Resenha: 5 lições que aprendi com #GIRLBOSS

Sophia Amoruso é a CEO da Nasty Gal, um site avaliado em 100 milhões de dólares. Em #GIRLBOSS, a americana usa uma linguagem jovem e atual, para criar um mix entre biografia e empreendedorismo motivacional descolado. No vídeo de hoje, eu contei cinco lições que aprendi com a dona de um dos impérios da moda atual.

Ms. Marvel – Nada Normal

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No começo de fevereiro, recebi da Panini o primeiro encadernado de “Ms. Marvel – Nada Normal” lançado no Brasil. A edição em capa dura (disponível também cartonado) traz cinco volumes dessa produção que tem feito grande sucesso entre os leitores de quadrinhos do mundo inteiro.

O roteiro não tem nenhum segredo totalmente original, no entanto, nos deparamos com uma protagonista cativante. E o por que isso acontece? Kamala Khan é real. A história trata-se de uma garota muçulmana que, no entanto, mora nos EUA. Mais precisamente em Nova Jersey. Além de ser uma adolescente com problemas bem típicos dessa fase, como por exemplo, ter que voltar para casa em um horário determinado pelos pais, ela se vê perdida por conta da miscelânea cultural que envolve seu cotidiano. Sendo assim, Kamala não se identifica nem totalmente como mulçumana e nem como uma americana completa.

IMG_20160326_025019156.jpgJá no início, o leitor é imergido ao universo de Khan, que divide seu tempo entre os estudos, amigos americanos – e uma mulçumana gente boa, mas tradicional -, sua paixão pelos Vingadores e as responsabilidades dentro da religião de suas origens. A família da nossa heroína também é bem diversificada: uma mãe extremamente protetora; um pai rígido, mas compreensivo e amoroso; e um irmão completamente fanático pelos mandamentos do seu povo. Eles formam então, um belo time de personagens secundários.

Tudo parece normal, até ao voltar para casa após uma festa, Kamala sofre um estranho incidente e quando menos espera, se transforma na Miss Marvel, alter-ego de Carol Danvers. A princípio, a garota não compreende o que e como isso aconteceu, mas no momento, sua maior preocupação é tentar controlar os seus poderes e disfarçar ao máximo quando estiver próximo a pessoas conhecidas. Afinal, como ela iria explicar esse fato para a sua família?

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A personalidade de Kamala é bem forte e evidente já nesse primeiro encadernado. Assim que passa pela transformação, nossa heroína traz a tona um questionamento que nos últimos tempos têm sido discutido no meio geek, que são os uniformes usados pelas personagens femininas dentro dos quadrinhos. Normalmente, elas são hipersexualizadas e apresentam roupas curtas e coladas. Sem falar nas características físicas que são completamente dentro dos padrões de beleza criados pela sociedade, dificultando assim a identificação de mulheres reais.

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Falando nisso, um dos pontos fortes que fizeram com que eu me apaixonasse pelo trabalho de Wilson Aphona, foi esse uniforme repaginado e funcional da nova Miss Marvel. Sem deixar as roupas jovens e o estilo da protagonista de lado, ela conseguiu fazer uma ótima referência a sua heroína original. Por fim, a lição mais bonita que podemos aprender com Kamala Khan é que independente do que as pessoas digam, o importante mesmo é ter a sua essência e ser quem você é. Agora basta esperar para saber o que virá por aí nas próximas edições.

O Papel de Parede Amarelo #mulheresparaler

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O mês das mulheres desse ano foi repleto de conscientização. Pelo menos dentro de um pequeno recorte da internet. Foi lindo abrir a aba de inscrições no Youtube e ver que tantas mulheres haviam preparado conteúdos que trouxessem a verdadeira importância desse dia diante da sociedade. Resumindo: não queremos rosas, queremos respeito e direitos igualitários.

E foi então que vi pipocar os vídeos de book haul e resenhas com o livro “O Papel de Parede Amarelo”, de Charlotte Perkins Gilman. Nessa nova edição da editora José Olimpio, vemos logo na capa: um clássico da literatura feminista. Isso logo me encheu os olhos e fui atrás da obra. O livro é composto por apenas 112, pois trata-se de um conto escrito em primeira pessoa em forma de diário.

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O livro perfeito para as férias!

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Um chick lit para chamar de seu nessas férias de 2014!

Olá, leitores! Meu nome é Camila e esse é meu texto para o blog Não Me Poupe. Pretendo falar sobre livros, sempre que possível. Diferente do que se vê por aqui, sobre resenha de livros, sou amante de um estilo literário diferente. Então, se você adora aqueles romances que as pessoas chamam de “água com açúcar”, já venho com uma dica que irá conquistar o coração dos que amam  um bom chick lit.

