Confira os vencedores do 45º Festival Sesc Melhores Filmes

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Filme Roma | Foto: divulgação

Edição 2019 do festival exibe longas brasileiros e estrangeiros escolhidos pela crítica e pelo público como os melhores de 2018

A solenidade de abertura e a premiação da 45ª edição do Festival Sesc Melhores Filmes aconteceram ontem, dia 10, em São Paulo e contou com a presença de Murílo Benício, Camila Márdila, Beatriz Seigner, Gilson Packer, Simone Yunes, Tuna Dwek, João Dumans, Gustavo Pize, Henrique Diaz, Tata Amaral, Cristiano Burlan, Gabriela Amaral de Almeida, Djin Sganzerla, entre outros.

A votação dos vencedores do Festival foi feita via Internet, com milhares de votos do público e consulta direta à crítica especializada de todo o país. Ao longo do 45º Festival Sesc Melhores filmes serão exibidos 48 filmes sendo 19 estrangeiros, 20 nacionais, 06 clássicos e 3 CineClubinhos. Eu vou em algumas sessões e, para ficar por dentro, basta me acompanhar lá no Instagram do Não Me Poupe (@naomepoupeblog).

Confira a lista dos filmes vencedores:

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Começa hoje a Mostra Sesc de Cinema Paulista 2017

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CineSesc recebe etapa estadual da Mostra Sesc de Cinema de 28 de junho a 5 de julho

 Apesar do aumento de espaços de exibição de filmes com a chegada de novos meios de difusão audiovisual, como streaming e video on demand, boa parte da produção cinematográfica brasileira não chega ao público, seja por falta de recursos, seja por falta de espaço. Com o objetivo de promover a difusão do cinema nacional que não encontra lugar no circuito comercial, o Sesc organiza a Mostra Sesc de Cinema, dividida em duas etapas, uma estadual e uma nacional.

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É hora de votar!

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42º Festival Sesc Melhores filmes abre votação e quem faz parte da academia é você!

Que Oscar, que nada! Enquanto a academia mais famosa do mundo sofre diversos protestos por ser racista e machista, justamente por ter uma comissão arcaica e patriarcal – o Brasil é democrático. O assunto aqui é o CineSesc, o cinema de rua a preços populares, que promove anualmente um festival com os melhores filmes do ano anterior.

Pois bem, afinal, quem faz parte do júri aqui é você e a votação já está aberta. Com oito categorias, o evento promete diversidade nos longas apresentados. E para participar, basta entrar no site e escolher suas películas preferidas entre: melhor filme, diretor, ator e atriz nacionais e estrangeiros e melhor roteiro, fotografia e documentário nacionais.

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Clube de Compras Dallas

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Meses antes de ficar pronto, Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club) já era bem comentado entre os mais antenados, isso por conta da mudança repentina que Jared Leto passou para interpretar um travesti no cinema. As fotos pipocaram em diversas redes sociais, afinal,  o vocalista do 30 Seconds To Mars emagreceu cerca de 30 quilos para dar vida a Rayon.  E o fato de grande parte da trama ser real, me chamou ainda mais atenção e me fez colocá-lo em primeiro lugar para a minha corrida em ver todos (ou quantos eu conseguir) filmes que foram indicados ao Oscar, que acontecerá no próximo dia 03. Logo de início, somos apresentados a Ron Woodrof (Matthew McConaughey), um eletricista que tem os rodeios como seu hobby. Heterossexual, ele é um super junkie: adora uma boa farra, bebidas alcoólicas em excesso, cigarros, várias carreiras de cocaína e claro, mulheres e sexo sem proteção. E é no meio desse estilo de vida, que Ron descobre que é soropositivo e para piorar: tem cerca de 30 dias de vida. Primeiro ponto a ser levantado, é que desde o início o personagem se mostra totalmente machista e muitas vezes ignorante. É preciso lembrar que estamos em Dallas (Texas), no ano de 1986, que pode ser considerado um dos piores momentos da AIDS. Isso porque, havia pouca informação, a grande massa ainda acreditava que a transmissão acontecia apenas entre homossexuais e a FDA proibia a entrada de vitaminas e outros tipos de medicamentos que poderiam ajudar os portadores da doença de verdade.

