A trajetória de Tassia Holsbach

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Cantora vence obstáculos e lança o “Cara Lavada”

Por muito pouco este EP de estreia de Tassia Holsbach, “Cara Lavada”, não sai. Mas por muito pouco mesmo. Se dependesse do ritmo normal do destino, fazia dois dias que ela, em 2015, havia decidido abandonar a carreira de cantora e compositora. Até que a história faz uma curva e a trajetória entra em um cenário que nos brinda com essa pepita de um gênero que pode inclusive estar nascendo, o B-Pop (corruptela de Brazilian ou Brasil Pop, nos moldes do K-Pop).

Natural de Campo Grande, Tassia chegou em São Paulo aos 18 anos para cursar Faculdade de Arquitetura. A profissão a fascinava, mas não as instituições. Pingou de uma para outra faculdade e nos tempos livres quebrava de leve a promessa que fizera à mãe de “então se for para São Paulo estudar, vai parar com a música”.

Descrente do rumo acadêmico, foi para o Rio de Janeiro em 2012 e mais uma vez uma guinada do destino entrou na sua trajetória. Foi quando conheceu o produtor Bernardo Fonseca de forma despretensiosa. Conversa vai, conversa vem, começaram a produzir música juntos.

Saíram daí as quatro primeiras canções, que ela soltou: “Domingo”, “Menino Bruno”, “Peço” e “Raspas de Papai Noel”. As duas primeiras numa MPB disfarçada em blues, e as duas últimas numa levada mais brasileira.

Só que suas pregas vocais lhe deram uma rasteira depois disso. Nódulos, cistos, diagnósticos de cirurgia quase emergencial e terapias alternativas se tornaram parte da rotina dela. Como possível último tiro, foi atrás da fonoaudióloga Janaina Pimenta, em Belo Horizonte. O tratamento intensivo de 10 dias virou mês e meio e ela foi ficando até completar dois anos em BH. O marido da fonoaudióloga é, por acaso (ou não), produtor musical.

Daí, começaram a ensaiar com banda, testar o vocal da moça, e quando percebeu ela estava subindo aos palcos para cumprir recomendação de outra pessoa importante na sua trajetória, o produtor renomado Dudu Borges. O cara que gravou de Luan Santanna a Michel Teló, passando por Fernando & Sorocaba, João Bosco & Vinicius, Lucas Lucco e Cristiano Araujo, escutou a moça, surgiu química entre eles, e recomendou a ela: “Você precisa de bagagem de palco. Precisa tocar”.

Foi o que ela fez, até ambos saberem que estava madura para gravar o “Cara Lavada”. São quatro músicas que cravam tudo o que ela passou nesse período desde que saiu de Campo Grande. Pode ser percebida a influência reggaeira, em um clima praiano/tropical diluído em texturas e camadas suaves em “Facilito”. E muito do hip hop que a encanta nas três faixas seguintes, que a fazem brincar que seu gênero talvez seja o pop hop.

“O Que Eu Não Dei Para Ninguém” é quase uma balada romântica, com acento forte de teclado, enquanto “Tão Bem” flerta com soul, jazz e blues. Já “Desarrumar” é ao alcance de pista de dança em hip hop dançante. Disponível em todas as plataformas digitais, você pode ouvir o disco inteiro clicando aqui.

Agradecimentos: Letícia Saraiva e Perfexx Assessoria.

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