Nem tudo o que acaba tem final: Último show do NX Zero

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Surpresas e setlist nostálgico marcaram o show da #SaideraTour do NX Zero em São Paulo

Antes mesmo do espetáculo começar,  “nunca mais me deixe, pois essa dor é tão forte”, foi um dos versos entoados pelos aproximados 3 mil fãs que lotaram a Audio nesse domingo (10) para participar do show de despedida do Nx Zero, que teve os ingressos esgotados.  Mal sabiam os fãs, que o coro de “Incompleta”, música antiga e rara nos setlists ao vivo da banda, era um spoiler do que viria.

O clima era de despedida. Após anunciarem recentemente uma pausa indeterminada, Di, Gee, Fi, Caco e Dani – acompanhados de Rafel Mimi, músico que está tocando com a banda nessa última turnê – divulgaram esse show como o último. Porém, os fãs foram surpreendidos, literalmente, ao vivo. Durante o show, Di Ferrero contou que a banda realizará uma última apresentação em São Paulo no Hangar 110 (os ingressos já estão esgotados), espaço que os revelou, no dia 20 de dezembro. Os fãs foram à loucura – mas as surpresas não pararam por aí.

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Foto: Luan Kalil

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Um novo ciclo que se inicia

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Foto: Larissa Alves

Após anunciar pausa, Nx Zero grava DVD em São Paulo comemorando 16 anos de banda

Fãs ansiosos, Audio SP lotada, relógio marcando 00:05, e energia de sobra: esse foi o cenário para a entrada de Di, Gee, Fi, Caco e Dani no palco da casa para a gravação do DVD “Norte”,  registro ao vivo para comemorar os 16 anos de Nx Zero e o encerramento da turnê que passou por diversas cidades brasileiras.

Modo avião” foi a escolhida para iniciar, seguida de “Não é normal”, já demonstrando a essência do que viria pela frente: a mistura entre músicas do álbum “Norte” (2015) com sucessos mais antigos, que foram cantados com muita emoção e sinergia entre a banda e fãs.

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Foto: Larissa Alves

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Laboratório Fantasma comemora 7º aniversário na Audio

IMG_20160604_014129285.jpgHá 7 anos atrás, um grupo de amigos se juntou tornar um sonho em realidade: fazer rap e viver de música. Assim, nasceu o Laboratório Fantasma e o Não Me Poupe foi conferir essa festa e conta tudo pra você.

Em 2009, ainda com o nome de Na Humilde Crew, formou-se um coletivo para espalhar o rap independente. Ou seja, um grupo de amigos se juntou para gravar suas músicas e fazer o trabalho braçal mesmo: vender camisetas artesanais pro pessoal no boca a boca (naquela época a internet não era tão funcional como é hoje). Hoje em dia é uma grande empresa, responsável por gravar e produzir o som de grandes nomes do rap nacional. Tudo começou com a mixtape de Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe, do seu idealizador Emicida, e hoje coleciona diversos títulos.

A festa aconteceu em uma das casas de show que eu mais gosto atualmente, que é a Audio Club, que fica ali na Francisco Matarazzo na Barra Funda. Um lugar maravilhoso, onde é possível enxergar a apresentação de qualquer lugar, bem arejado, extremamente grande, tem diversos ambientes, enfim, só pontos positivos.

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Da lama ao caos

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Nação Zumbi tem público emocionado no lançamento do seu novo disco

Foi durante o pré-feriado de São Paulo (11 de junho), quarta-feira que antecedia a abertura dos jogos da Copa Mundo no Brasil. Enquanto grande parte da população se preocupava em como iria curtir a partida, fãs enfervecidos se aglomeravam a frente da Audio Club, nova casa de shows da cidade e que já promete uma agenda cheia de atrações interessantes.

Há 20 anos atrás era lançado um dos discos que entraram para a história da música brasileira: Da Lama Ao Caos da banda de manguebeat até então conhecida como Chico Science & Nação Zumbi. Trabalho esse que na lista de 100 maiores discos da cena nacional elaborada pela revista Rolling Stone em 2007, ficou em 13ª posição. E foi a partir daí que nasceu a lendária Nação Zumbi, que escancarou as portas para o rock nacional dos anos 90 e abriu espaço para bandas como Raimundos e Planet Hemp.

A morte do pernambucano Chico Science em 1997, envolvido em um acidente de carro em Olinda, foi uma grande perda tanto para o cenário musical, como para seus amigos e companheiros da banda. Porém, depois de tudo o que foi conquistado o NZ não poderia apenas desistir no meio da caminhada, foi então que Jorge dü Peixe – que já tocava alfaia no grupo – assumiu os vocais, lançando o disco CNSZ (1998) repleto de homenagens ao antecessor.

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Após 7 anos sem novas criações e shows frequentes, o grupo lança Nação Zumbisomando então o oitavo trabalho da carreira. O álbum homônimo foi patrocinado por um edital da Natura Musical em 2013, empresa que tem dado grande apoio a música de raiz. Apesar de demonstrar independência e busca de novas sonoridades, o trabalho parte da mesma primícia de duas décadas atrás: letras fortes, muitas vezes relacionadas a causas sociais, não só do Recife e Pernambuco, mas de todo o território nacional, e claro, o manguebeat ingrediente substancial da banda.

A Nação subiu ao palco 00h30, abrindo o show com Cicatriz o primeiro single do novo trabalho. Seguido de Foi de Amor, Defeito Perfeito, Bossa Nostra Fome de Tudo. A apresentação se manteve intensa do início ao fim, tanto pelos integrantes que se entregaram de alma e carne àquele momento, como pelo público que a todo instante fazia referências à Chico e cantou em coro todas as letras. Os destaques ficaram por conta de A Praieira, Blunt Of Judah e Da Lama Ao Caos. 

É importante ressaltar que a Audio conta com uma estrutura ótima, ou seja, independente do local que você escolher, é possível ver o palco sem dificuldades. Desde que compareci à apresentação do Marcelo D2 em fevereiro, esse é um dos grandes motivos que me faz ficar muito animada quando uma banda que eu admiro anuncia seu show por lá. Vale a pena.

A única falha durante a exibição foi a falta da música Maracatu Atômico no repertório. A canção é um clássico da banda e da história cultural do nosso país, e não por acaso, foi o último clipe exibido na transmissão da Mtv Brasileira. Porém, nada que anule a beleza que foi a noite vivenciada por todos naquele espaço, com certeza, uma das mais memoráveis da vida.

Se você está por fora desse disco novo, está mais que na hora de ouvir. Dou ênfase para as músicas Um SonhoA Melhor Hora da Praia (que na versão de estúdio conta com a participação de Marisa Monte), Bala Perdida Cicatriz.

Fotos: Vitor Salerno | Agradecimentos: Audio Club e Agência Cartaz