No primeiro momento, o homem não acredita no que os médicos dizem e prefere acreditar que foi apenas um erro do hospital. Isso ocorre, porque Woodrof tem a ideia preconceituosa que nunca se relacionou com homens, por isso, não há chances de ter acontecido tal desgraça justamente com ele. Porém, os sintomas o abatem de tal forma, que é inevitável negar aquilo que está constatado não só nos exames, mas também em sua fragilidade física que são expostas em sua magreza excessiva (o ator também emagreceu cerca de 30 kg para carregar o papel) e uma forte tosse, que não passa nunca. Então, Ron se enfia em uma biblioteca para pesquisar tudo sobre o que era aquele vírus e descobriu que os heterossexuais que transavam sem proteção, também estavam vulneráveis a doença. Ao invés de se entregar ao seu destino, ele decide correr contra o sua sentença. Enquanto isso, o hospital da cidade juntamente com representantes da FDA reúnem um grupo de portadores para testar a funcionalidade do AZT. Porém, depois de uma má experiência com o tal medicamento, Ron percebe que aquela talvez não seja a melhor maneira de se tratar, por isso, sai em viagens atrás daquilo que pode fortalecer o seu sistema imunológico e provar para a medicina que pode sim, viver mais que apenas um mês.

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E é no meio dessa trama toda que ele conhece Rayon, um travesti gentil que tenta ajudá-lo em um momento difícil da trama. Isso faz com que Ron mude bastante o seu pensamento sobre os homossexuais, mesmo que ao poucos e de uma forma um tanto branda. É assim que nasce o Clube de Compras Dallas, quando ele começa a trazer as vitaminas não aprovadas pelo governo, para dentro dos EUA e as vende para o grande número de pessoas que carregam o vírus. A informação se espalha e rapidamente ele ganha diversos de clientes, que também não estão satisfeitos com os efeitos colaterais que o AZT traz junto com os “benefícios” sobre o HIV. Porém, com isso, o hospital percebe a sua queda de pacientes e começa uma grande perseguição pelos negócios do nosso bravo caubói.

Em geral, pode parecer um tanto cedo, mas ouso dizer que esse é o melhor filme de 2014. Primeiramente, pela mudança dos atores perante seus personagens. Outro fato interessante, é analisar como Matthew McConaughey tem evoluído a cada trabalho que faz. Em pensar que ele conquistou a fama por protagonizar filmes clichês de comédia romântica, exemplo de Como Perder Um Homem em 10 Dias,  mas de tempos para cá tem aceito papéis cada vez mais desafiadores e fato que reformulou toda a sua carreira. Acho sim, que ele merece – e com louvor-  o Oscar de Melhor Ator em que foi indicado.

E o que falar de Jared Leto? O ator ganhou toda a minha admiração com o papel de Réquiem Para Um Sonho, um dos filmes mais polêmicos e arrebatadores que já vi na vida. A produção que é de 2000, já conseguiu explorar o que o rapaz tinha de melhor ao interpretar um viciado em heroína. 14 anos depois, Leto parece ter aprimorado ainda mais seu talento, não só por ter emagrecido e raspado as sobrancelhas, mas a voz era mais fina e até os trejeitos eram bem femininos. Um verdadeiro travesti com diversos problemas com a família, drogas e principalmente, o vírus da AIDS.

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Por fim, outra atuação que vale a pena ser lembrada é de Jennifer Garner, também muito conhecida por filmes fofinhos e que envolvam comédia(lembram de De Repente 30?). Ela dá vida a séria dr. Eve Saks, que dá grande apoio para seus pacientes na luta contra a FDA, arriscando seu próprio diploma e licença médica. Uma das cenas mais bonitas do filme, com certeza, é a metáfora do quadro que ela ganha de Ron. Ao tentar pendurá-lo na parede, a doutora acaba martelando a superfície que fica com alguns buracos, porém, ao colocar o quadro de uma flor bonita por cima, é como se fosse um disfarce. Algo bem ligado aos efeitos que o AZT proporciona para aqueles que o ingerem, afinal, a droga faz grandes estragos no organismo, mas tem a ilusão de tratamento legal pelo governo. Aliás, Jean-Marc Vallée trabalha bastante com representações simbológicas, algo bonito de se admirar. Terminei o filme e fico na dúvida se vou ter o mesmo sentimento por algum outro roteiro depois desse.

