Mart’nália e o “Samba” esquentam o fim de semana

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No finalzinho de dezembro veio o anúncio: Jorge Ben faria um show na choperia do Sesc Pompéia, acompanhado da banda Los Sebosos Postizos, grupo formado por uma parte do Nação Zumbi e que já canta as músicas do consagrado cantor. Foram horas e horas de fãs na fila de diversas unidades da instituição, para conseguir comprar um ingresso para a apresentação. Também pudera, o ingresso era a preço de banana. R$50 a inteira, valor que parece brincadeira perto de grandes casas de shows de São Paulo. Foram precisos apenas 20 minutos para que os quatro dias de performance fossem dadas como esgotada. Porém, por motivos de saúde, Jorge que hoje aos 68 anos, foi impossibilitado de se locomover de Orlando (EUA), cidade em que mora atualmente.

Porém, quem achou que uma das unidades mais badaladas de São Paulo iria passar o fim de semana em silêncio, se enganou. Rapidamente, eles ligaram para Mart’nália, que já estava ensaiando o novo show Samba, para estrear no mesmo local, porém, daqui uns meses. No entanto, por conta da correria, as apresentações aconteceram no sábado (25) e domingo (26).

Apesar de não ser muito chegada ao estilo musical, decidi me juntar a amigos queridos e curtir uma tarde de muito calor na Pompéia. A filha de Martinho da Vila entrou com sua banda de mãos dadas, cantarolando em uma linda capela a música Canta, Canta, Minha Gente de seu pai. Isso já foi o bastante para esquentar a plateia que estava tão animada quanto o sol que seguia forte e quente, mesmo ao final da tarde (santo horário de verão!).

Eu que não conhecia muito do repertório da cantora, me surpreendi ao ouvi-la cantar diversos clássicos do samba, que fizeram parte da música brasileira. E isso foi algo que combinou – e muito – com o aniversário de 460 anos de São Paulo, afinal, no repertório estavam presentes sucessos de Noel Rosa, Cartola, Luiz Carlos da Vila e até de Vinícius de Moraes. Claro, a canção que é a cara de Sampa, também não poderia ficar de fora. Estou falando de Trem das Onze, que ficou famosa na voz do grupo Demônios da Garoa e passa de geração para geração. 

Mart’nália fez questão de cantar outros trabalhos famosos da carreira de seu pai, como por exemplo, Casa de Bamba Madalena do Jocu, que fez o público que era pra lá de diversificado, dançar até ficar molhado de suor. Outros sucessos da cena brasileira também foram lembrados, como Pé do Meu Samba, do nosso baiano Caetano Veloso, Fato Consumado do Djavan e Quem Te Viu, Quem Te Vê de Chico Buarque. Ou seja, a cantora foi muito feliz em sua miscelânea brazuca e alegrou o público até o fim das quase duas horas de apresentação.

Mas claro que algumas das suas produções também estavam presentes nesse domingo ensolarado, por isso, a plateia cantou fervorosamente Cabide, Entretanto, Chega e Casa 1 da Vila. Para fechar com chave de ouro, a morena quis homenagear aquele que deveria estar no palco, Jorge Ben. E em um couro saudoso de “Oooô lariá laiô obá obá obá,
Oooô ooô ooô lariá laiô obá obá obá”, Mais Que Nada ganhou uma versão mais chegada ao samba de raiz.

E qual foi a lição que aprendemos hoje? O preconceito musical não nos pertence!

Ps: Agradecimentos especiais para o Ed e a Dennise, por me ajudarem a lembrar e conseguir os nomes das músicas.

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