O Noivo da Minha Melhor Amiga  é um romance bem diferente e divertido, com uma leitura tranquila e que te prenderá do inicio ao fim. Esse é o primeiro livro escrito por Emily Giffin, sendo também o primeiro que li dela.

É engraçado como conheci esse livro por acaso, fiquei sabendo que essa autora era boa, uns livros bem gostosos de ler. Decidi embarcar nessa leitura sem muito compromisso, depois de ler uma resenha perdida pela internet, imaginei ser só mais um. E para a minha surpresa, acabei encantada. E engana-se quem pensa que é só mais uma daquelas obras com um cara, uma garota, alguns probleminhas no caminho e um final feliz. Existem muitos outros bafos no desenrolar da história!

Ele fala sobre a vida de duas melhores amigas desde pequenas, passam-se anos e as ambas continuam próximas. Porém,  no 30º aniversário de Rachel, que era vista como a amiga certinha e “subordinada” de Darcy, ela vai para cama com o noivo (lindo, charmoso e inteligente) de sua melhor amiga. Mas calma! Durante toda a história iremos entender as razões que levaram Rachel a cometer tal ato, a ponto de começar a ter uma pontinha de ódio de Darcy, a moça traída. 

A autora consegue transmitir de uma maneira divertida e sem julgamentos um assunto tão condenado pela sociedade que é a traição. Se você estiver afim de se divertir, dar boas risadas e esquecer aqueles livros chatos  que precisamos ler para faculdade, essa é a escolha perfeita.

A parte ruim é que infelizmente ele está esgotado na editora, ou seja,  a editora Nova Fronteira não fornece mais essa obra. Mesmo assim, não é difícil de encontrá-lo. Eu comprei o meu exemplar no Beco dos Livros, mas você pode achar em sebos diversos e até mesmo na Estante Virtualque é um site que reúne diversos sebos e livreiros do Brasil inteiro (se você compra livros há um tempo, com certeza, já conhece esse portal).

Autora: Emily Giffin | Editora: Nova Fronteira | Ano: 2005 | Média 4.1 no Skoob | 352 páginas

A Culpa é das Estrelas

livrooNa virada do ano, assim como muitas pessoas, fiz aquela listinha de coisas que eu gostaria de fazer durante o ano de 2013. Entre perder um quilo, ir ao cinema e ao teatro pelo menos uma vez por mês, estava ali também ler 12 livros durante o ano. Para a minha alegria, já estou no 10º livro e 8º mês, ou seja, expectativas superadas. Grande parte dessa leitura foi feita entre julho e agosto, que foi quando fiquei sem celular com android, pois fui roubada. Por isso, veja o lado bom em todas as coisas que te acontecem, afinal, se eu não tivesse sido roubada, teria lido mais conversas no whatsapp do que páginas de livros.

Hoje vim falar de um verdadeiro best seller, que está super na moda. A Culpa É das Estrelas (The Fault in Our Stars) é o quarto romance de John Green e foi lançado no comecinho de 2012. Ele faz parte do gênero literário YA (Young Adults) que fica ali entre os 15 até os 29 anos, por isso, sua linguagem é bem coloquial, fácil de entender e dá pra ler rapidinho.

Hazel Grace é uma jovem de apenas 16 anos, mas sofre de um câncer terminal no pulmão. Sem ter muito fôlego para levar uma vida ativa de jovem, ela abandona a escola, estuda em casa com a ajuda da mãe e prefere passar os dias em casa vendo episódios e mais episódios de America’s Next Top Model, um reality show que acompanha o cotidiano de modelos. A garota deve andar para cima e para baixo com um cilindro de oxigênio ao lado, que ela carinhosamente chama de Felipe. A vida da garota começa a mudar quando ela passa a frequentar o Grupo de Apoio para Crianças com Câncer, mesmo que no início resista um pouco e o ache bem deprimente. Patrick, o responsável pelo lugar, já superou um câncer nos testículos e em toda a reunião repete a sua história, como se estivesse em um encontro de Alcoólatras Anônimos.

Após esse primeiro contato com o livro, achei que faria uma leitura deprimente e volta e meia estaria com lágrimas nos olhos. Sou uma pessoa que chora muito, uma verdadeira manteiga derretida, principalmente com livros, filmes e séries. Porém, me enganei totalmente. A forma com que Hazel lida com a doença, mesmo que terminal, é totalmente divertida e real. Ela não fica chorando pelos cantos, mesmo que em alguns momentos tenha suas recaídas. O que mais me chamou atenção na personalidade da menina é que ela tem um humor negro, bem sarcástico.

