Lobisomens à solta!

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Foto por: Thiago Almeida

Banda paulista lança “Não Tem Como Dançar Assim”, clipe gravado com GoPro sob o olhar de uma criatura folclórica

A banda é nova, mas nem por isso, deixa a ousadia de lado. Pelo contrário, acredito que essa seja uma das palavras de ordem da Iguana Gun, que teve início em 2015, na cidade de São Paulo.  Kim Macedo (vocais e guitarra), André Lerro (Guitarra), Luan Pessanha (Baixo) e Fabio Marin (bateria) são amigos de infância, cresceram ouvindo as mesmas músicas e hoje se juntam para fazer um som de responsa.

O primeiro disco da carreira está por vir, mas antes disso os rapazes apresentam o “Não Tem Como Dançar Assim”, clipe dirigido por Vitor Keese, é um tanto irreverente. Junte uma câmera GoPro, um lobisomen e temos um vídeo gravado em primeira pessoa com nuances do trash bem evidentes.

“Tínhamos referências de textura e de filmagem de outros clipes, mas queríamos uma ideia original e engraçada”, alegam os meninos. A produção é assinada por Pedro Hernandes e pelos próprios integrantes. Além disso, conta com mix e master de Victor Adura. Tudo foi documentado em locais urbanos, como a pista de BMX de Carapicuíba, ruas, praças e muros da zona sul e oeste de São Paulo

A canção é composta por estrutura simples, versos dançantes e um refrão que é ao mesmo tempo agressivo e bem palatável. “Ela surgiu no último dia da pré-produção, de forma totalmente espontânea. Ao contrário de outras do álbum, partimos de pouca referência ou influência direta. Só queríamos fazer uma música que fosse ‘dançante’ e compusemos tudo coletivamente”, confidenciam. Os meninos acreditam ainda que, por ter sido pouco lapidada,  essa seja a canção mais sincera do álbum que vem por aí.

O grupo bebe da fonte de grandes ícones do rock, como Nine Inch Nails, Motörhead, The Clash, Black Sabbath e Kings of Leon, além de Queens of the Stone Age, especialmente álbuns como Lullabies to Paralyze e Era Vulgaris. Sobre o disco, o público pode esperar por um trabalho que prioriza o instrumental e não tem medo de propor arranjos pouco comuns no rock nacional. Além disso, diferente de alguns dos grandes destaques da cena independente atual, as letras são todas em português.

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