Cinco filmes com protagonistas femininas fortes neste fim de ano

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“As Panteras”, “Dora” e “Star Wars”: grandes produções que têm mulheres empoderadas em destaque

As mulheres estão ganhando cada vez mais espaço nos cinemas, indo além das protagonistas doces de romances água com açúcar. Várias estreias deste fim de ano nas telonas estão recheadas por protagonistas femininas fortes, inteligentes e corajosas. Confira a lista que a equipe do Peixe Urbano preparou para inspirar as Girls Power de todas as idades:

“As Panteras” (14/11): Baseado na série com o mesmo nome dos anos 70, “As Panteras” fala sobre as espiãs Sabina Wilson (Kristen Stewart), Jane Kano (Ella Balinska) e Elena Houghlin (Naomi Scott) que estão em uma missão para salvar o mundo. Em entrevista, as protagonistas disseram que a franquia de 2019 será menos sexista que o seriado e os filmes dos anos 2000, com Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu. Além disso, o longa conta com roteiro e direção também feitos por uma mulher, Elizabeth Banks, que chegou a afirmar que a produção será “uma inspiração para as mulheres jovens”.

“Dora e a Cidade Perdida” (14/11): Voltado para o público infantil, a versão cinematográfica da animação que é sucesso há mais de 20 anos conta a história de Dora (Isabella Merced) 10 anos depois dos acontecimentos do desenho. A protagonista, que foi criada na floresta com os pais por toda a vida, se vê no desafio de enfrentar a escola e a cidade grande. Porém, junto com o primo Diego e outros dois colegas, Dora é sequestrada e levada para o Peru por um grupo de caçadores que está em busca dos seus pais.

“A Grande Mentira” (21/11): Inspirado no romance “The Good Liar”, de Nicholas Searle, o filme conta com grandes nomes no cinema: a vencedora do Oscar Helen Mirren e o duas vezes indicado ao Oscar Ian McKellen. Na história, o trapaceiro profissional Roy Courtnay tenta aplicar o golpe na recém-viúva Betty McLeish, que conhece online. No entanto, conforme Roy vai se afeiçoando por ela, começa o questionamento sobre quem está enganando quem.

“As Golpistas” (05/12): O longa, que já foi lançado nos Estados Unidos em setembro deste ano, faturando US$ 33,2 milhões, ficou em segundo lugar nas bilheterias do país. Estrelado pela atriz e cantora Jennifer Lopez, Constance Wu, Lili Reinhart e Keke Palmer, o filme fala sobre duas strippers que criam um golpe para aumentar a rentabilidade no meio da crise de Wall Street de 2008. Também é escrito e dirigido por uma mulher, Lorene Scafaria, que fez o trabalho de se colocar no lugar das trabalhadoras sexuais, contando a história do ponto de vista sério e não difamatório.

“Star Wars – A Ascensão Skywalker” (19/12): Uma das produções mais aguardados do ano, que coloca um final para uma das sagas mais rentáveis do cinema, iniciada no final dos anos 70. A última trilogia tem como personagem principal Rey (Daisy Ridley), uma das pessoas mais fortes do universo atual de Star Wars, que lutará contra o vilão Kylo Ren (Adam Driver). O longa também conta com a participação especial e póstuma da Princesa Leia (Carrie Fisher), outro símbolo de força feminina.

Confira os vencedores do 45º Festival Sesc Melhores Filmes

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Filme Roma | Foto: divulgação

Edição 2019 do festival exibe longas brasileiros e estrangeiros escolhidos pela crítica e pelo público como os melhores de 2018

A solenidade de abertura e a premiação da 45ª edição do Festival Sesc Melhores Filmes aconteceram ontem, dia 10, em São Paulo e contou com a presença de Murílo Benício, Camila Márdila, Beatriz Seigner, Gilson Packer, Simone Yunes, Tuna Dwek, João Dumans, Gustavo Pize, Henrique Diaz, Tata Amaral, Cristiano Burlan, Gabriela Amaral de Almeida, Djin Sganzerla, entre outros.

A votação dos vencedores do Festival foi feita via Internet, com milhares de votos do público e consulta direta à crítica especializada de todo o país. Ao longo do 45º Festival Sesc Melhores filmes serão exibidos 48 filmes sendo 19 estrangeiros, 20 nacionais, 06 clássicos e 3 CineClubinhos. Eu vou em algumas sessões e, para ficar por dentro, basta me acompanhar lá no Instagram do Não Me Poupe (@naomepoupeblog).