Mas voltando ao livro, em um dos dias monótonos no Grupo de Apoio, a garota avista Augustus Waters, um rapaz lindo. Ele a encara e ela não desvia o olhar. Logo ao fim dos depoimentos, ela percebe que eles tem um amigo em comum, Isaac um jovem com câncer nos olhos, que irá retirá-lo nas próximas semanas e ficar totalmente cego.

Hazel e Augustus conversam e logo ele a chama para ir até a sua casa, para ver o filme V de Vingança, que a garota nunca havia assistido. Realmente, adoro quando os autores inserem filmes em seus livros e vice e versa. Nisso, ela descobre que o garoto teve uma das pernas amputadas, por conta do câncer, que agora estava controlado. A ligação entre os dois começa a se formar e resulta em um companheirismo intenso.

O interesse deles por livros é grande e já no primeiro encontro, um indica uma obra favorita sua para o outro. A sugestão dela é Uma Aflição Imperial, escrito por Peter Van Houten, que também conta a vida de uma paciente terminal, porém o final da história não é tão satisfatório para Hazel. Isso faz com que ela crie a curiosidade em descobrir o que acontece com Ana – protagonista de UAI – e os personagens à sua volta. Após ler, Augustus fica com a mesma interrogação na cabeça e os dois decidem ir atrás dessa explicação, mesmo que tenham que escrever um e-mail para o autor antissocial ou que tenham que atravessar o país para sabê-la.

Com isso, os dois vivem uma linda história de amor, sem pensar no que poderia acontecer no futuro ou mesmo se ele existiria. Essa não é só mais obra melosa, pois apesar de relacionar o primeiro amor com um estado de saúde não muito favorável, as pitadas de humor também estão presentes. Porém, não dá pra fugir, diversas partes dos diálogos dos dois são pra lá de fofinhas e valem ser ressaltadas:

“[…] Alguns infinitos são maiores que outros… Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.”

“[…] Aparentemente, o mundo não é uma fábrica de realização de desejos.”

“[…] Seria um prazer ter meu coração partido por você.”

Outro ponto proveitoso, é saber como a situação de Hazel impacta a sua família, pois ela depende bastante de seus pais, principalmente a mãe. E apesar de parecer um pouco previsível, o final conseguiu me dar uma leve ponta de surpresa.

Segundo John Green, o título é inspirado em uma famosa cena da peça de Shakespeare: Júlio César (Ato 1, cena 2). O nobre Cassius diz a Brutus: “A culpa, caro Brutus, não é de nossas estrelas, mas de nós mesmos, que somos subordinados”. Só isso já foi o bastante para que eu colocasse os outros títulos do autor na minha wishlist. Outra coisa legal foi que durante a obra ele cita alguns remédios, que não existem, ou seja, ele sabe muito bem o que está fazendo. Além de ter visitado vários hospitais que atendem pessoas com câncer e também os lugares por onde Hazel passa. É ótimo quando um autor faz isso, logo se vê que ele realmente tem compromisso com aquilo que trabalha.

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Para finalizar, A Culpa É das Estrelas ganhará uma adaptação para as telonas. Hazel será interpretada por Shailene Woodley e Augustus será Ansel Elgort. O filme será produzido por Marty Bowen e Wyck Godfrey, mesmos produtores de Crepúsculo, algo que me deu um pouco de medo, admito.

Autor: John Green | Editora: Intrínseca | Ano: 2012 | Compre em um clique.

A segunda vez que eu te conheci

_A_SEGUNDA_VEZ_14X21_ARTE.inddMinha editora chefe sempre falou bem desse livro, porém a faculdade e a correria de uma redação fizeram com que eu deixasse essa leitura para o mês das férias. Enfim, ele chegou. Ok, nem tanto, afinal ainda tenho a semana de exames que vem por aí, porém a primeira coisa que fiz foi pedir pra ela o tal livro. Já tinha lido os melhores trechos, que ela (Isabella Delbucio) insistia em me mostrar.  Como já não era de se esperar, li em dois dias e me apaixonei por Raul e suas “amigas”.

É SOBRE O QUÊ?

Raul é um jornalista apaixonado pela sua profissão e também por sua mulher. Ele e Ariela vivem em um bom apartamento próximo a Consolação e desfrutam de uma vida de amores, pelo menos é isso o que ele pensa. Até o dia em que ela, admiradora de filosofia, decidida resolver ir embora. Esse é só um dos acontecimentos que levam o nosso protagonista a deixar uma carreira de sucesso para trás e virar agenciador de prostitutas, profissão conhecida como cafetão. Porém, esse novo homem que ao mesmo tempo em que se sente muito melhor, é questionado por sua própria consciência ao pensar em ética e o que é certo ou errado.

