Academia da Berlinda comemora 13 anos e embala a festa com “Nada Sem Ela”

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Da fusão de gêneros latinos e brasileiros, o grupo aprofunda sua verve autoral no 3º álbum

Há 13 anos o grupo nascia com uma sonoridade original e que por si só já é uma festa. A folia pernambucana se espalha pelo ambiente no qual se dá o play em qualquer um dos três discos da Academia da Berlinda, que é formada por Alexandre Urêa (voz e timbales), Tiné (voz e maracas), Tom Rocha (bateria e percussão), Yuri Rabid (baixo e voz), Gabriel Melo (guitarra), Hugo Gila (teclados e synth) e Irandê Naguê (percussão e bateria).

Nada Sem Ela”, o filho mais recente do grupo, veio ao mundo em julho de 2016 e teve 20 mil downloads em apenas três dias. Com influências de gêneros latino-americanos e brasileiros que acompanham o grupo desde sua criação, o disco apresenta um amadurecimento nos arranjos e nos experimentos musicais. A guitarra ganhou protagonismo e abriu um espaço amplo para os efeitos eletrônicos.

O disco começou a ser produzido em março de 2015 em um sítio na zona rural de Olinda. Esta foi a base para a montagem dos equipamentos e trabalho nas músicas e arranjos. A experiência foi transferida para as 14 músicas que fazem parte do álbum, resultando em uma criação coletiva – assim como nos outros dois discos de Academia da Berlinda.

Com participações de Otto, Lia de Itamaracá, Fabio Trummer, Lula Lira e Rapha B, o título do novo trabalho sugere múltiplas interpretações: “Ela” pode ser uma entidade, a natureza, uma figura feminina, uma estrela… Ou o que mais você imaginar!

Sob a perspectiva festiva e leve que a Academia da Berlinda carrega consigo, “Nada Sem Ela” é uma produção independente que chegou ao público através de muito carinho e trabalho dedicado.

Em sua trajetória, a banda reúne músicos que já se conheciam em Olinda e da participação em outros grupos de renome no estado e no país, como Nação Zumbi, Orquestra Contemporânea de Olinda, e Eddie. Desde o início, eles investiram em releituras contemporâneas de clássicos do brega, o que logo a denominou como uma banda original, que tocava um “brega de raiz” em versões criativas e inovadoras, cheias de latinidade e afrobeat, através dos experimentos musicais que não perdiam de vista o objetivo de promover um baile para “dançar agarradinho”.

De clássicos do brega, o repertório evoluiu para criações autorais e inéditas, que começaram a ser gravadas e deram origem ao primeiro disco da banda, o homônimo Academia da Berlinda, de 2007. O segundo álbum, Olindance, chegou em 2011 e consolidou o estilo do grupo, mesclando gêneros dançantes pernambucanos – como o brega e a ciranda – com outras sonoridades brasileiras – como a jovem guarda, o carimbó e a guitarrada paraense -, e especialmente com gêneros de baile latino-americanos e africanos, como a cumbia, o semba, a guaracha e o bugalloo.

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