Brega-funk cresce 145% em 2019 no Brasil

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MC Loma e as Gêmeas Lacração

Mais uma vez uma mistura de ritmos – que nós brasileiros fazemos muito bem – está ganhando o Brasil. Não é à toa que o hit Surtada , de Dadá Boladão, Tati Zaqui e OIK, chegou ao topo da parada de mais tocadas do Spotify no país no mês passado, assim como aconteceu com Envolvimento , de MC Loma e As Gêmeas da Lacração, em 2018, e Hit Contagiante , de Felipe Original, ainda neste ano. Então, pra você não se lascar, o Spotify preparou o documentário MPB Brega-Funk , o segundo do projeto Música Pelo Brasil (MPB), desta vez contando a história do brega-funk e suas origens recifenses.

O documentário, com direção de Felipe Larozza e apresentação do jornalista GG Albuquerque, explora a evolução desse verdadeiro ritmo contagiante e da cena no Brasil. As gravações aconteceram em Recife, onde o brega-funk nasceu, e passa também por São Paulo, com entrevistas exclusivas com alguns dos maiores nomes dessa cena, como o próprio Dadá Boladão, com 3 milhões de ouvintes mensais no Spotify e dono de um dos maiores hits no Spotify, Shevchenko & Elloco, MC Loma e as Gêmeas Lacração, MC Troia, A Tropa, MC Lia e Magnatas do Passinho SA, entre outros.

“A história do brega-funk é a história da cultura de sobrevivência dos Mcs do Recife. O movimento reuniu elementos de diferentes cenas musicais da periferia do Brasil em uma batida eletrônica original e inovadora. Um som que mudou a identidade e o imaginário cultural de Pernambuco e Nordeste”, diz GG Albuquerque, pesquisador de músicas periféricas e curador do documentário produzido pelo Spotify.

O material aborda o brega-funk num contexto geográfico, musical e social, mostrando como o gênero ajudou a moldar o cenário cultural de Recife. “Brega-funk é um lifestyle, tem tirado muita gente da criminalidade, principalmente a galera que dança passinho. Quando surgiu o passinho Shevchenko tudo mudou. A galera que dança passinho saiu do tráfico, da bandidagem, saiu do vácuo mesmo”, destaca MC Draak, da galera do É A TROPA.

Neste contexto, o documentário traz também dados de consumo proprietários do estilo no Spotify, que ajudam a entender sua popularização com base em números reais de streams. “Eu to achando muito massa e agradecendo muito a Deus por estarmos chegando em locais que diziam que a gente não ia chegar e a gente vem hoje rompendo as barreiras”, completa MC Troia, que tem total apoio de outra entrevistada do documentário, a MC Lia. “A válvula de escape das comunidades do Recife hoje em dia é o brega-funk. O brega-funk vai dominar o mundo. Se o mundo não terminar em guerra ele termina em brega-funk, disso eu sei.”, conclui a cantora.

“A cultura acontece no Spotify. Esse ano, o brega-funk chegou ao topo do charts Brasil na plataforma, assim como tem acontecido com o sertanejo e o funk em geral desde que o Spotify chegou ao país, em 2014. Quando esse tipo de fenômeno cultural, essa junção de ritmos acontece localmente – neste caso o brega-funk – ele se reflete na música que ouvimos no Spotify. Por isso, por meio da cultura local e musical, o Spotify consegue conectar artistas e fãs de uma maneira que antes não era possível, construindo uma comunidade de descoberta e inspiração mútuas, expandindo esse fenômeno para todo país”, diz Roberta Pate, diretora de relacionamento com artistas e gravadoras do Spotify na América Latina.

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