Noite de Reencontro com Ellen Oléria

Nos dias 28 e 29 de Julho, Ellen Oléria se apresentou no Itaú Cultural para o lançamento do seu novo disco: Afrofuturista.

Toda de preto. Uma blusa brilhante e uma saia de tule. Ellen subiu no palco do Itaú Cultural de forma arrebatadora. Com uma presença incrível, ela soltou a sua voz com “A Nave” primeira música que ecoou em nossos ouvidos, seguindo pelos seus outros sucessos como “Mandala” e “Santana”. Dona de um sorriso deslumbrante, Ellen conquistou todos que ali estavam, principalmente à mim, que já acompanhava a carreira musical, mas que nunca tinha tido a oportunidade de comparecer aos shows.

Ellen Oléria_ItaúCultural_foto1 Ivson MirandaA noite rendeu. Tivemos a presença da ilustre da Roberta Estrela D’alva, que dividiu o palco com Ellen no cover “Miss Celies Blues” e com a sua música de trabalho “Rap Contra a Maioridade Penal”. Além disso, ainda fomos contemplados com um outro cover magnífico da musica “Feeling Good”, da Nina Simone. Terminamos com grandes sucessos da cantora, inclusive a música “Testando”. Mas para a Equipe do Não Me Poupe, só o show não foi o suficiente. Entramos em contato com a queridíssima Ellen e ela topou uma entrevista com a gente. Bora conferir?

Não Me Poupe: O que você pode nos contar sobre o seu novo disco?

Ellen Oléria: Em “Afrofuturista” estou imersa em dois vetores: rotas e raízes. Ser afrofuturista é uma maneira de construir e remontar identidades de maneira ficcional ou poética, potencializando reais. O afrofuturismo é um discurso, uma linguagem, uma estética, um lugar ou um devir que atualiza as heranças afrodiaspóricas num encontro com as tecnologias de produção e reprodutibilidade do saber no mundo contemporâneo. Eu, me identificando com essa corrente de pensamento, me percebo como uma afrofuturista, ou seja, visito minhas ancestralidades e as atualizo em meu tempo e espaço utilizando as tecnologias que tenho acesso. Fundamentalmente falando do conceito mais revolucionário que conheci: o amor.
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Com um vocal impecável, Sky Ferreira se apresenta no Cine Joia!

Sky Tonia Ferreira é descendente de portugueses e brasileiros, capa da Teen Vogue e já trabalhou com diversos nomes, como The Virgins, The Shoes e Steve Aoki, além de abrir os shows de Miley Cyrus. Oscila entre o lado folk e o pop, mas destaca-se mesmo é com as letras pesadas de um passado que, querendo ou não, ainda faz parte do seu presente.

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 Enquanto muitos esperavam ansiosamente o dia que seria a abertura da Copa do Mundo, a minha quarta-feira – e a de muitos outros –  foi unicamente para conferir de perto o show da lindíssima Sky Ferreira. Com seus 21 anos e um vocal impecável, ela deu preferência para um show mais intimista, sem aquelas megas produções e performances arrebatadoras, sua voz (e sua simpatia) eram as únicas coisas que se destacavam no palco do Cine Joia.

A casa abriu pontualmente as nove da noite e permitiu a entrada de muitos fãs que se acumulavam desde tarde para garantir um bom lugar perto do palco na última edição do Club NME São Paulo. Os minutos demoravam para passar, mas enquanto isso a DJ Letícia Ferroni encheu a pista de dança com hits super dançantes e logo em seguida quem alegrou a galera foi a banda de abertura Schoolbell.

As onze horas, Sky subiu no palco bem tímida ao som de 24 Hours com seus óculos escuros e seu blusão listrado (que eu, particularmente, fiquei apaixonada). O show seguiu com as músicas Ain’t Your Right; Boys e Nobody Asked Me (If I Was Okay), que garantiu um coro da plateia e gritos bem raivosos da cantora durante o refrão: “NOBODY ASKED ME IF I WAS OKAY! NO! NO! NO!”.

