Liniker e os Caramelows fazem mergulho íntimo em Goela Abaixo, segundo disco da carreira

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Após Remonta (2016), disco que traz encomendas feitas pelo tempo, destinadas a corações e lágrimas perdidas, a banda Liniker e os Caramelowslança o segundo álbum da carreira. Intitulado Goela Abaixo (Natura Musical), o trabalho foi concebido na estrada – entre 2016 e 2018, o grupo passou por mais de 20 países. Ainda assim, o olhar está voltado para o íntimo em um momento de amadurecimento. “É um som para respirar, para dançar espaçado e sentir para onde cada faixa leva”, diz a cantora e compositora Liniker Barros. Goela Abaixo chega hoje aos aplicativos de música (ouça aqui).

Produzido pelo baixista Rafael Barone, o novo disco teve os seus primeiros singles revelados em 2018. “Lava” (coprodução de Barone e Mauricio Fleury) foi gravado no Estúdio Canoa, em São Paulo, e trouxe uma organicidade que contrapõe o trabalho anterior, com forte influência da música do nordeste da África e também da América Central, mas sem tirar um dos pés do Brasil. Registrada no Estúdio Philophon, em  Berlim, “Calmô” chegou com um videoclipe (assista aqui) sobre o amor de duas mulheres que viveram a delícia da entrega e caminharam juntas por muitos lugares.

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Vem ouvir! Banda Eddie apresenta “Mundo Engano” e tá uma belezinha!

Sétimo álbum do grupo, composto por 10 faixas autorais, tem produção de Pupillo, do Nação Zumbi 
IMG_6124.jpg(Foto: Beto Figueiroa)
Como em uma edição cinematográfica dos momentos queridos, a Banda Eddie lança “Mundo Engano” e se eu fosse você, já dava o play no material para usá-lo como trilha sonora para o texto. Produzido por Pupillo Menezes, do Nação Zumbi, sétimo álbum do grupo recorda, em 10 faixas, época em que os integrantes olhavam para as festas com o sotaque cosmopolita dos anos 2000, característico da cultura urbana popular olindense. Nesse clima, de sonhar o passado para alcançar o futuro, encontram outros sons e possibilidades. “Esse trabalho está muito próximo da nossa identidade, mas, de alguma maneira, tentamos não repetir nossos êxitos anteriores. A gente quer sempre evoluir e renovar a nossa própria música”, ressalta o vocalista Fábio Trummer.
 
Entre as participações especiais, nomes que acrescentaram novas técnicas ao projeto. Entre eles, Orquestra de Frevo Henrique Dias, o Jorge Du Peixe, Tiné (backing vocal), Ganga Barreto (backing vocal), Martin Mendonça (violões de aço), Guri Assis Brasil (violão de 12 cordas), 
Everson Pessoa (violão de 7 cordas), Frederica Bourgeois (flauta), Nilson Amarante (trombone), Maurício Fleury (teclados) e próprio produtor, Pupillo, na bateria. 
 
A Correnteza”, faixa que inicia o disco, inspira-se na obra de Cartola e, também, em “Trabalhadores do Mar”, de Victor Hugo. Na sequência, “O Mar Apaga” abre roda para um samba surf, beira de praia.  Partindo para uma canção popular e de groove sofisticado, “Dobra Esquina” é um pouco do Caribe, Nordeste e rock and roll. “Essa letra fala sobre a vontade de encontrar um grande amor e dividir tudo que acontece em nossas vidas com a pessoa desejada”. 
 
Girando o Mundo” homenageia o carnaval de rua e faz um retrato de tudo aquilo que move a festa. Traz o retrato de um casal vivendo a diversidade da folia e, principalmente, a embriaguez da felicidade que ela proporciona. O Mar Lá Fora” tem lembranças dos veraneios e pequenos momentos que duram para sempre. É um mergulho, de mãos dadas, na água transparente, nos amores amadurecidos ao sol, nas férias, frente ao mar, que aquecem o coração por toda a vida. 
 
Inspirada no livro “Encostado em Meu Rancor”, do João Antônio, “Brooklin” tem um beat mais marcado, quase Hip Hop, que é uma forte inspiração para a track.  A narrativa é de uma cidade dos imigrantes e populares durante suas jornadas individuais por trabalho, moradia, oportunidades e, principalmente, igualdade. Tudo isso, em São Paulo.
 
Medo da Rua”, uma regravação do Trummer Super Sub América, evidencia o terror da violência, a aversão de classes e a política do medo exibida, em rede nacional, todas as tardes nas emissoras de TV e Rádio.
 
A próxima composição, “Vivo Tendo Fogo”, é estimulada no forró nordestino e nas letras de raggamufin. Não há intenção de formar opiniões ou passar alguma mensagem. Single é uma espécie de trava-línguas, onde as palavras repetidas transformam o sentido em melodia, melodia em interpretação de sentido. Uma homenagem que vai de Pato Banton ao Genival Lacerda.
 
