Aláfia lança trilha sonora para a cidade de São Paulo

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Terceiro álbum da banda reflete questões políticas, sociais e raciais dentro da capital paulista

Após pouco mais de um ano desde “Corpura”, o Aláfia (‘caminhos abertos’ em iorubá) lança, em todas as plataformas digitais, “SP Não É Sopa – Na Beirada Esquenta”. Com 11 faixas, o novo disco – produzido e dirigido por Eduardo Brechó – é trilha sonora para a megalópole e conta com a participação de vários artistas locais. “São Paulo é uma relação de amor e ódio mesmo. Pensei muito nas grandes trilhas de blaxploitation para produzir esta homenagem concreta e ácida”, explica Brechó, autor de dez das onze faixas listadas na obra. “As letras falam da Amaral Gurgel, Bela Vista, Brasilândia, Vila Madalena, São Mateus, Capão Redondo e vizinhanças que circulamos”, completa.

Considerado pelos onze membros da banda como um desdobramento de todo o trabalho realizado nesses quase seis anos de estrada, “SP Não É Sopa” é um disco de canções, com referências tradicionais em roupagens não convencionais. “Apesar de apresentarmos uma sonoridade bem diferente daquelas dos outros discos, as referências, tanto em forma quanto conteúdo, são as mesmas. Poesia, funk e candomblé são nossa raiz e não tem como não mantermos o conceito de nossa estética. A diferença é que enfatizamos elementos eletrônicos, filtros e processamentos, construímos um som mais sujo e urbano, cuja questão central é a periferia. Navegando entre caos, violência e doçura”. Os padrões rítmicos do candomblé ficam presentes neste álbum, porém com menos ênfase que nos dois anteriores: “Não há ruptura em não citar diretamente os toques e assuntos relacionados aos orixás e/ou terreiro neste trabalho, é uma outra abordagem dos mesmos ensinamentos e temas”, completa.

Participam cantando no disco Raquel Virgínia e Assucena d’As Bahias e A Cozinha Mineira, em “Mano e Mona”, Fernando Ripol do Samba do Congo em “Agogô de 5 Bocas”, e Luísa Maita em “Saracura”. As participações também incluem Vinícius Chagas no saxofone, Marco Mattoli no violão, baixo de Robinho Tavares, guitarra, violão de 7 cordas e cavaco de Julio Fejuca, ‘timbatera’ de João Parahyba e os scratches e colagens de DJ Nyack (Discopédia).

Gravado no Red Bull Studios e Fluxo Produções, a obra foi realizada com apoio do Edital PROAC 2015 da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Rodrigo Funai e Gustavo Lenza assinam a mixagem. Na masterização, Felipe Tichauer. A co-produção musical é de Filipe Gomes, baterista da banda.

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