Por mais tímida que Sky tenha sido no palco, ela não economizou na simpatia e, mesmo se enroscando com o microfone e se distraindo por diversas vezes durante as músicas, autografou encartes de cds que os fãs entregavam à ela, pegou diversos presentes da plateia, inclusive uma bandeira do Brasil toda autografada e um desenho que fizeram dela.

Depois da música Omako, Sky pediu para que dançássemos durante I Blame Myself e, claro, o coro da plateia abalava as estruturas do Cine Joia enquanto eu tentava lembrar a coreografia do clipe pra poder imitar, porém, sem chances :(. Durante uma pausa e outra, os fãs gritavam enlouquecidamente para que ela cantasse Sad Dream, música que ela não incluía na set list há um bom tempo e uma das mais melancólicas do cd, mas com um sorrisinho tímido alegou que estava sem voz.

Porém, depois da música Warewolf (I Like You), ela surpreendeu a todos dizendo: “The next song it’s calling Sad Dream”. Entre uns cochichos e outros com os integrantes da banda, para lembrar da letra, e um pedido para que todos a ajudassem a cantar, Sky se emocionou no palco durante o refrão: “I hope it’s not just a bad dream, hope it’s not just a sad dream”.

O show continuou com as músicas Love in Stereo; I Will; I Can’t Say No To Myself; Night Time, My Time e mais uma vez garantiu um vocal surpreendente com a música You’re Not The One e Everything is Embarrassing, música que fechou a noite com sorrisos estampados e lágrimas escorrendo no rosto.

Seu vocal não me surpreendeu, porque já havia visto diversos lives que provaram que ela realmente se garante ao vivo. Mas, sua simpatia e seu jeito tímido, fez com que eu saísse de lá querendo ser sua melhor amiga, ou, de uma forma mais possessa, querendo coloca-la dentro de uma caixinha para levar comigo para todos os cantos. Me apaixonei ainda mais pelas suas músicas, músicas estas que trazem letras fortes e, como dito no primeiro parágrafo, que fazem parte do seu passado conturbado, com prisões e posses de drogas.

Por fim, a noite terminou com um gostinho de quero mais, acredito que não só para mim, mas para todos que estavam lá presentes. Obrigada Club NME!

clique aqui para conferir as fotos tiradas no show

Planeta Terra: Looks

Olá, gente linda! O Planeta Terra 2013 já está batendo na nossa porta e acredito que todos vocês já estão bem ansiosos e arrumando todas as coisas para passar o dia inteiro curtindo os shows. Se vocês são como eu, provavelmente vão escolher a roupa cinco minutos antes de sair de casa, vão se arrepender de não ter levado um casaquinho ou de ter colocado tal sapato. Para alegria de todos, amanhã o Sol vai brilhar e de acordo com a previsão  fará 30º, então se preparem!  Para ajudá-los, separei uns looks bem legais para festivais!

Calças

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Olga Choi – Beatriz Saint – Anouska Proetta

Sempre gostei muito de um estilo mais despojado, do tipo:  “combinei com qualquer coisa e no final deu certo”. É claro que isso nunca acontece comigo, mas de qualquer forma eu gosto. Acho que o conforto é a peça chave do guarda roupa, principalmente quando o assunto é show, afinal, você vai ficar em pé, cansada e espremida. Apesar do Sol, de tarde sempre esfria, então aposte num casaquinho leve, daqueles fácil de enfiar na bolsa ou amarrar na cintura.

Shorts

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Ebba Zingmark – Zoe  – Bethany Struble

Eu sempre prefiro ir de shorts ou bermuda para algum show, só pelo fato de que eu me sinto mais livre para dobrar as pernas, sentar no chão, deitar, rodar (sim, eu me sinto muito a vontade num show rs). Achei esse primeiro look um charme o terceiro super combina com festivais. O segundo look é uma opção um pouco mais pesada e depende do gosto da pessoa, mas eu acho lindo.

Saia

NMP Saia

Holynights Claudia – Lua P – Holynights Claudia

Saia é um assunto sério, alguns gostam e outros não. Pode até ser que não seja a opção certa para ir ao show, mas tudo irá depender da pessoa. Tanto o modelo longo como o curto é maravilhoso, então acho super válido você abusar! Atente-se para os sapatos, são sapatos de salto, mas de plataforma, que, na minha opinião, são bem mais confortáveis.

