Roteiro para um fim de semana em Curitiba

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Quando eu decidi que precisava viajar sozinha, percebi que não tinha muito dinheiro (quem nunca?). Então, comecei a pesquisar destinos baratos e Curitiba foi uma das primeiras sugestões que meus amigos me deram. Além de perto, a cidade é repleta de atrações, pontos turísticos e bares para conhecer. A ideia era partir na sexta ao final do expediente e voltar na segunda pela manhã, direto para o trabalho.

Embarquei às 21h15 e pouco menos de 1 hora depois, estava na capital paranaense. Com as taxas, minha passagem de ida e volta pela Latam, que eu comprei no site ViajaNet, foi R$ 303,34. Dica importante: ao sair do aeroporto, opte por Uber, por mais que o aplicativo indique que vá demorar. Acabei pegando um táxi que estava por ali e paguei R$ 90 em um trajeto de apenas 20 minutos. Como o aeroporto fica em São José dos Pinhais, cidade vizinha, o taxímetro aumenta o valor. Quase caí pra trás quando vi o total! Pelo app de carro particular o serviço teria ficado por apenas R$ 30.

Como a ideia era economizar, eu optei por um apartamento no Centro, alugado pelo Airbnb por R$ 370. A parte boa de pegar um local que você tenha cozinha, geladeira e outros itens, é que você pode economizar em algumas refeições ao preparar em “casa”. Vou deixar aqui o link do apartamento da Danielle, que foi minha anfitriã, e o link do meu convite para entrar na plataforma. Com ele, você ganha R$ 130 de desconto na primeira reserva.

Como eu cheguei tarde e estava cansada, depois de um dia de trabalho, decidi pedir uma comidinha e dormir, para acordar bem cedo pela manhã. Afinal, seriam dois dias bem exaustivos – e incríveis! Coloquei todos os pontos que eu me interessei no My Maps, do Google, e dividi os dias como vocês podem ver na arte abaixo. Porém, já aviso que domingo ficou bem cansativo, por concentrar todos os parques e espaços abertos. Mas a verdade é que sábado fez um dia feio em Curitiba, então dividi assim. Mas se o final de semana estiver lindo quando você for, sugiro mesclar bares/cafés com parques/museus.

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Imprescindível

Passear pelas ruas do Centro Histórico de Curitiba é se apaixonar pela arquitetura que resiste ao tempo e encanta quem passa por ali. O Largo da Ordem – em que, aos domingos rola uma famosa feirinha de antiguidades – é um dos lugares que leva o toque colonial. Nem o dia nublado foi capaz de tirar a beleza da região.

Mesmo que você fique apenas algumas horas na capital curitibana, não pode deixar de visitar o Jardim Botânico (R. Engo. Ostoja Roguski, s/n). Com pouco mais de 270 mil m², esse é um dos principais pontos turísticos de Curitiba. Com um estilo francês, ele foi inaugurado em 1991 e abriga uma variedade de vegetais e flores, além da famosa estufa, que é um verdadeiro cartão postal da cidade. Entrada gratuita.

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Com certeza, um dos lugares que eu mais amei conhecer foi a Ópera de Arame (Rua João Gava, s/n, Abranches). O local tem capacidade para 1.572 pessoas em apresentações musicais que vão do pop ao clássico e abriu suas portas em meados de 1992. No final de semana que estive por lá, não havia shows, então fui visitar durante o dia. Paguei R$ 5 (meia) pela entrada e pude apreciar uma banda que tocava hits da música brasileira no meio do lago que existe ali. Uma das cenas mais bonitas que já vi na vida!

