Saiba mais sobre “Bom dia, Verônica” em uma entrevista com Andrea Killmore

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Desde o momento em que Bom Dia, Verônica foi revelado, muitos se perguntaram quem é Andrea Killmore, a mulher que demonstrou um imenso talento para prender os leitores do começo ao fim em sua impressionante obra. Protegida sob um pseudônimo depois de sofrer uma grande perda pessoal, ela se entregou à literatura e foi recebida de braços abertos pelos leitores da DarkSide Books. A Caveirinha recebeu inúmeras perguntas de parceiros, livreiros e leitores sedentos por mais informações sobre a autora e ela dedicou algum tempo para responder a todos com muito carinho, agradecendo principalmente a quem mergulhou de cabeça com ela e com a Verônica. Continuar lendo “Saiba mais sobre “Bom dia, Verônica” em uma entrevista com Andrea Killmore”

Resenha: 5 lições que aprendi com #GIRLBOSS

Sophia Amoruso é a CEO da Nasty Gal, um site avaliado em 100 milhões de dólares. Em #GIRLBOSS, a americana usa uma linguagem jovem e atual, para criar um mix entre biografia e empreendedorismo motivacional descolado. No vídeo de hoje, eu contei cinco lições que aprendi com a dona de um dos impérios da moda atual.

Novidade: o primeiro vídeo do canal.

Há algum tempo eu tinha a vontade de fazer vídeos para o youtube, porém, a vergonha sempre me vencia. Porém, o dia de deixá-la de lado chegou! E como primeiro conteúdo dessa nova fase, decidi falar sobre minha grande paixão: LIVROS. Basta dar o play para conferir as 12 leituras que estão na minha meta durante 2016.

Então, já sabe, né? Assista, curta, compartilhe e se inscreva no canal, porque ainda vem muito assunto por aí.

A Culpa é das Estrelas

livrooNa virada do ano, assim como muitas pessoas, fiz aquela listinha de coisas que eu gostaria de fazer durante o ano de 2013. Entre perder um quilo, ir ao cinema e ao teatro pelo menos uma vez por mês, estava ali também ler 12 livros durante o ano. Para a minha alegria, já estou no 10º livro e 8º mês, ou seja, expectativas superadas. Grande parte dessa leitura foi feita entre julho e agosto, que foi quando fiquei sem celular com android, pois fui roubada. Por isso, veja o lado bom em todas as coisas que te acontecem, afinal, se eu não tivesse sido roubada, teria lido mais conversas no whatsapp do que páginas de livros.

Hoje vim falar de um verdadeiro best seller, que está super na moda. A Culpa É das Estrelas (The Fault in Our Stars) é o quarto romance de John Green e foi lançado no comecinho de 2012. Ele faz parte do gênero literário YA (Young Adults) que fica ali entre os 15 até os 29 anos, por isso, sua linguagem é bem coloquial, fácil de entender e dá pra ler rapidinho.

Hazel Grace é uma jovem de apenas 16 anos, mas sofre de um câncer terminal no pulmão. Sem ter muito fôlego para levar uma vida ativa de jovem, ela abandona a escola, estuda em casa com a ajuda da mãe e prefere passar os dias em casa vendo episódios e mais episódios de America’s Next Top Model, um reality show que acompanha o cotidiano de modelos. A garota deve andar para cima e para baixo com um cilindro de oxigênio ao lado, que ela carinhosamente chama de Felipe. A vida da garota começa a mudar quando ela passa a frequentar o Grupo de Apoio para Crianças com Câncer, mesmo que no início resista um pouco e o ache bem deprimente. Patrick, o responsável pelo lugar, já superou um câncer nos testículos e em toda a reunião repete a sua história, como se estivesse em um encontro de Alcoólatras Anônimos.