Acessórios

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Weheart it

“Vá, ou arrepende-se”

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É como sempre dizem: antes tarde do que nunca! Na semana passada, na sexta (06), fui conferir de perto uma festa que há muito tempo estava louca para conhecer, Talco Bells. A Talco é para aqueles que gostam de Soul Music, ou para aqueles que, assim como eu topam qualquer parada, mesmo tendo o mínimo de conhecimento possível sobre esse tipo de música. Tirando esse detalhe a festa é realmente apaixonante e me conquistou de imediato.

Para começar com a mesma ladainha de sempre, ela é realizada no Cine Jóia, uns dos lugares que mais gosto de frequentar em São Paulo, o que já é um ponto positivo. Para aumentar ainda mais o meu amor, e espero que o amor de vocês também, o público é totalmente diferente dos lugares que sou acostumada a frequentar. De uns 25 anos para cima, o molejo deles estava bem mais afiado do que o meu, na verdade, se o meu conhecimento pela música é mínimo, imagina pelos passos? Apesar que eu arrisquei e fui rodopiada por uma música inteira, não sei como sobrevivi, mas prometi que iria treinar um pouco mais para a próxima festa 😉

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O que achei bem interessante, é que conforme a noite ia passando, as meninas jogavam talco na pista (e nos seus pés) para que ela ficasse mais escorregadia e mais fácil para dançar. Por causa do dia 07 de Setembro, a festa era dedicada ao mestre do samba Soul, Cassiano, sendo assim teve várias músicas brasileiras e também, claro, músicas internacionais. Ninguém parou um minuto, a não ser eu e a minha amiga que estávamos só o pó, mas mesmo assim você percebe o quão diferente é frequentar festas assim, não só pelo o público ou pela música diferenciada, mas também pela energia que a festa transmite.

Garanto-lhes que o bordão da festa “vá, ou arrepende-se”, se encaixa exatamente naquilo que é transmitido. De fato, foi uma noite muito bacana, poderia ter sido mais proveitosa se eu não estivesse tão velha e tão cansada, e valeu a pena cada minuto. Se vocês gostam de música Soul vão se encaixar perfeitamente, caso não gostem, indico irem mesmo assim, é sempre bom conhecer lugares novos.

A festa acontece quinzenalmente no Cine Jóia e a próxima será no dia 20/09. O valor do ingresso custa R$25,00, para quem compra antecipadamente, ou R$35,00 para os que deixam de última hora e compram na porta.

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As fotos estão na página oficial da Talco Bells!

Playlist da semana: sacode o esqueleto

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Já estão sentindo falta do final de semana? Ainda não me acostumei a esta vida na qual eu não estou mais de férias. Sim, eu sei que as aulas voltaram semana passada, mas resolvi me dar mais uma semana de descanso e pra falar a verdade, me dava mais um mês. Pena que a faculdade não é tão fácil assim. Para a gente não perder o pique nessa segunda tão monótoma, preparamos uma playlist pra te fazer levantar da cadeira e se animar nesse começo de semana!

É quase um lugar clandestino, mas foi só imaginação minha…

Tenho aproveitado bastante essas minhas férias, graças aos meus amigos que nasceram tudo no mesmo mês e querem aproveitar cada dia (vip) que o mês de Julho oferece. Na semana passada falei um pouco sobre a festa Indie Party, neste sábado que se passou, dia 21, fui frequentar um barzinho/baladinha muito bacana, o Alberta #3.

Alberta #3

Eu nunca ouvi falar sobre esse lugar, mas me encantei de imediato ao prestar atenção na entrada. Motivo? Me imaginei entrando num clube clandestino, uma luz vermelha iluminando o interior do lugar, as cortinas nas portas, um segurança mal encarado (que na verdade era bem simpático e educado) e a fachada “Alberta #3” escrita em letras chamativas e vermelhas. Mas para quem nunca foi e não prestou atenção na numeração o lugar passa despercebido. Acredito que o mistério é o que dá mais charme.

