Saiba o que os novos álbuns de Rael, Emicida, Drik Barbosa e Rincon Sapiência têm em comum

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Foto: Victor Balde

Os artistas contam todos os detalhes, segredos e inspirações por trás dos novos álbuns no Faixa a Faixa

Rael, Emicida, Drik Barbosa e Rincon Sapiência. O que eles têm em comum, além do rap? Ou, melhor, o que seus últimos discos têm em comum? A Deezer, plataforma de streaming global de música, convidou esses artistas para te contar.

Durante novembro, a Deezer criou o canal ‘Mês da Consciência Negra’, com conteúdo de artistas e produtores negros. Isso também inclui conteúdos exclusivos Deezer, como o Faixa a Faixa – playlist comentada pelos próprios artistas, onde eles contam todas as histórias, inspirações e segredos por trás de cada track.

A cada terça-feira é lançado um Faixa a Faixa e, o que os artistas falam, é um deleite para os ouvintes. O que une os quatro álbuns é a inspiração na cultura africana. Além disso, de certa forma, também se conectam ao levantar questões sociais.

O álbum ‘Mundo Manicongo: Dramas, Danças e Afroreps’, de Rincon Sapiência, será lançado na próxima segunda-feira (25) e o Faixa a Faixa no dia seguinte (26), mas já vamos dar um spoiler. O apelido do rapper (Manicongo) deu origem ao nome do álbum e à faixa introdutória: ‘Mundo Manicongo’ – a track inclusive tem versos bem livres, não tem muitas melodias, tem a linguagem do Emicida e as rimas bem presentes. Recheado de africanidades, afrobeats e afroraps, ele brinca no Faixa a Faixa que pegou diversas referências nacionais e internacionais – como músicas africanas e baianas, rap nacional e funk 150 bpm – e adicionou o ‘tempero’ de Manicongo.

No geral, o disco tem uma linguagem bem diferente do que já fez anteriormente, mas o verso livre ‘Primeiro Volante’ finaliza o disco de um jeito bem velho Rincon. Toda direção e produção musical foram feitas pelo próprio rapper e ele conta com algumas colaborações especiais nas tracks com Lellê, 3Duquesa, Audácia, ÀTTØØXXÁ, Rael, Gaab e Mano Brown.

Outro lançamento aconteceu nesta segunda-feira, 18. Drik Barbosa estreou seu primeiro álbum, que tem como título seu próprio nome. Com muito love song e uma mistura com pagode e energia baiana, seu disco fala, principalmente, sobre a mulher negra, a herança musical e a liberdade feminina. No seu Faixa a Faixa, Drik conta que a música ‘Liberdade’ foi um presente do Emicida e fala sobre como temos que mudar os pensamentos do machismo estrutural.

Em ‘Luz’, a mensagem segue forte. De acordo com Drik, “estamos passando, principalmente agora, por um momento muito tenso no país e no mundo. Falar em ser luz em momentos tão sombrios é muito importante. Precisamos dessa motivação e esperança de que carregamos coisas boas dentro de nós e vamos conseguir mudar as coisas ao sentir amor e se sentir abençoado e iluminado”.

E falando em bênçãos e amor, Rael vem com o disco ‘Capim Cidreira’. O nome do álbum se deu por conta de uma lembrança materna: sua avó era benzedeira e fazia muito chá de capim cidreira. O disco é calmo, tem uma pegada de música africana misturada com reggae music e prega o amor próprio e a “good vibes”. O estúdio que Rael reformou e gravou as músicas é carinhosamente chamado de “horta musical” porque é lá que ele semeia as ideias.

Rael conta no Faixa a Faixa que a música ‘Vendaval’ foi criada após um processo de depressão. Ali ele percebeu que precisava falar de amor: “O clima estava hostil na internet, ‘Vendaval’ nasceu da ideia de unir as pessoas globalmente – o que não tem acontecido. Estamos só nos afastando e eu não queria ser mais um poluindo e falando um monte de coisa. Decidi só falar de amor”.