No blog, maravilhoso diga-se de passagem, Outra Página, eles fizeram um post com 10 curiosidades sobre o longa e a história real de Ron Woodrof muito interessante, vale o clique.

O filme estreia por aqui no dia 21 de fevereiro, fique ligado.

Azul É A Cor Mais Quente, sim!

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A história de amor de Kechiche chama atenção da crítica e coleciona más e boas opiniões

Qual foi o grande problema de Azul É A Cor Mais Quente (La Vie  D’Adéle)? A expectativa! Aliás, esse é o que atrapalha muitas produções, não só no mundo cinematográfico. As pessoas depositam tanta confiança em algo, que quando chega o grande momento de conferir, julgam aquilo como ruim. Dezembro foi um mês conturbado, por isso, quando soube da estreia aqui no Brasil, tentei me abster de qualquer tipo de informação mais aprofundada sobre o longa, porque sabia que não conseguiria ver por aqueles dias. Ou seja, não li nenhuma resenha, nem comentários e não discuti com muitas pessoas sobre o assunto. Porque eu gosto de me guardar e ser surpreendida por aquilo que eu não sei, não conheço. Mas claro, foi impossível me livrar de comentários infames do tipo “é uma droga, três horas e só putaria”, “gastei meu dinheiro para ver duas sapas adolescentes transando”. Porém, consigo descartar totalmente esse tipo de comentário chulo e sem nenhum embasamento. Vejam bem, as pessoas tem total liberdade para odiar ou amar determinadas coisas, mas antes de falar que é “apenas sexo”, por exemplo, é importante ter argumentos para validar o que aquilo despertou em você.

Sem delongas, só tenho a agradecer as pessoas que me desmotivaram a ver esse filme no começo. Sou do tipo que, muitas vezes, nem lê a sinopse do filme, para não criar esperanças e se surpreender, para o mal o para o bem, como já comentei no começo. E isso foi o que tornou a história ainda mais especial, porque fui ao cinema sem esperar nada, apenas pelo prazer cinéfilo. Afinal, uma película tão comentada, deveria ter algo de bom para me mostrar. E então, me deparo com um roteiro lindo, com interpretações ótimas e muito reais, uma sensibilidade sem igual.

Não é atoa que Azul levou a Palma de Ouro em Cannes e quatro prêmios no Lumière Prix 2013 nas categorias: melhor filme, melhor realizador (Abdellatif Kechiche), melhor atriz (Léa Seydoux) e revelação feminina do ano (Adèle Exarchopoulos). É visível que cada detalhe fez muita diferença para que o enredo pudesse ser amarrado, como por exemplo, a Adèle comer com a boca aberta no começo do filme, demonstrando o quanto ela ainda era adolescente.

O início é muito sensível, quando ela começa a se descobrir. Mostra a real confusão de uma jovem que não entende bem os seus sentimentos. É importante ressaltar que Kechiche não traz apenas a questão da sexualidade, mas também as dúvidas sobre o que ela irá fazer depois que acabar a escola e como sua vida pode ser limitada. Adèle sai com alguns garotos, apesar de parecer não dar muita atenção para o lado sentimental ainda, mas quando cruza com Emma ao atravessar a rua, as certezas da garota de apenas 15 anos passam a se bagunçar. Os pequenos detalhes, fazem com que a história fique cada vez mais real, pois o diretor faz questão de retratar como é a primeira vez em um bar gay e também como os amigos do colégio podem se voltar contra os gays. Foi bárbaro como ele não se aprofundou nessa quesito de aceitação dos outros e sim, da própria personagem. Uma das minhas cenas favoritas, é quando Adèle volta da casa de Emma e a sua família prepara uma festa de aniversário surpresa para ela. Sim, é quando ela dança livremente I Follow Rivers, da cantora sueca Lykke Li, porque sabe, dentro dela, que se encontrou.