EU GOSTEI…

Posso falar que a obra virou uma das minhas favoritas. Isso porque o autor soube misturar bem o lado da profissão e também da vida pessoal de Raul. A sinceridade com que o personagem expõe seus pensamentos é demais, não me lembro de ter lido outro texto dessa forma. Por exemplo, ele admite que se masturba, até aí tudo bem, afinal, os homens até se gabam disso. Mas ele fala, de uma forma bem divertida, que os homens fazem isso em todos os momentos da vida (casados, solteiros, desempregados, na fossa, em luto). E mais! Afirma o ato acontece enquanto eles pensam em nossas melhores amigas. Não leve isso para o lado ruim e sim, para a sinceridade. Outro ponto bom é o romantismo que Raul tem, sem ser exagerado, porém, sempre faz questão expressar de forma criativa e bonita. Em um dos momentos, quando tenta convencer Ariela a não se separar dele, ele solta:

“Que delícia te ver rindo. Não vá embora, Vem, vamos brincar de escrever manchetes baseadas na mitologia: Helena de Tróia Foge com Amantes, Sísifo Carrega Outra Pedra, Prometeu Atacado Covardemente enquanto Acorrentado.”

Interessante o modo como ele misturou as profissões dos dois em um pedido claro de “FICA”. É de encher os olhinhos d’água. Por fim, é ótimo se sentir inserido na história certo? Em vários trechos o personagem fala de lugares famosos da cidade de São Paulo, como, Consolação, Pacaembu, Jardins, Consolação e até da Barra Funda. Dá uma proximidade unanime.

EU NÃO CURTI…

Achei a leitura ótima, uma pena ser tão curtinha – 191 páginas. Em geral a narrativa é muito interessante, te envolve do início ao fim. É, pois é, o final não é dos melhores. Porém, conversando com a minha chefe que já leu, a proposta do autor é mostrar outro lado da história. Que história? A da vida! (Não posso dar detalhes, não é? Quem conta o final? Haha). Mesmo assim não foi nada que tão grande que interferisse o meu encanto por toda a obra, que é daquelas que valem a pena ter exposta na estante. Até porque, preciso devolver o da minha chefe.

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VOCÊ VAI GOSTAR SE…

For jornalista! Esse é o primeiro item que me vem à cabeça, porque eu como aprendiz dessa área maravilhosa, me identifiquei em vários pontos. Além de fazer diversos questionamentos com a nossa língua portuguesa, que depois da reforma ortográfica ficou um tanto sem sentido e confusa, ele fala também sobre os manuais de cada veículo – revista, jornal, editora. Claro, ele corrige várias frases de affairs e amigos, mesmo que em pensamento e tem uma paixão incondicional pelo o que faz, mesmo que muitas vezes tenha que perder os prazeres da vida para honrar a carreira que escolheu. Um dos pontos fortes é quando ele se decepciona com Fabi, moça bonita, gostosa e morena, porém não tinha uma grande intimidade com o português:

“E desliguei frustrado. Pra mim ir de metrô?! Mim não vai de metrô, Fabi. Mim não faz porra nenhuma! Mim não quer banana. Mim esperava que você usasse corretamente o pronome pessoal. Para você vir de metrô, eu ir de metrô, nós irmos de metrô, um dia, a algum lugar, num passeio divertido, descemos na Consolação.”

Vai negar que não faz esse tipo de afirmação mental diversas vezes?  Aposto que sim. Além disso, Raul mantêm em sua geladeira um quadro que o lembra de diversos tópicos negativos que formam “A Maldição do Jornalista”. Entre os 15 pontos escolhidos pelo personagem estão:

“11. A máquina de café será a melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não fará mais efeito.

14. Exibirá olheiras como troféu de guerra.”

Aconselho que leia o livro entre uma matéria e outra, para aliviar a tensão. E se você não for jornalista, leia também! Acredito que em algum ponto se reconhecerá em uma das figuras do autor.

SOBRE O AUTOR…

Escritor e dramaturgo, Marcelo Rubens Paiva, nasceu em 1959 em São Paulo, e estudou a Escola de Comunicações e Arte da USP. Publicou romances como Feliz Ano Velho (1982, Prêmio Jabuti) e Não Es Tu, Brasil (1996). Seu romance mais recente é Malu de Bicicleta (2004).

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