Outro que compartilha da forma de pensar desses artistas é Emicida. Seu álbum ‘AmarElo’, lançado no final de outubro, deu o que falar: em tempos de ódio e intolerância, o rapper convida a população a parar de gritar e discutir, a ter mais empatia com o próximo, e assim ouvir mais.

A faixa introdutória ‘Silêncio’, criada em parceria com a Deezer, transmite exatamente isso. De acordo com o rapper, ‘Silêncio’ “surgiu da necessidade de construir e conectar todos nós enquanto seres humanos, para que a gente consiga se desconectar por alguns instantes e, se Deus quiser, depois desse momento, essas conexões que a gente conseguir estabelecer se mantenha, para que a gente se desconecte de tudo que é ruim e que nos separa. Que a gente se una pelo o que a gente tem em comum”.

“Estamos muito orgulhosos de trazer esse projeto tão especial e cheio de conteúdo original que enaltecem a música preta. Para o Faixa a Faixa, fizemos a curadoria de artistas que lançaram álbuns icônicos recentemente, que têm algo a dizer, com um questionamento social, e que têm a cultura negra muito forte em suas composições”, afirma Gabriel Lupi, Head de Conteúdo da Deezer no Brasil.

Outros conteúdos originais estão disponíveis no canal exclusivo da Consciência Negra.

Agenda da semana: Shows pela cidade de São Paulo

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Nesta sexta (12), às 21h, Rael apresenta o seu projeto com o repertório de Vinicius de Moraes no Auditório do Ibirapuera. Na ocasião, o cantor é acompanhado pelos instrumentistas Felipe da Costa (percuteria) e Julio Fejuca (cordas), nas releituras de grandes clássicos do nosso “poetinha”, Vinicius de Moraes – como “Tarde em Itapoã”, “Canto de Ossanha”, “O Morro Não Tem Vez” e “A Felicidade” – e alguns sucessos de sua carreira, todos com novos arranjos.  Ingressos: de R$ 15 a R$ 30.

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Rael dá contornos pop à “Flor de Aruanda”, primeira música a ser revelada do seu próximo trabalho

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Luanda foi uma das cidades africanas que mais enviou escravos para o Brasil, tornando-se a última lembrança de liberdade para eles. Com o tempo e com a influência da língua dos brancos, a capital angolana acabou ganhando a pronúncia de Aruanda e a conotação de paraíso para as religiões de raiz afro – a morada dos orixás e onde se encontra o necessário para a evolução do espírito. Esse contexto histórico e essa versão sobre o surgimento de Aruanda foram os pontos de partida para Rael compor “Flor de Aruanda”, primeira música a ser revelada do seu próximo trabalho, previsto para o primeiro semestre de 2019.

Com produção do próprio cantor e compositor e distribuição da gravadora LAB Fantasma em parceria com a Sony Music, a nova canção marca uma mudança no seu processo criativo, em que ele concebe a obra do começo ao fim, pensando na parte instrumental e na estrutura, para depois compor a letra em cima do que foi criado. O DNA da faixa, contudo, mantém a identidade de Rael, que dá contornos pop ao mix de rap com reggae. No caso de “Flor de Aruanda”, o artista convidou Rafael Tudesco e Bruno Marcucci para somarem na música.

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Emicida e Rael lançam álbum em parceria com rappers portugueses

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Língua Franca. Língua verdadeira. Língua partilhada. Língua dividida. Língua herdada. Língua legada. Língua viva. Língua futura. Língua presente. “Língua Franca” é Brasil e Portugal, é Emicida e Rael, Valete e Capicua. “Língua Franca” é rap. E muito mais.