Confira a lista dos filmes vencedores:

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6 motivos para você assistir Flores Raras

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• Glória Pires está foda, simplesmente foda. E esse é de longe o seu melhor papel. Conseguiu interpretar uma homossexual na medida, sem ser caricata, sem ridicularizar.

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• Se você mora no Rio vai se identificar muito com o cenário, isso porque, como muitos já devem saber, Lota de Macedo Soares foi uma importante arquiteta brasileira. Ela era a grande idealizadora do Parque do Flamengo, que é retratado durante a trama também.

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• A mistura da cultura americana com a brasileira é algo interessante de se enxergar. Por exemplo, enquanto Elizabeth Bishop (Miranda Otto) escreve seus poemas, escuta Tom Jobim, Vinícius de Moraes e outros cantores da época.

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• Bishop é uma poeta maravilhosa e vale a pena ser lida. Até os diálogos da poetista são cheios de dramas. “Eu não estou bêbada, estou chorando em inglês!”, é um dos exemplos.

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• Os filmes brasileiros têm a fama de acabar tudo em putaria, ou seja, sempre tem uma cena de sexo hard. E para dar na cara de todos os críticos, a cena em que as duas transam é bonita e muito sutil. De muito bom gosto, Bruno Barreto (diretor). Perceba o carinho com que Lota trata Elizabeth, Cookie.

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• O longa não resume-se apenas ao romance lésbico entre Lota e Elizabeth, mas faz um passeio pela história e política do Brasil, principalmente do Rio de Janeiro, na década de 50.

Quer mais Flores Raras? O roteiro foi baseado no livro Flores Raras e Banalíssimas da autora Carmen L. Oliveira, lançado pela editora Rocco. Eu ainda não li, mas está no top 5 dos meus desejados. Mas vi um vlog literário da minha querida Juliana Gervason em que ela fala que é tão belo quanto o filme. Aliás, indico super o canal da Jú, porque ela é muito inteligente, dá umas dicas de leitura muito boas, além de ter uma voz calma, limpa, dessas gostosas de ouvir. Recomendo!

Sei que esse post veio atrasado, mas ainda dá tempo de ver o filme de Bruno Barreto nos cinemas! Aqui em São Paulo está em cartaz no Itaú Cinemas, lá no Shopping Frei Caneca. Cenas lindas, diálogos finíssimos e com um romance doce e intenso.

3 filmes novos sobre manifestações

Todas as listinhas que você vê sobre filmes com a temática manifestações baseia-se em V de VingançaMilk e outros clássicos? Está cansado dos mesmos títulos sempre? Não que esses filmes não sejam bons, pelo contrário, são ótimos. Porém, nos últimos meses, não por acaso, alguns longas com essa abordagem, que é uma forma gostosa de aprender um pouco mais sobre a história do nosso país e de outros também. Lista aí!

 

Depois de Maio
ARTS MOVIE

Região de Paris, início da década de 1970. Gilles é um jovem estudante imerso na atmosfera criativa e política da época. Como os seus colegas, ele está dividido entre o investimento radical na luta política e a realização de desejos pessoais. Entre descobertas amorosas e artísticas, sua busca o leva à Itália e ao Reino Unido, onde ele deverá tomar decisões essenciais ao resto de sua vida. Vi esse longa no mês passado em uma sessão gratuita que teve na Matilha Cultural, admito que esperava um pouco, algumas atuações são bem ruins, mas o contexto geral é interessante.

Repare Bem

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Durante a ditadura militar no Brasil, Denise Crispim, filha de pais militantes, envolve-se com o guerrilheiro Eduardo Leite, conhecido como Bacuri. A relação dá origem a uma gravidez, no mesmo período em que o regime começa a perseguir a família de Denise. Em pouco tempo, seu irmão é assassinado e sua mãe é presa. Quando à Bacuri, ele é torturado durante mais de três meses, e depois assassinado. Com o nascimento da pequena Eduarda, Denise consegue asilo político no Chile, embora o golpe de Pinochet force mãe e filha a se mudarem para a Itália. Mais de quarenta anos após os fatos, as duas recebem anistia do governo brasileiro, e decidem contar a sua história.

Esse filme é dirigido pela atriz portuguesa Maria Medeiros, lembra dela no Pulp Fiction?

A Memória Que Me Contam

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A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da morte de Ana e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália. Esse eu também vi na Matilha e além de ser muito poético, achei interessante e inteligente a transição de presente e passado da película.

Estou maluca para ver Repare Bem e vocês? Quais já viram?