Diferente de muitas pessoas com quem conversei e até mesmo o que pipocou na internet, as cenas de sexo foram muito delicadas. O que causou adversidade ao público foi a falta de hábito em ver algo mais real, principalmente, entre mulheres. Sem contar que, a cena é longa, cerca de 7 minutos, com closes e tudo mais. É algo que não estamos acostumados a ver no cinema? Sim, é! Mas não deixa de ser realista, sem dizer que apesar de ser um ato mais hard, foram cenas muito bonitas, delicadas e bem feitas. E é por isso mesmo que deve aplaudi-las de pé, porque gravar cenas assim e tão reais, deve ter sido bem difícil. Quando veio ao Brasil para promover o filme, Adéle Exarchopoulos disse em entrevista ao Adoro Cinema que se divertiu muito durante essas cenas, em especial. (Você pode ver a entrevista inteira aqui).

É interessante ver como em diversas fases da história, o azul é evidenciado na película. Não tanto quanto na HQ que deu a origem ao filme e leva o mesmo nome (você pode comprá-la na Saraiva).

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As três horas da trama foram, sim, necessárias. E essa é uma das características do cinema francês, pois eles gostam de mostrar como verdadeiramente as atividades cotidianas acontecem. Um bom exemplo disso, é o filme Amour (2012), que conta sobre como um casal de idosos tem de lidar com a proximidade da morte. Uma ótima indicação para quem ainda não está habituado a esse estilo de narrativa mais lenta. Portanto, esses foram os 179 minutos menos cansativos, que dediquei ao cinema, da minha vida. E o final, não poderia me decepcionar. Isso é cinema europeu, minha gente. Nunca poderia acabar como um filme comercial/americano. Um aviso: você não está diante de Imagine Eu & Você, é uma história de amor real, linda e verdadeira.

Queria apenas abrir um parenteses:  estou tão apaixonada, que amo até os seus catarros, Adèle! ♥

3X3D – Greenaway, Pêra e Godard como você nunca viu!

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Os 3 grandes diretores se juntam para explorar todas as faces da terceira dimensão

Se você é leitor do NMP há um tempo, já deve ter lido em algum lugar dessa web quando eu digo que não gosto de falar sobre filmes. Isso porque, acho que eu não tenho ‘cunhão’ para falar sobre eles, principalmente os filmes mais famosos. Acredito que existem diversas pessoas e blogs que entendem mais de técnica para falar sobre a sétima arte com perfeição. Mas como essa foi uma experiência diferente, decidi compartilhar com vocês.

Sou frequentadora do Cine Sesc, por diversos motivos: o preço é bem acessível, quando não grátis; alguns filmes que você verá lá, dificilmente você conseguirá ver em outro lugar; sem falar do charme que só os cinemas de rua trazem. E foi nessa que na segunda-feira decidi ir até lá ver 3X3D, uma nova produção de Edgar Pêra, Jean-Luc Godard e Peter Greenaway. A primícia trazia a ideia de exploração da técnica e a evolução dela dentro do cinema, em uma película de apenas 62 minutos.

Just In Time, que é o primeiro trabalho, fica por conta de Greenaway, que foi de longe o que mais soube aproveitar essa estratégia. A direção pode até ser comparado com uma criança, que descobre uma nova forma de brincar, pois os olhos são invadidos com diversas imagens de vários tipos e até mesmo pedaços de textos, muitas vezes religiosos, como “Pai nosso que estás no céu”, por exemplo. A impressão que dá é que você é o cinegrafista, e passa por dentro de uma “Arca Portuguesa”, na cidade de Guimarães e assim contando a história do lugar. Ao passar por ambientes diferentes, é possível perceber – e muito – itens como profundidade e a fantasia que a técnica proporciona ao telespectador.

Em seguida, é a vez de Edgar Pêra e seu fabuloso Cinesapiens. Ele usa o 3D como metalinguística e forma uma relação do que é real ou não para o telespectador. Com certeza, foi o diretor mais feliz com a proposta, pois apesar de na maior parte do tempo o roteiro ser um tanto confuso e se perder, os efeitos de psicodelia são jogados aos montes na tela do cinema, o que cria a nós uma sensação de perturbação um tanto quanto viciante. Isso porque, por mais que em determinado momento você já tenha se perdido, é impossível não ficar abismado com o caos e barulho que acontece na tela. No meio disso tudo, algumas questões são levantadas, como por exemplo, o cinema ainda espanta?