Após esse primeiro contato com o livro, achei que faria uma leitura deprimente e volta e meia estaria com lágrimas nos olhos. Sou uma pessoa que chora muito, uma verdadeira manteiga derretida, principalmente com livros, filmes e séries. Porém, me enganei totalmente. A forma com que Hazel lida com a doença, mesmo que terminal, é totalmente divertida e real. Ela não fica chorando pelos cantos, mesmo que em alguns momentos tenha suas recaídas. O que mais me chamou atenção na personalidade da menina é que ela tem um humor negro, bem sarcástico.

Mas voltando ao livro, em um dos dias monótonos no Grupo de Apoio, a garota avista Augustus Waters, um rapaz lindo. Ele a encara e ela não desvia o olhar. Logo ao fim dos depoimentos, ela percebe que eles tem um amigo em comum, Isaac um jovem com câncer nos olhos, que irá retirá-lo nas próximas semanas e ficar totalmente cego.

Hazel e Augustus conversam e logo ele a chama para ir até a sua casa, para ver o filme V de Vingança, que a garota nunca havia assistido. Realmente, adoro quando os autores inserem filmes em seus livros e vice e versa. Nisso, ela descobre que o garoto teve uma das pernas amputadas, por conta do câncer, que agora estava controlado. A ligação entre os dois começa a se formar e resulta em um companheirismo intenso.

O interesse deles por livros é grande e já no primeiro encontro, um indica uma obra favorita sua para o outro. A sugestão dela é Uma Aflição Imperial, escrito por Peter Van Houten, que também conta a vida de uma paciente terminal, porém o final da história não é tão satisfatório para Hazel. Isso faz com que ela crie a curiosidade em descobrir o que acontece com Ana – protagonista de UAI – e os personagens à sua volta. Após ler, Augustus fica com a mesma interrogação na cabeça e os dois decidem ir atrás dessa explicação, mesmo que tenham que escrever um e-mail para o autor antissocial ou que tenham que atravessar o país para sabê-la.

Com isso, os dois vivem uma linda história de amor, sem pensar no que poderia acontecer no futuro ou mesmo se ele existiria. Essa não é só mais obra melosa, pois apesar de relacionar o primeiro amor com um estado de saúde não muito favorável, as pitadas de humor também estão presentes. Porém, não dá pra fugir, diversas partes dos diálogos dos dois são pra lá de fofinhas e valem ser ressaltadas:

“[…] Alguns infinitos são maiores que outros… Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.”

“[…] Aparentemente, o mundo não é uma fábrica de realização de desejos.”

“[…] Seria um prazer ter meu coração partido por você.”

Outro ponto proveitoso, é saber como a situação de Hazel impacta a sua família, pois ela depende bastante de seus pais, principalmente a mãe. E apesar de parecer um pouco previsível, o final conseguiu me dar uma leve ponta de surpresa.

Segundo John Green, o título é inspirado em uma famosa cena da peça de Shakespeare: Júlio César (Ato 1, cena 2). O nobre Cassius diz a Brutus: “A culpa, caro Brutus, não é de nossas estrelas, mas de nós mesmos, que somos subordinados”. Só isso já foi o bastante para que eu colocasse os outros títulos do autor na minha wishlist. Outra coisa legal foi que durante a obra ele cita alguns remédios, que não existem, ou seja, ele sabe muito bem o que está fazendo. Além de ter visitado vários hospitais que atendem pessoas com câncer e também os lugares por onde Hazel passa. É ótimo quando um autor faz isso, logo se vê que ele realmente tem compromisso com aquilo que trabalha.

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Para finalizar, A Culpa É das Estrelas ganhará uma adaptação para as telonas. Hazel será interpretada por Shailene Woodley e Augustus será Ansel Elgort. O filme será produzido por Marty Bowen e Wyck Godfrey, mesmos produtores de Crepúsculo, algo que me deu um pouco de medo, admito.

Autor: John Green | Editora: Intrínseca | Ano: 2012 | Compre em um clique.