Com financiamento coletivo, jovens autores abrem editora para “nocautear” amantes da literatura

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Criada por Maik Barbara e Vilto Reis, Editora Nocaute quer dar espaço a escritores brasileiros que planejam golpear o leitor com obras originais

Aos 24 anos de idade, Vilto Reis já carregava certo prestígio na cena literária por criar e gerir o site Homo Literatus, um dos maiores do gênero no Brasil. O feito, porém, não saciava sua vocação para ser escritor e, ao classificar-se como finalista no Prêmio SESC de Literatura de 2015 com o romance Um Gato Chamado Borges, ele viu sua primeira oportunidade real de lançar seu livro por uma editora. O caminho, porém, teve alguns desvios. “Conversei com editoras tradicionais e agentes literários para tentar a publicação da obra, confiante após a repercussão do prêmio. Contudo, poucas foram as respostas, e as negativas geraram um novo interesse em mim, o de lançar o livro de forma independente e abrir minha editora”, ressalta Vilto.

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Profissional de comunicação acostumado a fazer leitura crítica de originais e editar a revista de contos Pulp Fiction, o autor de Blumenau (SC) decidiu dar esse passo importante. Foi com a parceria de Maik Barbara, residente em Franca (SP), que atua com comércio exterior, mas já foi designer gráfico, professor de Gestão em Arte e Cultura e trabalhou com o mercado editorial no desenvolvimento e produção de livros físicos, que a Editora Nocaute enfim viu a luz do dia. “Decidimos apostar no financiamento coletivo em um projeto do Catarse para publicação do livro e abertura da empresa. Mais de duzentas pessoas de todo o país acreditaram na ideia e apoiaram financeiramente o projeto, o que possibilitou que Um gato chamado Borges chegasse aos leitores em versão impressa” afirma Maik, que, entre outros projetos, criou a série de realismo fantástico O Mestre Mantenedor de Mundos.

Editora Independente

Nascida e criada na internet, a Editoria Nocaute carrega em seu DNA o coletivismo característico dos bons projetos formados – e tocados – pela rede. “Não existisse o site Homo Literatus, não haveria Editora Nocaute. Com três anos de site, marcamos o primeiro encontro de colaboradores em janeiro de 2015, na Praia dos Ingleses (em Santa Catarina), e foi numa tarde de bate-papo descontraído, na sombra de um guarda-sol, que a ideia nasceu. Percebemos que tínhamos ali todos os profissionais necessários para tocar uma editora, como leitores críticos, revisores, designers, ilustradores, profissionais de marketing e até de gerenciamento de e-commerce.”

Segundo os cabeças do projeto, o objetivo da Nocaute é publicar escritores brasileiros ainda desconhecidos, ou seja, revelar novos nomes na literatura nacional a fim de projetá-los e apresentá-los aos leitores, tanto no Brasil como no mundo. “Temos um projeto de tradução para o inglês, mandarim, espanhol e francês, e esperamos, por meio de ebooks, atingir um público no exterior interessado em ler coisas diferentes.” Para saber mais sobre a editora, apoiar o projeto e comprar o livro Um Gato Chamado Borges, acesse: http://www.editoranocaute.com.br.

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