Retrofoguetes: música para ver e ouvir

retrofoguetes foto uanderson brittes-7689.jpg A banda baiana retoma os trabalhos com Enigmascope Vol.1 e apresenta 13 faixas inéditas

O trabalho totalmente autoral da banda Retrofoguetes, Enigmascope Vol. 1, estará disponível em todas as plataformas digitais a partir dia 30 de agosto. O compilado traz consigo 13 faixas novas em um som instrumental que mescla um pouco da surf music, polca, rockabilly, jazz, e música latina. André T. assina não só a gravação, mas também a produção, mixagem, masterização. Todo esse processo aconteceu, ainda esse ano,  no Estúdio T., em Salvador (BA).

Agora Fábio Rocha (baixo) e Júlio Moreno (guitarra) chegam para somar com os veteranos Rex (bateria) e Motoró Slim (guitarra). “O disco representa o início de uma nova fase do grupo. Com a  formação renovada, a sonoridade da banda mudou e isso se deu de forma natural já que cada um trouxe sua bagagem, sua linguagem para o trabalho”, explicam os músicos. Essa mudança apresenta um apanhado de pontos positivos: mais arranjos, os solos estão mais demarcados, as harmonias foram melhor elaboradas, e claro, uma variedade maior de timbres, fato que deixou o resultado ainda mais rico.

O disco conta ainda com grandes participações, como as de Joatan Nascimento e João Teoria (trompetistas), André Becker, Kiko Souza e Ito Bispo (saxofonistas), Matias Traut e Gilmar Santos (trombonistas), André T. e Luciano Leães (tecladistas), Rudson Daniel (percussionista) e os arranjos luxuosos de sopro de Jorge Solovera. “Criamos mais espaço dentro das nossas composições para a contribuição desses músicos, já trabalhamos os arranjos pensando na inserção de outros instrumentos”, dizem os rapazes.

Para compor, o Retrô passeia entre quadrinhos, gêneros literários como ficção científica e policial, seriados de TV e, principalmente, o cinema. A ideia atual é trazer cada vez mais o tema de trilha sonora como caráter imagético. Entre os nomes que consagraram estilo spy jaz, ou de forma mais abrangente, spy music, estão: John Barry, Lalo Schifrin, Jerry Goldsmith, Henry Mancini e os italianos Ennio Morricone, Bruno Nicolai e Piero Piccioni. “Eles trouxeram para as trilhas o que era pop na década de 60. O jazz, o rock, a bossa nova, a muzak, a música latina, a surf music, acrescentando doses de suspense, de tensão, romance e mistério às melodias e harmonias”, relata a banda. Sendo assim, o Enigmascope é quase um tributo ao gênero e a esses compositores.

Toda a arte que acompanha o álbum foi desenhada por Rex e Iansã Negrão, que são sócios na Santo Design e Editora de Arte do jornal Correio. “Usamos como ponto de partida uma geografia emocional em torno das capas de discos de nossas coleções pessoais. A pesquisa tipográfica deveria trazer essa sensação de vinil mais bonito do mundo”, diz Rex. E foi nesse meio que as fotos do diretor de vídeo e fotógrafo Pico Garcez fizeram todo sentido: as bond girls, o glamour dos filmes de espionagem, o disfarce, a dupla identidade estavam ali num ensaio expressivo com manequins congeladas de diversas partes do mundo. Ou seja, conversa bastante com o conteúdo sonoro.

Com quatorze anos de estrada, uma demo e dois álbuns lançados, o grupo se vê na evolução do que já criaram até aqui. Isso fica claro por conta da pluralidade de gêneros, conceito consolidado e a diversidade de instrumentos e artistas convidados. “Somos músicos maduros e fizemos um disco mais consistente, sem gorduras. Conseguimos fazer algo bem próximo do que a gente sempre idealizou”, finaliza Rex.

Ouça o disco aqui: http://goo.gl/mq3H4A

enigmascope_capa_alta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s