Confira vídeo de “Hacia El Amor”, nova música de Emicida e o duo Ibeyi

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No ano passado, quando lançou o single “Hacia El Amor” com o duo franco-cubano IbeyiEmicida escreveu: “sinto em minhas novas amigas, as Ibeyi, a energia dos espíritos antigos que retornam para contar suas histórias e dividir sua grandeza em novas plataformas”. Um ano depois, a narrativa continua sendo escrita em parceria. O rapper paulista e as irmãs gêmeas Lisa-Kaindé e Naomi Díaz foram anunciados em um show conjunto no palco Sunset do Rock in Rio.

Para celebrar o encontro ao vivo, que acontece no palco do festival no dia 3 de outubro, Emicida liberou um vídeo com as cenas da gravação da música “Hacia El Amor”, que foi registrada no estúdio da Laboratório Fantasma, em São Paulo. Assista aqui.

“Hacia El Amor” é de autoria de Emicida, Lisa-Kaindé e Naomi Díaz, Maya Dagnino (mãe das gêmeas) e Marcio Arantes (também produtor da faixa). “É uma canção que compusemos em conjunto, passeia por idiomas mil, agogôs e sintetizadores convivendo em paz”, diz Emicida. “Como nos terreiros pequenos de quebrada, onde em uma casa está acontecendo a gira e na casa do lado alguém assiste Stranger Things e o som de ambos em algum momento se torna uma coisa só”, completa.

O Terno lançou música nova e nós estamos surtando!

“Nada/Tudo” é o primeiro single de do quarto álbum da banda previsto para o final de abril

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O primeiro single do quarto álbum d’O Terno, Nada/Tudo, é a síntese da proposta conceitual unificadora da banda em vídeo, com recurso visual minimalista. É o amarelo (que representa o trabalho anterior, “Melhor do que Parece”) a ser lavado na tela até se tornar tanto todas as cores no branco quanto um vazio propositivo, onde o trio paulistano exerce em sonoridade e arranjos grandiosos e refinados a construção deste álbum “<atrás/além>”.

O quarto disco do conjunto trata da equação de unir tudo o que O Terno foi nestes 10 anos de existência até chegar a uma unidade em que o que importa é a música, qualquer que seja a categorização a sair da guitarra e da voz de Tim Bernardes, do baixo de Guilherme d’Almeida e da bateria de Biel Basile.

Na verdade, o grupo se posicionou estrategicamente em plano igual à orquestração e arranjos de metais e cordas do trabalho, evidentes em Nada/Tudo. Assista aqui

Violino, trombone e vibrafone se unem à tríade guitarra, baixo e bateria sob um fundo em amarelo sólido da tela. A cor é lavada durante os 4m17s da canção até ser substituída pelo branco, que define horizonte ilimitado para a banda. Isso é perceptível no texto da música, já que trata de assuntos abstratos como silêncio e de objetos palpáveis como a citação de nomes de amigos.

“O disco todo traz essa marca de referências assimiladas e a não a premeditação ao se fazer (o disco)”, sugere o cantor e compositor Tim Bernardes.

Tuyo lança remix de “Solamento” pra dançar chorando

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Após ter ser se tornado trilha da sofrência indie e de ter virado indireta pro crush nas redes sociais, a música “Solamento”, da banda Tuyo, ganha um  remix no maior estilo “pra dançar chorando”. O responsável pelo feito é o guitarrista paraense Lucas Estrela, que fez dobradinha com o grafiteiro, ilustrador e seu conterrâneo Dedeh Farias. Este último ficou responsável pela arte de capa da faixa repaginada, já disponível nos aplicativos de música. A identidade visual, por sua vez, ficou aos cuidados de Bruno W. F. Nogueira. Assista ao lyric video aqui.

Faixa que integra o EP de estreia Pra Doer (2017), “Solamento” ganhou vida própria e impactou muitas pessoas. Tem mais de 1 milhão de plays no Spotify, enquanto a sua versão acústica soma mais de 4 milhões de views no YouTube do trio paranaense formado por Lio Soares, Lay Soares e Jean Machado. “Acredito que a música foi ganhando vários significados e foi se resignificando desde que surgiu”, conta Lio. “A beleza do contato das pessoas com qualquer obra artística é o poder delas de protagonizar transformações nessas narrativas, é como se nunca tivéssemos controle do que foi criado”, pensa.
O remix de “Solamento”, que é o primeiro lançamento desde o primeiro e elogiado disco cheio Pra Curar (2018), ganhou ainda um lyric video no canal oficial da banda no YouTube (assista aqui). “A Tuyo canta sobre o sofrimento e, para nós, foi muito importante que alguém como o Lucas Estrela, que é do Belém do Pará, onde tem o ‘brega’, fizesse esse remix. A essência do sentimento tinha que ser mantida”, pensa.

Assista ao lyric video aqui

francisco, el hombre convida para suar até a última gota no clipe de “ENCALDEIRANDO:: aqui dentro tá quente”

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Uma conversa entre o blasé e o efervescente, “ENCALDEIRANDO:: aqui dentro tá quente” é uma das faixas que dá o tom do recém-lançado disco RASGACABEZA, da banda francisco, el hombre. A música acaba de ganhar um videoclipe que é um convite à catarse, além de carregar uma pegada pop e acompanhar uma das premissas do novo álbum: a dança. Assista aqui.

