PopPorn – muito além da putaria

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Primeiro de tudo, gostaria de pedir desculpas pela demora em fazer esse post, mas o festival rolou entre os dias que aconteceu minha pré-banca (pra quem não sabe estou no 7º semestre de jornalismo) e por mais que meu grupo estivesse bem adiantado no trabalho, sempre resta uma pendência e outra para deixar tudo mais completo.

Mas enfim, vamos ao que interessa, afinal, o segundo dia de PopPorn veio cheio de atividades. A programação era bem extensa e tinha início às 14h, porém, com 1h hora de atraso, a porta da Trackers foi liberada para os primeiros participantes. Fui direto para o 3º andar participar do debate Famílias, modelos, estruturas e rupturas que falava sobre os novos modelos da estrutura familiar. Para desenvolver o assunto estavam presentes Suzy Capó, uma das idealizadoras do festival, lésbica e que hoje em dia, divide um apartamento com a companheira e a filha de 7 anos dela, fruto de outro casamento; Marina Pecoraro mãe solteira e ex-atriz de pornochanchada; Flávia Amorim e Diogo Batalha, que estão à frente do movimento Amor Livre, que é contra a monogamia compulsória; e a sexóloga Lelah Monteiro. O papo se manteve bem aberto e descontraído, apesar de poucos participantes, o assunto rendeu bastante, já que cada um tinha uma história diferente para dividir. Ao fim das trocas de experiências, saí de lá com outra visão sobre monogamia, “possessão” do ser amado e principalmente, sobre as distintas preferências de cada um. Um grande aprendizado.

Depois corri para o andar abaixo, a fim de ver os grupos de curtas que ali seriam exibidos. As produções tinham os mais variados estilos: amador, gay, explícito, não explícito, documentário, dirigido por mulher, heterossexual, lésbico, pansexual, transgênero, fetiche e profissional do sexo. Primeiro, vi uma série de criações internacionais: Lauralove90, que era um retrato erótico de Laura, melhor amiga da cineasta Anne Leonie, muito delicado e bonito; Bikini Boyyx – Rainhas do Bairro, uma mistura de arte e sexo; Casting, que retrata a busca de prazer através de um seleção de candidatas; Dyke March, que conta o encontro de um homem com uma bela transex e Girl Crush, que apresenta o sexo explícito entre duas mulheres.

Emendei com a sessão brazuca que vinha com Urano; La Petite Mort; Fruto Proibido e Dildos. Dou destaque para os dois primeiros, que misturam humor com prazer. Os restantes foram no mínimo trash, mas garantiu a atenção do público também.

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Logo depois parti para o Lounge que também acomodava um bar, procurava apenas uma cerveja, mas me deparei com uma sessão de lap dance. Não sabe o que é? Pois trata-se de um tipo de striptease onde o dançarino pode sentar no colo do cliente. Cheguei tímida e observei por alguns minutos o talentoso Marcelo D’Avilla seduzir cada pessoa que sentava-se na cadeira a sua frente. Na parede, uma lista de músicas dignas de sexy time que iam de Justin Timberlake a Peggy Lee, era oferecida para o participante escolher qual canção gostaria de receber sua dança. E foi com Buttons do falecido grupo The Pussycat Dolls que o dançarino me deixou sem fôlego durante os 4 minutos de batida.

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Ali no mesmo espaço, dois notebooks foram posicionados para funcionar o “confessionário”, um tipo de teste virtual com as perguntas mais safadinhas que se pode imaginar. O passatempo foi idealizado pela XPlastic, colaboradora do festival.

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Acha que acabou? Está muito enganado! Tome um arzinho, que ainda tem muita coisa pela frente. A dançarina Sweetie Bird surpreendeu a todos em um striptease ao som de Perigosa de As Frenéticas, provando que não importa a música, a sensualidade vem da pessoa. Depois partimos para a Sala Azul, onde aconteceria a performance Semen-Te, onde T. Angel coletou sêmen de diferentes homens durante uma semana e congelou o material em formato de coração. Durante a ação o performer totalmente nu, esfregou os cubos de gelo em seu corpo até que eles derretessem. No telão ao fundo da sala, imagens de homens se masturbando eram exibidas simultaneamente.

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Não contente, dei uma espiada na aula de fotografia erótica que rolava no 3º andar, na sala de workshops. Lá o professor Fernando Lessa deu aos participantes a oportunidade de vivenciar um ensaio sensual com duas modelos, e ainda disparava dicas e trocava informações para conseguir o retrato perfeito. Para fechar a noite, passei pelo térreo e vi final do filme Zombio 2: Chimarrão Zombies, produção nacional e que misturava o pornô com recém-falecidos raivosos. Hilário. Um dos pontos mais interessantes de todo o festival é que os padrões de beleza foram quebrados em todas as atividades, ninguém era extremamente magro, alto, loiro, branco, etc. Foi uma grande mistura de culturas, uma farra dos corpos reais e principalmente, da exposição do prazer. Infelizmente, não pude comparecer ao domingo, já que minha pré-banca era no dia seguinte, mas esses dois dias de PopPorn me fizeram refletir muito e com certeza, abrir mais a mente. Uma experiência que indico à todos. Que venha a 5ª edição!

Não sabe nada sobre a abertura do PopPorn? Confere aí: http://senta.la/19tfp

Fotos: PopPorn, Thiago Roberto, Miyuki Tachibana, Allan Gonçalves.

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