia novo disco em grande estilo

Se você, assim como eu, em algum momento da sua adolescência gostou de rock e apreciou música brasileira, com certeza já escutou o som dessa banda gaúcha. A verdade é que quando “Sinceramente” estourou no TOP 10 da Mtv em meados de 2006, todo mundo logo se viciou.

A banda que havia sido formada em 1999 trazia tudo o que um bom amante do rock gosta: bateria alucinada, guitarras pesadas, letras insanas e integrantes totalmente loucos. Essa era a essência do Cachorro Grande. Foram seis discos até então, sendo que eles mantinham o jejum musical há três anos.

A questão é que todo mundo se renova. Eu não sou a mesma pessoa que era há dois anos atrás, assim como você, também não o é. Depois do DVD gravado no Circo Voador (RJ), o start veio à cabeça do grupo. Eles precisavam de algo novo. Assim como afirmou em uma entrevista dada à Folha recentemente, Beto Bruno já não estava feliz com o som que faziam. “Às vezes parecia que a gente estava fazendo cover de nós mesmos”, admitiu o vocalista ao Thales de Menezes, editor-assistente da Ilustrada.

Esqueça tudo aquilo que você já ouviu da banda. O que vemos em Costa de Marfim, disco lançado nesse ano,  é um som mais maduro e lunático. Para os amantes da música, fica fácil perceber grande influência de bandas como Chemical Brothers, MGMT, Happy Mondays e até Primal Scream. A mistura com batidas eletrônicas é perceptível já em “Costa de Marfim”, “Nós Vamos Fazer Você Se Ligar” e “Nuvens de Fumaça”, primeiras músicas do trabalho.

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É quase um lugar clandestino, mas foi só imaginação minha…

Tenho aproveitado bastante essas minhas férias, graças aos meus amigos que nasceram tudo no mesmo mês e querem aproveitar cada dia (vip) que o mês de Julho oferece. Na semana passada falei um pouco sobre a festa Indie Party, neste sábado que se passou, dia 21, fui frequentar um barzinho/baladinha muito bacana, o Alberta #3.

Alberta #3

Eu nunca ouvi falar sobre esse lugar, mas me encantei de imediato ao prestar atenção na entrada. Motivo? Me imaginei entrando num clube clandestino, uma luz vermelha iluminando o interior do lugar, as cortinas nas portas, um segurança mal encarado (que na verdade era bem simpático e educado) e a fachada “Alberta #3” escrita em letras chamativas e vermelhas. Mas para quem nunca foi e não prestou atenção na numeração o lugar passa despercebido. Acredito que o mistério é o que dá mais charme.

Alberta #3

O lugar tem três ambientes, quando você entra há várias mesinhas e um sofá comprido para aqueles que preferem conversar ao invés de dançar e um barzinho apertado no fundo. Subindo as escadas é do mesmo estilo só que um pouco mais espaçoso e lá embaixo fica a pista de dança que, confesso, não fiz muita questão de ficar lá, o ambiente de cima estava muito mais agradável para ficar batendo papo com os amigos.

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Apesar de ser três ambiente a casa é pequena e acredito que 200 pessoas já excedem o “confortável”. O único ponto negativo que irei destacar é o fato de muitas coisas do cardápio não estarem disponíveis naquela noite em particular. Os preços não eram exorbitantes, como também não eram baratos, comprei um drink, “Cassandra”, por R$22,00, os chopps custavam entre R$10,00 (se me lembro bem), as doses variavam entre R$10,00 e R$20,00 e não me lembro o preço das cervejas. Por outro lado, o lugar ganhou mil pontos comigo por causa do banheiro, apesar de ser um banheiro unissex ele era (pasmem pessoal) limpo e cheiroso.  Acho que nunca encontrei um banheiro de balada/barzinho tão limpo como este, sem dúvidas ganhou pontos comigo. Como não fiquei nem por três segundos na pista de dança, não consigo dizer ao certo as músicas que eles tocaram, mas nas partes de cima o som era ambiente e predominava o rock.

Por fim, aconselho a vocês que gostam de um ambiente agradável pra colocar a conversa em dia com os amigos e se divertir ao mesmo tempo a dar uma passada no Alberta #3. Lá funciona assim: De terça a sábado a entrada é gratuita para o Happy Hour, das 19h às 22h. Depois desse horário começam as festas com cobrança de entrada, é só dar uma olhada na programação do site porque o preço varia de festa para a festa. Lembrando que quem já estiver na casa antes das 22h não paga entrada!

Todas as fotos postadas estão na página oficial do Alberta!