Luzescrita: exposição está na reta final no Espaço Cultural Porto Seguro

fernando laszlo_MG_1458_1b.jpg

Público tem até 30 de julho para conferir obras assinadas por Arnaldo Antunes, Fernando Laszlo e Walter Silveira em São Paulo

Cerca de 60 obras, entre vídeos, objetos, fotografias e instalações, que transformam poemas em imagens e versos em luz estão disponíveis para visitação no Espaço Cultural Porto Seguro. As peças da “Luzescrita” são assinadas por Arnaldo AntunesFernando Laszlo Walter Silveira e estão em cartaz até o dia 30 de julho, de terça-feira a domingo com entrada gratuita.

fernando laszlo_MG_1436.jpg

O projeto nasceu no início dos anos 2000, a partir de uma ideia do Fernando Lazlo em traduzir literalmente a palavra fotografia por meio dos poemas de Arnaldo e Walter. Primeiro, as palavras foram escritas com luz por meio de materiais como pólvora, lâmpadas e metal. Em seguida, foram fotografadas por Fernando, completando a metamorfose.

“Luzescrita” é resultado de um trabalho de 15 anos e foi apresentada pela primeira vez em Salvador. Já passou por cidades como Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília e Vila Nova de Cerveira, em Portugal e agora culmina em São Paulo, cidade natal dos artistas. Inicialmente, o resultado dessa parceria seria apenas um livro de fotografias. Mas o curador Daniel Rangel viu o potencial de transformar o projeto em uma mostra, que revela também os bastidores por trás das imagens.

A cada montagem, a exposição é diferente, numa contínua transformação. É um projeto que se retroalimenta: os objetos produzidos para cada exibição dão origem à novas fotografias para a etapa seguinte do percurso, e assim por diante. Em São Paulo, “Luzescrita” chega ao auge com a adição de nove obras inéditas, como a instalação “Assombraluz”, a fotografia “Fogo n’Água” e várias obras site specific, que exploram a relação com o ambiente, como “Ilumina Elimina” e “Luz Negra”.

Os trabalhos são apresentados em duas salas complementares. Em uma delas, a Sala Clara, com as paredes totalmente brancas e cheia de luz, estão expostas as fotografias. À primeira vista, há uma sensação de que as imagens sejam manipuladas digitalmente, ou feitas inteiramente no computador. No entanto, essa impressão se dissipa na Sala Escura, pintada de preto e com iluminação controlada, que desvenda todo o rico processo por trás das obras da primeira sala. Ali é possível ver os objetos e instalações de luz feitos por Fernando a partir de muita experimentação e do contraste entre o produto tecnológico e os procedimentos artesanais.

Agradecimentos: Adriana Balsanelli

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s