Alberta #3

O lugar tem três ambientes, quando você entra há várias mesinhas e um sofá comprido para aqueles que preferem conversar ao invés de dançar e um barzinho apertado no fundo. Subindo as escadas é do mesmo estilo só que um pouco mais espaçoso e lá embaixo fica a pista de dança que, confesso, não fiz muita questão de ficar lá, o ambiente de cima estava muito mais agradável para ficar batendo papo com os amigos.

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Apesar de ser três ambiente a casa é pequena e acredito que 200 pessoas já excedem o “confortável”. O único ponto negativo que irei destacar é o fato de muitas coisas do cardápio não estarem disponíveis naquela noite em particular. Os preços não eram exorbitantes, como também não eram baratos, comprei um drink, “Cassandra”, por R$22,00, os chopps custavam entre R$10,00 (se me lembro bem), as doses variavam entre R$10,00 e R$20,00 e não me lembro o preço das cervejas. Por outro lado, o lugar ganhou mil pontos comigo por causa do banheiro, apesar de ser um banheiro unissex ele era (pasmem pessoal) limpo e cheiroso.  Acho que nunca encontrei um banheiro de balada/barzinho tão limpo como este, sem dúvidas ganhou pontos comigo. Como não fiquei nem por três segundos na pista de dança, não consigo dizer ao certo as músicas que eles tocaram, mas nas partes de cima o som era ambiente e predominava o rock.

Por fim, aconselho a vocês que gostam de um ambiente agradável pra colocar a conversa em dia com os amigos e se divertir ao mesmo tempo a dar uma passada no Alberta #3. Lá funciona assim: De terça a sábado a entrada é gratuita para o Happy Hour, das 19h às 22h. Depois desse horário começam as festas com cobrança de entrada, é só dar uma olhada na programação do site porque o preço varia de festa para a festa. Lembrando que quem já estiver na casa antes das 22h não paga entrada!

Todas as fotos postadas estão na página oficial do Alberta!

Conheça um pouco sobre a tão comentada festa “Indie Party”.

Sei que prometi ficar mais ativa aqui no blog, mas não adianta postar se você não tiver um tema que condiz com o segmento do NMP! não é mesmo? Falta um pouquinho para eu chegar no nível cultural da querida Aline Paz, mas quem sabe um dia? Haha. Deixando o papo furado de lado, neste sábado, dia 13, fui conferir de perto a tão comentada festa “Indie Party”. Já fazia um bom tempo que eu estava querendo ir, mas nunca tive a oportunidade. Dessa vez não pude deixar passar, já que o especial dessa edição foi da banda Arctic Monkeys.

Falando num contexto geral, a festa me agradou bastante. Música boa, lugar bom e gente decente! Quer melhor? A IP comemorou seu aniversário de dois anos (aliás, parabéns para a galera que se esforçou para deixar essa festa em pé por tanto tempo) e há pouco tempo começou a ser realizada no Cine Joia, que se tornou uns dos meus lugares preferidos nos últimos meses. Logo, tudo contribuiu para que a festa seja um sucesso! Se você não está familiarizado com a música indie pode ser que não goste muito, já que muitas vezes a música não é tão animada ou dançante e acaba sendo um pouco cansativa. Mas se você gosta, é um ótimo lugar para se divertir com os seus amigos!

Apesar de todos os lados positivos, algo que me deixou realmente frustrada, foi o especial do Arctic Monkeys que, na verdade, só tocou seis músicas. Confesso que essa é uma opinião totalmente particular, mas quando penso num especial, imagino uma hora só com as músicas deles, ou em vários momentos durante o percorrer da festa. Como criei muita expectativa acabei me decepcionando um pouco, mas este detalhe não é tão válido assim, além do mais, depois dei uma pesquisada com os meus amigos que já tinham ido em outras edições e eles me falaram que é assim mesmo.

Fora essa decepção pessoal, dá pra você curtir a festa bem tranquila com os seus amigos. Só ficar ligado na página oficial quando rolará o próximo evento, normalmente ela acontece mensalmente e é sempre aos sábados. Separei algumas fotos bacanas para vocês se animarem um pouco mais!

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Todas as fotos estão disponíveis na página oficial da festa, só clicar aqui e conferir as edições antigas também ;D

A inocência e o amor numa época tão devastadora.