O rapper de São Paulo Emicida tem sido um dos mais ativos construtores de pontes entre as realidades urbanas dos dois lados do Atlântico. Em Portugal, realizou vários concertos poderosos, recrutando aliados a cada novo palco que pisava. O hip hop, o rap, a língua provaram ser cordões umbilicais capazes de ligar duas culturas distintas, dois países longínquos unidos e desunidos pela história, dois sabores singulares que se sente no ouvido. Daí à “Língua Franca” foi um passo.

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Coala Festival confirma Caetano Veloso, Emicida, Liniker e os Caramelows na quarta edição

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Caetano Veloso, Emicida e Liniker e os Caramelows são algumas das atrações confirmadas; no Coala Festival que ocorre no dia 12 de agosto, no
Memorial da América Latina

Quando surgiu, em 2014, o Coala Festival tinha como objetivo realizar um evento que reunisse atrações musicais que não eram vistas em grandes palcos – muitas vezes consideradas como alternativas, mas responsáveis por movimentar um circuito fervilhante de São Paulo. Agora, em sua quarta edição, o festival celebra o feito de ter se tornado um dos mais aguardados da agenda cultural da cidade. No dia 12 de agosto, ocupa mais uma vez o Memorial da América Latina, espaço onde é realizado desde a sua primeira edição.

A cada ano, o Coala tem como desafio tornar a programação mais diversa e democrática, tendo o cenário musical brasileiro como cerne – e a preocupação de equilibrar a presença de artistas em diferentes momentos da carreira. Em 2017, Caetano Veloso marca a presença no line-up como a principal atração do evento. Praticamente uma entidade para as novas gerações da música nacional, o cantor e compositor baiano mantém frescor na produção atual, inclusive fazendo parcerias com gerações mais novas. Emicida foi um dos nomes que contou com uma participação especial de Caetano Veloso. Ele emprestou a voz ao refrão da faixa “Baiana”, que está no disco mais recente do rapper, “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa” (2015). Continuar lendo “Coala Festival confirma Caetano Veloso, Emicida, Liniker e os Caramelows na quarta edição”

“A Chapa É Quente” é a nova parceria entre Emicida e Rael

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Faixa integra álbum “Língua Franca”, em parceria com rappers portugueses

Ontem os rappers paulistanos Emicida e Rael divulgaram mais um single do projeto “Língua Franca”, álbum em parceria com os portugueses Capicua e Valete. Já disponível nas plataformas digitais, “A Chapa É Quente” traz versos afiados sobre a violência dos morros em um dueto dos dois artistas brasileiros, que ainda inclui a tradicional batida do funk carioca. A faixa é a segunda música liberada do álbum, que tem lançamento físico e digital no dia 26 de maio. Vocês estão ansiosos? Continuar lendo ““A Chapa É Quente” é a nova parceria entre Emicida e Rael”

Laboratório Fantasma comemora 7º aniversário na Audio

IMG_20160604_014129285.jpgHá 7 anos atrás, um grupo de amigos se juntou tornar um sonho em realidade: fazer rap e viver de música. Assim, nasceu o Laboratório Fantasma e o Não Me Poupe foi conferir essa festa e conta tudo pra você.

Em 2009, ainda com o nome de Na Humilde Crew, formou-se um coletivo para espalhar o rap independente. Ou seja, um grupo de amigos se juntou para gravar suas músicas e fazer o trabalho braçal mesmo: vender camisetas artesanais pro pessoal no boca a boca (naquela época a internet não era tão funcional como é hoje). Hoje em dia é uma grande empresa, responsável por gravar e produzir o som de grandes nomes do rap nacional. Tudo começou com a mixtape de Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe, do seu idealizador Emicida, e hoje coleciona diversos títulos.

A festa aconteceu em uma das casas de show que eu mais gosto atualmente, que é a Audio Club, que fica ali na Francisco Matarazzo na Barra Funda. Um lugar maravilhoso, onde é possível enxergar a apresentação de qualquer lugar, bem arejado, extremamente grande, tem diversos ambientes, enfim, só pontos positivos.

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