O poema “Para Iemanjá”, de Marcelino Freire, foi convertido em música para denunciar os maus tratos que os oceanos sofrem pela ação, desequilibrada e inconsciente, dos seres humanos. O resultado é um samba torto à la Eddie, com violão de 7 cordas, transformando o trabalho em um manifesto das lutas que travamos por um meio ambiente mais saudável para nosso futuro. 
 
Fechando, “De Pouco em Pouco” expressa, em poesia, o sentimento de perder uma pessoa importante. Aquela que, jamais, poderá ser substituída. 
 
Com quase 30 anos de estrada, a Banda Eddie, formada por Fábio Trummer (Guitarras & Voz), Alexandre Urêa (Percussão & Voz), Andret Oliveira (Trompetes, Teclados & Samplers), Rob Meira (Baixo) e Kiko Meira ( Bateria), segue costurando velhos e novos acordes, “passos combatentes vencendo as escadarias”. Em “Mundo Engano”, “os pés derivam em novos rumos”.
Agradecimentos: Assessoria Bianco

Natura apresenta “Pra Que Me Chamas?”, single do novo álbum de Xenia França

Xenia França ©TomasArthuzzi
Foto: Tomas Arthuzzi

 Single inédito antecede o lançamento do primeiro álbum solo da artista

Com produção de Pipo Pigoraro, Lourenço Rebetez e co-produção da própria cantora, a faixa “Pra Que Me Chamas?”, composta por Xenia França e Lucas Cirillo, integra o primeiro álbum da carreira solo da artista, previsto para ser lançado em todas as plataformas digitais no dia 29 de setembro.

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10 álbuns nacionais para dar um quentinho no coração

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Foto: Divulgação

Amor, sexo, quebra de tabus, libertação, dedicação, entrega… Esses são os temas que regem “Lupercália”, o disco de estreia da banda brasiliense Lupa. São 12 faixas autorais embaladas por um rock alternativo envolvente. O título do trabalho veio do nome dado ao festival pagão relacionado à fertilidade. Nas músicas, a banda encara a relação com o sexo, seja sozinho ou em um relacionamento, além de confrontar os tabus, incitando libertação sobre proibições relacionadas ao tema. Inteiramente financiado por fãs através de uma campanha online, o álbum é uma materialização da conexão entre o  Lupa e seu público.

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Academia da Berlinda comemora 13 anos e embala a festa com “Nada Sem Ela”

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Da fusão de gêneros latinos e brasileiros, o grupo aprofunda sua verve autoral no 3º álbum

Há 13 anos o grupo nascia com uma sonoridade original e que por si só já é uma festa. A folia pernambucana se espalha pelo ambiente no qual se dá o play em qualquer um dos três discos da Academia da Berlinda, que é formada por Alexandre Urêa (voz e timbales), Tiné (voz e maracas), Tom Rocha (bateria e percussão), Yuri Rabid (baixo e voz), Gabriel Melo (guitarra), Hugo Gila (teclados e synth) e Irandê Naguê (percussão e bateria). Continuar lendo “Academia da Berlinda comemora 13 anos e embala a festa com “Nada Sem Ela””

O swing da multi-instrumentista Anna Tréa

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A multi-instrumentista paulista, Anna Tréa é um dos destaques da nova geração de mulheres cantoras no cenário brasileiro. Recém-lançado, o disco “Clareia” foi realizado pela própria artista, que compôs todas as faixas e tocou todos os instrumentos, dentre eles guitarra, percussão, percussão corporal além de efeitos de voz e declamações. Produzido por Swami Jr, o CD é fruto do edital “Somo Nozes” da Gargolândia, fazenda que hospeda o estúdio “Sol e lua”, gerenciado pelos incentivadores de novos artistas, Rafael Altério e Rita Altério.

As músicas da cantora têm fortes influências de ritmos brasileiros e entre outros pelo mundo, como o baião, samba, maracatu, blues, folk e groove americano. É esta mistura de ritmos que a cantora arrisca em chamar de Música Experimental Pop Brasileira, fortemente presente em suas canções e nos seus shows, que terão o acompanhamento do baterista e percussionista Kabé Pinheiro. Continuar lendo “O swing da multi-instrumentista Anna Tréa”

A trajetória de Tassia Holsbach

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Cantora vence obstáculos e lança o “Cara Lavada”

Por muito pouco este EP de estreia de Tassia Holsbach, “Cara Lavada”, não sai. Mas por muito pouco mesmo. Se dependesse do ritmo normal do destino, fazia dois dias que ela, em 2015, havia decidido abandonar a carreira de cantora e compositora. Até que a história faz uma curva e a trajetória entra em um cenário que nos brinda com essa pepita de um gênero que pode inclusive estar nascendo, o B-Pop (corruptela de Brazilian ou Brasil Pop, nos moldes do K-Pop).

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