Olá pessoal, como estão? Estava morrendo de saudades do NMP! e peço desculpas pela minha ausência. Esse semestre a faculdade me consumiu por inteiro e não pude me dedicar nas publicações do blog, mas agora ta tudo lindo e azul claro. Nesse meu semestre corrido, tive que produzir muitos textos para aula de Jornalismo Cutural, inclusive uma crítica de um filme em cartaz. O meu escolhido foi “Ginger e Rosa” e como me apaixonei por este filme resolvi postá-lo aqui no blog, afinal, ele foi muito pouco divulgado. Espero que gostem!

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Ginger & Rosa trata-se de um filme visualmente maravilhoso, onde imagens falam mais do que palavras e olhares aborrecem mais do que atos. O enredo se passa em 1962, durante a Guerra Fria e conta a história de duas amigas, Ginger (Elle Fanning) e Rosa (Alice Englart), nascidas no ano de 1945, o mesmo dia em que Hiroshima foi bombardeada, uma ao lado da outra. Desde então, se tornaram amigas inseparáveis. Quando digo visualmente maravilhoso, não falo de paisagens estonteantes daquelas que vemos em catálogos de turismo, ao contrário, falo da falta de beleza e de como os cenários se encaixam perfeitamente com o período em que o filme se passa. Arrisco em dizer que essa “falta” de cenário destaca a beleza, indiscutível, da personagem principal, Ginger.

Na trama vemos que Ginger e Rosa, por mais que sejam melhores amigas, são bem diferentes. Ginger acredita na vida e quer fazer de tudo para impedir a Guerra nuclear e por isso vira uma ativista mirim. Enquanto Rosa acredita no amor eterno e só quer fazer parte de uma vida íntima com alguém, mas de uma forma um pouco mais profunda, sendo assim, ambas começam a lutar pelo o que desejam e, naturalmente, a amizade vai se desfazendo. E se torna ainda mais inevitável quando Rosa começa um relacionamento com o recém-divorciado Roland (Alessandro Nivola), pai de Ginger.

Por mais que o filme se passe durante a guerra fria, Sally Potter preferiu transformá-lo numa arte de sentimentos e atuações do que num filme de guerra propriamente dito. Esta destaca a mudança que ocorre na vida de uma adolescente, no auge dos seus 17 anos, emocionalmente frágil, que vê a sua vida, sua admiração pelo seu pai e sua amizade se esvanecendo., Ao mesmo tempo vive constantemente com medo de que o mundo acabe, por isso, irá lutar para salvá-lo e salvar àqueles que amam.

gingerElle Fanning faz jus ao seu sobrenome e interpreta sua personagem de forma formidável. Ginger traz consigo uma personalidade rebelde, uma alma poetisa e uma ferocidade determinante em lutar contra a guerra que ameaça destruir o mundo que tanto ama. Através dos closes e olhares, Fanning, consegue transparecer o que sua personagem esta sentindo em determinado momento. É nessas horas que aplaudo Potter por tentar dar mais significado a um sentimento que, por mais que esteja subentendido, não se torna explícito. Ainda nesse sentido, Potter se aproveita do tema da bomba nuclear, para relacioná-lo com o desmoronamento emocional da personagem Ginger.

Por mais que Ginger tenha o incentivo de seu pai em lutar contra aquilo que acredita e a fazer parte dos protestos, por outro lado, tem como modelo sua mãe, dona de casa passiva e dependente de seu marido. Acredito que isto faz com que Ginger, muitas vezes, não consiga expressar-se a não ser através de seus poemas e quando esta descobre sobre o relacionamento de seu pai com Rosa fica, perceptivelmente, muito abalada, mas, ao mesmo tempo, não quer perder a admiração que sente por ele.

Por fim, Sally Potter consegue abordar uma perspectiva diferente em seu filme, onde mostra uma fase da vida em que tudo se torna urgente e enfatiza a possibilidade de que tudo poderia se acabar em segundos, usando como referência a Guerra e os ideais de Ginger, que vivencia este período e que luta para salvar o mundo em que vive e para esconder os sentimentos que nela florescem. Tudo isso envolto em um mundo particularmente instável. Aliás, vidas que começam com uma bomba atômica, não poderiam, de fato, acabar de forma diferente.

lEspero que tenham gostado da indicação! Estou a procura novos filmes, que tenham um contexto histórico, ou que não são tão promovidos na mídia. Se souberem de algum, avisem-me pelos comentários. Beijos!

