6 novos clipes brasileiros para embalar a sexta

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Uma vez na estrada, a francisco, el hombre ativa o que o violinista e vocalista do grupo, Mateo Piracés-Ugarte, chama de “modo turnê”. É quando ele e os quatro parceiros musicais “aceitam tudo que vier para uma experiência mais completa”. Os contatos que acontecem nesse momento inspiraram o videoclipe de “primavera”, sob direção de Rafael Câmara. A gravação ocorreu em julho de 2016 nas cidades de Matanzas, Santa Clara, Varadero e Havana, quando a francisco, el hombre estava em turnê por Cuba. 

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Para chamar a atenção para os diferentes tipos de violências sofridas por mulheres – trazendo a estatística de que a cada 15 segundos, uma é agredida no Brasil – a banda K2, lançou o videoclipe “Toda Mãe é Santa”, com roteiro e direção feitos por estudantes de publicidade e propaganda da PUC. Com letra de Pedro Cezar, responsável pela guitarra e voz, a música traz também Diego Ávila no baixo e Douglas Maiochi na bateria  e integra o álbum mais recente da banda, “Brasileiro Alma Grande”. As gravações, que levaram ao todo sete dias para acontecer, contam com 35 mulheres, escolhidas pelos estudantes, em conjunto com a banda, por serem “mulheres comuns”. É possível assistir no vídeo mães, avós e trabalhadoras. Todas elas, de algum modo, vítimas da violência de gênero. A obra reflete os sonhos destas mulheres, bem como as lutas e as ilusões de vidas felizes, que, como diz a letra, não acontecem e são reflexos das violências sofridas diariamente.

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Foto: Marlon Peres
Com referências do indie rock, a banda gaúcha WAR lança o novo single, da faixa “O Que Não É Nosso” acompanhado do clipe que foi produzido pela Império Girafa com direção de Alexandre Nickel. O vídeo retrata o absurdo de forma poética. Um homem, interpretado pelo vocalista Gabriel Parisotto, transforma-se em um “sereio”.  Desesperado, pede ajuda para seus amigos que vão tentar resgatá-lo e o levar para o mar. A canção, sobre o lado obscuro do desejo humano, transita entre tensão e espacialidade através dos delays e reverbs. Produzida no Gritaria Mix Master, em São Paulo, por Pedro Ramos (Supercombo e Tópaz), a faixa também passou pelas mãos de Léo Ramos (Supercombo), responsável pela masterização.
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Numa mistura pop-eletrônica-despretensiosa, a banda portalegrense Akeem Music lança single de “Could You Please?” que já vem acompanhada de videoclipe. O clipe brinca com a nossa evolução tecnológica a partir dos computadores e traz uma comparação à nossa vida: “Essa evolução dos computadores pode-se associar a evolução da nossa sociedade, com suas melhorias e seus vírus”, conta Akeem, vocalista da banda.

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Esse não é necessariamente um clipe, mas quando Luciana Oliveira, Xênia França e Fióti se juntam para gravar uma música de Caetano Veloso, merece o registro. Mãe, mulher, educadora, cantora e negra. Luciana Oliveira representa força e luta. Para o repertório de seu novo disco – “Deusa do Rio Níger”, que será lançado em breve -, escolheu faixas potentes e assertivas. Uma delas é “Neide Candolina”, música original de Caetano Veloso, lançada em 1991, que agora ganha uma versão  R&B e neosoul da cantora. O single escolhido pra esse momento glorioso de união, representatividade e discussão de preconceitos, é ainda mais importante pelo significado e homenagem de sua letra. Composta por Caetano Veloso para Neide, proprietária do bar Zamzibar em Salvador, e para Candolina que fora sua professora.

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“Respeita As Mina”, de Kell Smith, traz participações especiais de Luiza Brunet (empresária, atriz e ex-modelo), Luiza Possi (cantora e atriz), Astrid Fontenelle (apresentadora) e Fabi Bang (cantora e atriz), que representam a rotina das mulheres nos mais variados cenários, como no trabalho, na academia, no transporte público, no trânsito e em baladas, fortalecendo a ideia de que “o corpo é nosso, nossas regras, nosso direito de ser”. Kell é intercalada ao cenário urbano em uma mistura de R&B, reggae e rap, gêneros bem representados na voz da artista e que fazem parte de suas principais referências, para engajar o discurso de que atitudes consideradas pequenas ou de nenhuma importância para uma parcela da sociedade incomodam e desrespeitam o espaço feminino.

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