Tim Bernardes lança Recomeçar, seu primeiro disco-solo

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Foto: Marco Lafer

Havia um punhado de canções inéditas na gaveta do cantor e compositor Tim Bernardes. Apesar de terem saído da sua cabeça, as mesmas não cabiam no repertório d’O Terno, grupo que mantém ao lado de Guilherme d’Almeida e Biel Basile desde 2012. Foi o momento então de se internar por três meses  ininterruptos no estúdio Canoa. Ali, sem os companheiros de banda, despiu-se dos personagens freak, voltou o olhar para dentro e gravou violões, vozes, guitarras, baixo, bateria, piano e outras bugigangas. Tudo sozinho. Levantou, assim, aquele que viria a ser o seu primeiro disco-solo: “Recomeçar”. O trabalho chega hoje com treze faixas íntimas e emocionais.

Tim Bernardes interligou e costurou as canções inéditas. Os arranjos orquestrais de cordas, sopros e harpa foram todos escritos por ele – à la Brian Wilson brasileiro. Desta forma, criou uma unidade sonora, caminhos e assuntos que dão ao álbum uma sensação cinematográfica ou de uma grande peça com narrativa.

É como se a primeira faixa assumisse o papel de prólogo, dando o tom da jornada. “A música é uma abertura de piano e orquestra na qual são apresentadas as melodias que aparecerão ao longo do disco”, explica Tim Bernardes. “É uma versão instrumental para a faixa-título ‘Recomeçar’, que mais tarde encerra o trabalho”, completa.

Com 25 anos, o artista é considerado um dos grandes compositores de sua geração. As letras do álbum de estreia-solo (O Terno continua muito bem, obrigado!) são reflexões bastante solitárias de um jovem dos anos 2010, pensando e buscando caminhos e percepções sobre a vida, entre desilusões amorosas e esperanças pelo começo de novas estruturas.

Mesmo fazendo parte de uma unidade, as faixas também funcionam perfeitamente individualmente, como atesta “Tanto Faz”, que apresentou o primeiro videoclipe do novo disco (e a marca a estreia de Tim como diretor; assista aqui). “Sozinha, essa música tem um sentido que pode ser mais pro lado político, mas, no conjunto do álbum, ela pode dar a ideia de relacionamento, por exemplo”, aponta o músico.

É Tim Bernardes que assina a produção de “Recomeçar”, além de ter sido o responsável pela mixagem. O disco foi gravado por Gui Jesus Toledo (Estúdio Canoa) e masterizado por Fernando Sanches (Estúdio El Rocha). Entre os músicos convidados para tocar os arranjos sinfônicos estão: Felipe Pacheco Ventura (Baleia), nas cordas; Marina Mello, na harpa; Maria Beraldo Bastos (Quartabê), nos clarinetes e clarones; Filipe Nader (Grand Bazaar), nos saxofones e tuba; Douglas Antunes (Bixiga 70), nos trombones; Niels Van Heertum, no eufônio; e Arthur Decloedt (Música de Selvagem), no contrabaixo acústico.

A capa e foto analógica são de Marco Lafer, que já havia trabalhado com Tim dirigindo os videoclipes de “66” e “Ai, Ai, Como Eu Me Iludo”, d’O Terno. Desde o lançamento do primeiro disco com O Terno, Tim Bernardes teve as suas composições elogiadas. Não à toa, coleciona parcerias com David Byrne, Tom Zé e Paulo Miklos. Agora, ele se apresenta exposto pela delicadeza das canções e por assumir sozinho o posto de compositor, produtor, arranjador e intérprete. Um (re)começo minimalista, mas grandioso.

Se você se amarrou no som, trago boas notícias: no dia 06 de outubro (sexta), às 21h, o paulistano apresenta o novo álbum na íntegra lá no conforto do incrível Auditório Ibirapuera. Os ingressos já estão à venda e podem ser adquiridos pelo site da Ingresso Rápido. Eu não perco essa por nada e vocês?

Ouça o disco completo aqui!

Agradecimentos: Inker Agência Cultural

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