“A arte deixou de ser algo que instrui e a moda deixou de ser algo que intimida.”


Ah como eu estava com saudades deste blog e de todos vocês. Sim, mereço um tapa na cara pela minha ausência, mas quando a mente não funciona o melhor é deixar de lado. Mas estou me esforçando para estar cada dia mais presente no “Não Me Poupe”, que é o meu espacinho de ideias! E pra não fazer feio, meu pedido de desculpas vem acompanhado de uma boa dose de Arte e Moda que juntas, se transformaram numa exposição maravilhosa chamada MOVE! 

MOVE! É uma exposição que traz a liberdade de expressão da arte em formatos de instalações e performances de estilistas conceituados. Quê? Como? Quem? Calma que até conferir de perto essa obra deliciosa eu também não tinha entendido muito bem como funcionava, mas depois foi só amor

Esta exposição foi feita no Sesc Belenzinho (que beleza de lugar!) e logo quando você entra nela, você se encanta com a simplicidade em que ela é exposta. Vários panos, das cores branco e vermelho, caem do teto seguidos com as letras M, O, V, E e !. Nas laterais, temos 6 telões e 6 vitrines expositoras mostrando o trabalho dos artistas. E isso é só na entrada, porque quando você entra…

 Telões com releases dos artistas


Quando você entra num corredor apertadinho dá de cara com quatro stands:

– Graficouture: Oficina que mostrava a relação entre o grafite e a moda e era aberta para que o público (ou melhor, aqueles que se inscreveram) grafitassem as telas de tecidos e em seguida utilizassem os cortes do estilista Lourenço e confeccionassem suas próprias roupas. Bacana né? 

– The Big Picture: Não vi quase nada desse stand porque a proposta era ao ar livre e infelizmente estava chovendo, mas me contaram como funcionava! Lá eles tinham umas túnicas coloridas, feitas pelo estilista Dudu Bertholini e o público as vestia e depois iam lá fora colar adesivos numa superfície de madeira. As túnica eram bem divertidas, não dava pra sair lá fora, mas dava pra tirar foto com elas. *-* 

– Splash: Na minha opinião, o stand mais divertido da exposição já que quem se inscrevia levava um banho de tinta!! A proposta era a seguinte: Transformar peças de roupas lisas em uma linha de roupas estampadas, conforme a tinta ia caindo as cores iam se misturando e transformando o tecido liso. Depois da exposição (e depois de seco, claro) a pessoa podia levar sua roupa pra casa.

– Pose: Já imaginou ser uma estampa de roupa? Pois é, eu também nunca tinha pensado nessa possibilidade rs, mas essa é a proposta dePose”. O público participante era fotografado em poses precisas, usando roupas selecionadas na hora e no final de cada dia o artista inseria as fotos em um painel de estampas. O resultado era bem diferente

Teve outras atrações que eu não consegui porque infelizmente peguei essa exposição bem no finalzinho já que ela vai até amanhã, 19/03 (todos choram D: ), mas quem puder ir ela acontece a partir das 11h00 e vai até às 21h30! E aproveito pra dizer que o Sesc Belenzinho é um ótimo lugar, vocês vão adorar!

Pedido de desculpas aceitas? rs. Confiram as fotos amadoras que minha amiga Sara Ferrari tirou quando nós fomos.   

 Oficina Graficouture, lá no fundinho você consegue ver as roupas já prontas!
O painel de madeira da oficina The Big Picture, divertidíssimo né? 
Os corajosos da oficina Splash que tomaram um banho de tinta!
Algumas estampas da oficina Pose. Eu adorei e vocês?

Depp e suas várias facetas cinematográficas!