Os versos “Pode ser, pode pá, pode crer/ C’est la vie, tanto faz, tanto fez” se encontram com “Aqui dentro tá quente e tá ficando mais/ Dá um passo pra frente”. Eles são uma convocação para sentir o clima do que o quinteto se propõe em cima do palco. “Quando começamos a fazer esse disco, a gente queria comunicar a mensagem, mas, além disso, a ideia era que as palavras gerassem movimento”, conta Mateo Piracés-Ugarte, que integra o grupo ao lado de Sebastián Piracés-Ugarte, Juliana StrassacapaAndrei Martinez Kozyreff e Rafael Gomes. “Nos entregamos tanto nos shows, pulamos e dançamos tanto, queríamos que as músicas instigassem a galera a fazer isso também”, completa.

Então dá o play no clipe, um convite para quem ainda ainda está indiferente, um chamado para suar até a última gota e sentir a vibe que a banda propõe no ao vivo.

Rael dá contornos pop à “Flor de Aruanda”, primeira música a ser revelada do seu próximo trabalho

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Luanda foi uma das cidades africanas que mais enviou escravos para o Brasil, tornando-se a última lembrança de liberdade para eles. Com o tempo e com a influência da língua dos brancos, a capital angolana acabou ganhando a pronúncia de Aruanda e a conotação de paraíso para as religiões de raiz afro – a morada dos orixás e onde se encontra o necessário para a evolução do espírito. Esse contexto histórico e essa versão sobre o surgimento de Aruanda foram os pontos de partida para Rael compor “Flor de Aruanda”, primeira música a ser revelada do seu próximo trabalho, previsto para o primeiro semestre de 2019.

Com produção do próprio cantor e compositor e distribuição da gravadora LAB Fantasma em parceria com a Sony Music, a nova canção marca uma mudança no seu processo criativo, em que ele concebe a obra do começo ao fim, pensando na parte instrumental e na estrutura, para depois compor a letra em cima do que foi criado. O DNA da faixa, contudo, mantém a identidade de Rael, que dá contornos pop ao mix de rap com reggae. No caso de “Flor de Aruanda”, o artista convidou Rafael Tudesco e Bruno Marcucci para somarem na música.

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Xenia França parte para o espaço em busca de autoconhecimento no videoclipe de “Nave”

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A americana Mae Carol Jemison se tornou a primeira mulher negra a ir ao espaço. Foi parte da tripulação de um ônibus espacial — o Endeavour, na missão STS-47, que orbitou a Terra do dia 12 ao dia 20 de setembro de 1992. Em entrevista à Associated Press, ela disse: “É importante para uma menina negra crescer sabendo que, sim, você pode ser uma astronauta, aqui estou eu, por exemplo”. E ressaltou: “Mas mais importante ainda é que homens brancos mais velhos, que muitas vezes tomam decisões pelas carreiras dessas meninas, entendam isso”. Essa breve introdução é para reforçar que representatividade sempre será um assunto relevante na carreira da cantora e compositora baiana Xenia França. No dia 21 de março, quinta-feira, ela lança um videoclipe sci-fi da canção “Nave”, no qual a sua personagem Xaniqua vive uma expedicionária espacial solitária que viaja pelo cosmos em busca de vestígios de vida em diferentes planetas. O vídeo está disponível no canal de YouTube da artista (assista aqui).

A produção do clipe da música, que tem direção da Filmes da DIABA (Camila Maluhy e Octávio Tavares), teve duração de um ano. “No meu processo de autoconhecimento, percebi que somos muito maiores do que imaginamos e que o que está lá fora no cosmos tem muito a dizer sobre o que temos aqui dentro da Terra e dentro de nós”, pensa Xenia França. “Sou muito interessada em saber mais sobre quem eu sou por meio do estudo do Espaço. Tenho curiosidade sobre assuntos como alquimia, física quântica, astrologia e algumas das tecnologias poderosas criadas pelos nossos ancestrais e que guiam nossos passos até hoje. Por isso, Xaniqua é uma personagem conectada com a natureza e representa um pouco da minha visão da vida e como sinto as coisas. Tudo está interligado. O universo é incrível e quanto mais nos conhecermos mais aprenderemos sobre quem nós somos de verdade”, completa.

Faixa do elogiado disco de estreia-solo da cantora, intitulado Xenia (2017), “Nave”, de autoria de Verônica Ferriani e Clarice Peluso, resultou nessa superprodução audiovisual que retrata ainda a primeira brasileira negra a ir ao espaço. “Mesmo tendo exemplos como o de Mae Carol Jemison, o cinema e a cultura pop ainda ignoram esse tipo de representatividade em suas produções”, conclui Xenia.

Liniker e os Caramelows fazem mergulho íntimo em Goela Abaixo, segundo disco da carreira

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Após Remonta (2016), disco que traz encomendas feitas pelo tempo, destinadas a corações e lágrimas perdidas, a banda Liniker e os Caramelowslança o segundo álbum da carreira. Intitulado Goela Abaixo (Natura Musical), o trabalho foi concebido na estrada – entre 2016 e 2018, o grupo passou por mais de 20 países. Ainda assim, o olhar está voltado para o íntimo em um momento de amadurecimento. “É um som para respirar, para dançar espaçado e sentir para onde cada faixa leva”, diz a cantora e compositora Liniker Barros. Goela Abaixo chega hoje aos aplicativos de música (ouça aqui).

Produzido pelo baixista Rafael Barone, o novo disco teve os seus primeiros singles revelados em 2018. “Lava” (coprodução de Barone e Mauricio Fleury) foi gravado no Estúdio Canoa, em São Paulo, e trouxe uma organicidade que contrapõe o trabalho anterior, com forte influência da música do nordeste da África e também da América Central, mas sem tirar um dos pés do Brasil. Registrada no Estúdio Philophon, em  Berlim, “Calmô” chegou com um videoclipe (assista aqui) sobre o amor de duas mulheres que viveram a delícia da entrega e caminharam juntas por muitos lugares.

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