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Outra parada obrigatória de Curitiba, com certeza, é o Museu Oscar Niemeyer (Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico). Conhecido também como Museu do Olho, por conta do formato da arquitetura principal. Projetado em 1967 pelo arquiteto, o local servia de abrigo para o Instituto de Educação do Paraná. Ao longo dos anos, passou pelo poder de órgãos públicos e em 2003, foi reaberto com o nome atual. Além de exposições itinerantes, há também espaço para a história de Niemeyer. Reserve pelo menos umas 3 horas para admirar todas as obras e aproveitar o MON por completo. Entrada: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Cafés e doces

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Seja coado, expresso ou especial. A verdade é que amamos café – e os curitibanos também. Localizado na Rua Riachuelo, 194, encontrei o Caffeine por acaso, enquanto caminhava até o Largo da Ordem. No estilo hipster, o estabelecimento une café, comidinhas e tatuagem em um espaço amplo e tranquilo. Paguei R$ 4 no coado médio, mas dá pra tomar coadinhos à vontade e pagar por hora:  meia hora (R$ 10), uma hora (R$ 19), uma hora e meia (R$ 28) e duas horas (R$ 37). Indico também o Ice Cold – uma mistura de café e gin tônica – (R$ 12) e o cookie de gengibre (R$ 5).

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Se você quer algo bem instagramável, o Orna Café (Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 943, Batel) é o local perfeito. Idealizado pelas irmãs Alcantara (Débora, Bárbara e Júlia) que, começaram os trabalhos há alguns anos no blog Tudo Orna. O lugar é bem gracinha, aconchegante e o clima calmo não deixa a gente ter vontade de ir embora. Para comer, escolhi um croissant tradicional que veio acompanhado de manteiga. Para refrescar, a soda italiana foi a alternativa perfeita.

Fundada em 2014 pela chef de pâtisserie Carolina Garofani, a Caramelodrama (Alameda Presidente Taunay, 434, Batel) é um verdadeiro sonho! Com uma decoração retrô e muito romântica, ao passar pelas portas da unidade do Batel, fui dominada por cheiros que atiçaram meu apetite.  Na ocasião, tomei um Café Caramelo (R$ 9,60 grande) e Chocomelodrama (R$ 16,90) que nada mais é do que o melhor bolo de chocolate que eu já comi na vida. O clássico da casa é feito com chocolate belga, creme de caramelo, calda de amarenas e toffee. Uma delícia!

Passei rapidinho no Degusto Café (Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 1148) e, apesar de não ter entrado, fiquei bem feliz: tinha uma máquina de chopp artesanal na porta que eram 2 por R$ 14. Tomei ali for mesmo, porque tinha um DJ tocando hip hop. Um final de tarde perfeito.

Áreas verdes

Localizado no bairro do Pilarzinho, o Bosque do Alemão (Rua Nicolo Paganini, s/n) era na verdade a chácara de uma família chamada Schaffer, que veio da Alemanha tentar a vida no Brasil. Portanto, em 1996 o Bosque foi fundado como um Memorial da Imigração Alemã, justamente no dia em que a cidade completou 303 anos. Além de cascata, passarela, lago, deck, ponte e canteiros, o espaço também abriga atrações diferentes, como por exemplo, a Torre dos Filósofos, o Oratório de Bach, o Portal da Casa Milla e a Casa de Chá. No entanto, o que mais me chamou atenção foi a Trilha de João e Maria. Ao andar entre árvores e muita vegetação, o visitante pode acompanhar a história dos dois irmãos perdidos na floresta e encontrar a Casa da Bruxa, que tem atividades regulares para crianças. Realmente, encantador.  A entrada é gratuita!

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Nenhuma foto será capaz de demonstrar a beleza do Parque Tanguá (Rua Oswaldo Maciel, 97). Implantado em 1996, onde funcionava duas pedreiras, ele faz parte da linha de preservação do curso do Rio Barigui. Está pensando em passar alguns dias na capital paranaense? Reserve boas horas para apreciar o Jardim Poty Lazzarotto e se encantar com a paisagem.

Agora vou deixar aqui três lugares que, se você estiver muito corrido mesmo, tudo bem deixar de lado: Praça da Espanha, Praça do Japão e Praça Rui Barbosa. São bonitas, áreas verdes e algumas peças que remetem às regiões, mas não é nada tão impactante. Reserve o tempo de deslocamento e que você ficaria por lá, para aproveitar os outros espaços com mais calma. Claro que, se você for passar uma semana, vale a visita.

Outro rolê que todo mundo recomenda é ir até Morretes de trem. Porém, fica para uma próxima. Gostaram do roteiro? Aproveita para me seguir no Instagram (@naomepoupeblog), porque lá também tem muito conteúdo bacana.

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