10 álbuns nacionais para dar um quentinho no coração

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Foto: Divulgação

Amor, sexo, quebra de tabus, libertação, dedicação, entrega… Esses são os temas que regem “Lupercália”, o disco de estreia da banda brasiliense Lupa. São 12 faixas autorais embaladas por um rock alternativo envolvente. O título do trabalho veio do nome dado ao festival pagão relacionado à fertilidade. Nas músicas, a banda encara a relação com o sexo, seja sozinho ou em um relacionamento, além de confrontar os tabus, incitando libertação sobre proibições relacionadas ao tema. Inteiramente financiado por fãs através de uma campanha online, o álbum é uma materialização da conexão entre o  Lupa e seu público.

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Foto: Thiago Falcão Bandeira

Depois de três anos desde seu último disco, KAOLL acaba de lançar “Sob os Olhos de Eva”, baseado no homônimo livro de estreia do autor e mestre em filosofia, Renato Shimmi. Com 6 faixas autorais, esse é o primeiro disco que o grupo instrumental desenvolve como trilha sonora para um projeto literário. Envolvidos nesse formato de criação, Renato Shimmi e KAOLL conseguiram produzir uma obra completa, onde música e texto conversam progressivamente e transportam o leitor para o cenário. Apesar de ter como base o rock dos anos 70, misturados com elementos do jazz, música erudita e folclórica universal, a música afro-latina foi a principal fonte que os ajudou a ambientalizar, musicalmente, tudo que está na obra literária. Gravado no Estúdio Medusa, com produção de Bruno Moscatiello, Yuri Garfunkel e Renato Shimmi, tem mixagem e masterização por Janja Gomes. As ilustrações, que tornam a leitura da obra ainda mais leve e representativa, são assinadas pelo artista Zé Otávio.

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Foto: Sandy Alexandre

Quando quatro músicos sergipanos e cinco belgas se unem para aproximar suas regiões através da música, o resultado é “Brincantes”: um álbum efervescente e indiscutivelmente plural, rítmico e energizado. Composto por 13 faixas e gravado em agosto de 2015, o lançamento de Anavantou celebra a beleza do encontro e mostra o potencial artístico da aproximação de culturas diferentes – sendo que, no caso do nordeste brasileiro e Europa, já há um processo histórico de influências a partir das quadrilhas, do uso de acordeom, vestes e termos, desde o período da colonização. “A produção musical é assinada pelo Anavantou, com co-produção dos belgas David Bovée e Damien Chemin. Após as gravações, viemos ao Brasil fazer acréscimos de mais percussões, coros e as participações especiais”, conta Dudu prudente, baterista e percussionista da banda.

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Foto: Rafael Rocha

Oposto ao “Cubo”, disco de estreia cantado em inglês, denso e bem complexo, o “Universo Sem Fim” traz uma leveza despretensiosa e estudada, com músicas em português que evidenciam a evolução, a dedicação e a mudança da Paradise Sessions. O EP é divertido e apresenta um som original de reggae, rock, ska e dub. As letras poéticas, compostas pelos quatro integrantes do grupo, incentivam o bom pensamento, as atitudes positivas e versam sobre a experiência humana e o universo das relações interpessoais, seus conflitos e prazeres. A produção é de Lucas Silveira, vocalista da Fresno e a mixagem ficou por conta do baterista do Planet Hemp, Pedro Garcia.

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Foto: Ciro Bertolucci

Edredom”, “Sobre Flores na Cama”, “Caça Quente” e “Óculos” trazem um eu-lírico agênero, utilizando muitas das vezes as flores como sujeito da ação, o que busca tirar os rótulos e trazer diversidade às canções de Jacintho em seu EP homônimo. A identidade dança com a música livre, que mistura ritmos latinos, ciganos, nordestinos e nortistas trazendo um frescor à MPB. O artista canta com paixão e deixa isso evidente durante as quatro canções apresentadas nesse trabalho, que foram gravadas no Bodeguita Bar, em Pirassununga (SP).

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Foto: Divulgação

O espírito eclético que remete às origens da música africana é ressaltado em “ÈKÓ AFROBEAT”, trabalho apresentado pela banda de mesmo nome. Com repertório quase inteiramente autoral, o álbum possui 10 faixas – cinco canções e cinco faixas instrumentais. A obra foi gravada com apoio de um edital do Fundo de Investimentos Culturais em Campinas (FICC), no qual a banda foi contemplada ao final de 2014. A gravação das músicas foi realizada ao longo do ano seguinte e, em outubro de 2016, o trabalho finalmente ganha as ruas.

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Foto: Bárbara Montavon

Baseado nos livros “O Tempo e o Vento – O Continente” I e II de Érico Veríssimo, nasceu o “O Sopro e o Momento”, novo disco do Grandfúria. Os seis integrantes dedicaram-se durante dois anos à produção do disco, em que reuniram instrumentos típicos da música folclórica gaúcha, como acordeon, bombo leguero e violão, com a energia das guitarras. Gravado no estúdio Noise, em Caxias do Sul – RS, o trabalho conta com a produção de Carlos Balbinot e masterização de Fabrício Zanco. Nas participações especiais, estão nomes como Tomás Savaris (violão), Marlon Castilhos (percussão), além de Jorge Valmini e Helena Pezzi (vozes).

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Foto: Rafael Melo

Mundanas” é muito mais que um disco com oito faixas e gravado de maneira independente, longe demais das gravadoras, mas com muita proximidade e auxílio de amigos, trata-se de uma obra onde o cotidiano é retratado de diferentes maneiras. Neste álbum, Bruno Seitras empresta toda sua empatia à oito pessoas que contam suas histórias melancólicas, alegres e saudosas. O disco passeia por diferentes vertentes sonoras e tem refrões fáceis que fazem apertar o play mais de uma ou duas vezes. As influências musicais de Bruno são, em grande maioria artistas nacionais, alguns clássicos como os incomparáveis Mutantes, Martinho da Vila e Raul Seixas, outros são novidades que estão em plena ascensão, como, por exemplo o duo Antiprisma, a banda carioca Ventre e também o rapper Criolo.

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Foto: Divulgação

Pluralidade é assinatura da música de Enzo Romani, cantor e ator paulista que assina o “Voa”, obra composta por referências que percorrem o R&B, o soul, o folk, a música cigana e a MPB. Produzido por Vinicius Junqueira e Alex Favilla, Enzo Romani traz três faixas autorais. De melodia dançante, a primeira canção é “Que Mulher” relata o amor do eu-lírico por uma “mulher-miragem”. Na sequência, com grande destaque das batidas de violão, está o folk de “Somos Um Só”. Para fechar o EP, mescla instrumentos com música eletrônica, em uma nuance que acompanha os vocais do cantor. O início é suave, estoura no refrão e retorna à calmaria. Tal ordem também contempla a mensagem transmitida pela letra, sobre um amor que é intenso e também, livre.

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Foto: Divulgação

Tanta Sede” é formado por sete faixas, conta com algumas músicas autorais e, também grandes clássicos da cena brasileira e que fizeram parte da sua formação artística como “Escrito nas Estrelas”, sucesso de Tetê Espindola. Nina começou sua carreira aos 21 anos, mas antes disso já tinha feito backing vocal para diversos artistas, integrou alguns corais e participou de musicais. A cantora carioca viu o gospel como porta de entrada para sua carreira e ficou conhecida como “Gogó de Ouro”, no meio musical. “D.R. em Setembro” e “Amor Pra Sempre” vêm para mostrar a nova cara da artista.

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