Xenia França parte para o espaço em busca de autoconhecimento no videoclipe de “Nave”

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A americana Mae Carol Jemison se tornou a primeira mulher negra a ir ao espaço. Foi parte da tripulação de um ônibus espacial — o Endeavour, na missão STS-47, que orbitou a Terra do dia 12 ao dia 20 de setembro de 1992. Em entrevista à Associated Press, ela disse: “É importante para uma menina negra crescer sabendo que, sim, você pode ser uma astronauta, aqui estou eu, por exemplo”. E ressaltou: “Mas mais importante ainda é que homens brancos mais velhos, que muitas vezes tomam decisões pelas carreiras dessas meninas, entendam isso”. Essa breve introdução é para reforçar que representatividade sempre será um assunto relevante na carreira da cantora e compositora baiana Xenia França. No dia 21 de março, quinta-feira, ela lança um videoclipe sci-fi da canção “Nave”, no qual a sua personagem Xaniqua vive uma expedicionária espacial solitária que viaja pelo cosmos em busca de vestígios de vida em diferentes planetas. O vídeo está disponível no canal de YouTube da artista (assista aqui).

A produção do clipe da música, que tem direção da Filmes da DIABA (Camila Maluhy e Octávio Tavares), teve duração de um ano. “No meu processo de autoconhecimento, percebi que somos muito maiores do que imaginamos e que o que está lá fora no cosmos tem muito a dizer sobre o que temos aqui dentro da Terra e dentro de nós”, pensa Xenia França. “Sou muito interessada em saber mais sobre quem eu sou por meio do estudo do Espaço. Tenho curiosidade sobre assuntos como alquimia, física quântica, astrologia e algumas das tecnologias poderosas criadas pelos nossos ancestrais e que guiam nossos passos até hoje. Por isso, Xaniqua é uma personagem conectada com a natureza e representa um pouco da minha visão da vida e como sinto as coisas. Tudo está interligado. O universo é incrível e quanto mais nos conhecermos mais aprenderemos sobre quem nós somos de verdade”, completa.

Faixa do elogiado disco de estreia-solo da cantora, intitulado Xenia (2017), “Nave”, de autoria de Verônica Ferriani e Clarice Peluso, resultou nessa superprodução audiovisual que retrata ainda a primeira brasileira negra a ir ao espaço. “Mesmo tendo exemplos como o de Mae Carol Jemison, o cinema e a cultura pop ainda ignoram esse tipo de representatividade em suas produções”, conclui Xenia.

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