Para fechar, Jean-Luc Godard nos invade com The Three Disasters, que nada mais é do que uma jornada pela história do cinema que questiona o que nos aguarda daqui uns anos, caso o 2D se torne obsoleto. O vídeo parece um ensaio, onde uma conversa entre um homem e uma mulher torna-se o cenário principal. E como muitas pessoas puderam perceber, ele vai contra a ideia do 3D, portanto, não espere grandes aproveitamentos dessa técnica. Pelo contrário, enquanto o homem conversa, diversos recortes de filmes já existentes jorram na tela, revezando cenas da mesa em que o papo acontece. Um tanto decepcionante, porém é importante para pensar. Você está mesmo preparado para ver filmes só em 3D?

Isso me fez pensar em um vídeo da Lully, do canal do Youtube Lully De Verdade, onde a vlogueira fala sobre esse tipo de cinema. Além de outras discussões, ela fala sobre como alguns filmes que não foram feitos com essa tecnologia, mas que por uma questão comercial são distribuídos dessa maneira.

Essa película foi exibida pela primeira vez na Mostra de Filmes de São Paulo e agora está em cartaz no Cine Sesc. Vale a pena ser visto pelas formas que foram aplicadas, pela beleza na fotografia e pelo prazer cinéfilo, claro. Porque acho que o roteiro foi um tanto quanto perdido. Se você ficou curioso pra ver, sugiro que corra, pois esse não é o tipo de produção que é encontrado facilmente na internet depois, até porque perderia um pouco de sentido vê-lo no computador, por exemplo.

Até quando? 23 de janeiro de 2014.

Onde? Cine Sesc – Rua Augusta, 2075, São Paulo.

Preço: R$15 (inteira)/ R$7,50 (meia)/R$3 (comerciário.  Mais informações: http://tinyurl.com/mxc8bcb

E quando a gente esquece que é feriado?

large (1)É normal que as pessoas aproveitem mais os feriados, mas quando esses dias caem durante um sábado, é fácil passar batido. Tinha me programado para fazer diversas atividades nesse último fim de semana (2), até perceber, com a demora do ônibus que era dia de finados. Primeiro, ao passar pelo centro de São Paulo para resolver algumas pendências pessoais, me deparei com a Zombie Walk, uma marcha pública de pessoas vestidas de zumbis. Aqui na cidade isso acontece todos os anos, desde 2006. Vi muitas fantasias legais, já outras…. Haha.

Fui correndo para o Museu da Imagem e do Som (MIS) ansiosa para ver a exposição mais que comentada do Stanley Kubrick. Eu só não esperava dar de cara com uma fila gigantesca na porta do lugar e aí pensei: “Ah, o feriado!”. O pessoal comentou que demorava em torno de 1h30m para entrar no local, fato que me fez desistir da visita e adiá-la. A mostra vai até o dia 12 de janeiro, custa R$10 (inteira), porém todas as terças a entrada é gratuita. Depois, acompanhei uma amiga de longa data até o Centro Cultural São Paulo, pois ela veria uma peça e adivinhem? Lotado, cheio, abarrotado. Muito bonito ver o paulistano visitar e dar valor para o meio cultural da cidade que cresce cada dia mais.

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Por fim, fui novamente até a Matilha Cultural (falei mais sobre o espaço aqui) ver o filme Acossado do diretor francês Jean-Luc Godard. A película de 1960 é em preto e branco e conta a história do romance clandestino Michel (Jean-Paul Belmondo) e Patricia (Jean Seberg). O vigarista se envolve em diversos crimes, como assaltos de carros e o assassinato de um policial, por exemplo, mas tem seu coração roubado pela jovem jornalista. Não é nada impecável, mas é importante ressaltar como é diferente e moderno para a sua época. Alô, feministas! Patrícia é um ícone da independência: cabelos curtos, calças, mora sozinha, faz sexo casual, engravida, mas não quer se casar, além de atuar como jornalista. Para década de 60 essas eram características muito modernas e a postura que ela tem a frente de tudo, rouba a cena. Ah, esse é o primeiro filme de Godard! O Cine Matilha ainda oferece mais uma sessão gratuita da película: na quarta-feira (6), às 21h. Corre lá?