Esses tempos atrás comprei algo muito valioso pra mim. A quadrilogia dos filmes “Piratas do Caribe” e depois de uma ideia maravilhosa da Aline, resolvi fazer um especial do  Johnny Depp! Confesso que sou apaixonada por ele desde “A maldição do Pérola Negra”, me deem um desconto porque eu ainda era uma criança de nove aninhos rs. Mas desde então comecei a procurar um pouco mais sobre os trabalhos desde ator talentosíssimo e é impossível não admirá-lo. Vale ressaltar que ele esta muito bem (ênfase no muito) com os seus 49 anos – quase 50. Então resolvemos separar este especial em dua categorias: Os filmes sem caracterização; e os filmes com caracterização que, sem querer, trazem o consagrado diretor Tim Burton!

 Chocolate (Chocolat) – 2000
 Quando Vianne (Juliette Binoche) e sua filha chegam a uma tranquila vila, ninguém poderia imaginar o impacto que isso teria na antiquada comunidade. Ao passar dos dias, a atraente Viane abre uma loja de chocolates, repleta de confeitos de dar água na boca. Sua misteriosa e quase mágica habilidade em perceber os desejos pessoais de cada freguês e satisfazê-los perfeitamente com o confeito certo, faz com que os moradores se entreguem às tentações e à felicidade. Mas, isto até a hora em que outro forasteiro, o atraente Roux (Johnny Deep) chega à vila. Finalmente agora, ela também reconhece e se rende a seus próprios desejos. Problemas surgem quando suas ações são confrontadas por aqueles que preferem os caminhos do passado e aqueles que recentemente descobriram o doce sabor do prazer.

Diário de um Jornalista bêbado (The Rum Diary) – 2012 
Adaptação da obra The Rum Diary, do escritor e jornalista Hunter S. Thompson, que já teve outra de suas obras adaptada para o cinema, Medo e Delírio, também estrelada por Johnny Depp. Diário de um Jornalista bêbado é baseada numa história “surreal” escrita por Hunter S. Thompson, o filme narra a história do jornalista freelancer Paul Kemp (Johnny Depp), que na década de 1950, deixa os Estados Unidos para trabalhar no San Juan Star, um jornal decadente em Porto Rico. Na ilha, ele depara-se com a cultura local; numa alucinante e deliciosa relação entre trabalho e diversão, em que euforia, boemia e consciência se misturam sem moderação.

O turista (The Tourist) – 2011
 Durante uma viagem improvisada à Europa para curar um coração partido, Frank (Depp) desenvolve uma inesperada relação amorosa com Elise (Angelina Jolie), uma mulher extraordinária que deliberadamente cruza o seu caminho. Tendo o excitante cenário de Paris e Veneza como pano de fundo, o intenso romance se desenvolve rapidamente na medida em que ambos se envolvem involuntariamente num jogo mortal como gato e rato.
Edward, Mãos de tesoura (Edward Scissorhands) – 1990
Em um castelo isolado viveu um inventor, cuja maior criação chamava-se Edward. Apesar do jovem possuir um charme irresistível, ele não é exatamente perfeito. A morte repentina de seu inventor deixou-o inacabado, com tesouras no lugar das mãos. Um dia Edward é descoberto por uma vendedora da Avon, que o leva para viver em sua casa. 

Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street)  – 2008
Depp interpreta Sweeney Todd, um homem injustamente enviado à prisão, que jura vingança não apenas contra a sua cruel punição, mas também contra as consequências devastadoras do que lhe aconteceu nas vidas de sua esposa e sua filha. Quando sai da prisão e reabre sua barbearia, ele se torna o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, que “faz a barba de alguns cavalheiros de que nunca mais se ouve falar”.


Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland) – 2010
Johnny Depp estrela como o Chapeleiro Louco e Mia Wasikowska como Alice, de 19 anos, que retorna ao mundo mágico que ela conheceu ainda criança, reunindo-se a seus velhos amigos de infância: o Coelho Branco, os irmãos Tweedledee e Tweedledum, Dormouse, a Lagarta, o Gato Risonho e, é claro, o Chapeleiro Louco. Alice embarca em uma jornada fantástica para encontrar seu verdadeiro destino e acabar com o reinado de terror da Rainha de Copas.

Espero que tenham gostado desse “apanhado” dos filmes do Johnny. Quais outros vocês gostam?

Todas as sinopses foram pegas no site Cinema10