Sábado power: Lucas Santtana e Cícero

É uma delícia acordar com o dia bonito aqui nessa cidade cinza, não é mesmo? Sábado passado (26), São Paulo estava tão bonito que eu decidi aproveitar o sol, que estava pra lá de escaldante. À convite da minha amiga Juliana, que trabalha na Verdura Produções Culturais fui conferir um dos dias de espetáculo do projeto Pequenos Contemporâneosque consiste em levar artistas atuais para cantar músicas infantis, como Os Saltimbancos e Sítio do Pica Pau Amarelo. Mas o sábado foi dedicado ao Trem da Alegria, grupo que fez sucesso entre 84 e 92, porém na voz de Lucas Santtana.

1291627_10153338277325078_1545166050_oA parte difícil? Ir até o Sesc Santo Amaro! Porque eu nunca tinha ido até o bairro e sabia que a volta que eu daria seria grande. Mas acordei relativamente cedo, e me programei para sair de casa umas 2 horas antes, só para não se atrasar caso eu me perdesse. E posso dizer que foi uma experiência muito boa, estava munida ao meu Misto Quente do Bukowski e a linha esmeralda da CPTM mais parece um metrô, então foi bem tranquilo. Ao descer na estação Santo Amaro, basta fazer baldiação para o metrô que te deixa na estação Largo Treze e dá pra ir a pé para o Sesc. O lugar é muito bonito, pena que cheguei em cima da hora e não pude explorar melhor o espaço.

PANO_20131026_162806855

Entrei no teatro rapidinho e foi uma delícia ver tantas crianças com seus pais, esperando pelo show que logo viria. O baiano abriu a tarde com Uni Duni Tê  e foi engraçado ver como os adultos (inclusive eu) estavam mais animados que os pequenos, por serem músicas mais antigas. Depois veio Chocolate, a fofíssima Pra Ver Se Cola, mas foi só com Piuí, Abacaxi que a molecada se soltou e foi pular com Lucas em cima do palco. E aí, foi só festa, o cantor entrou no clima, colocou uma peruca colorida na cabeça e pulou sem parar com os pequenos para lá e pra cá. Uns até arriscaram fazer uma capelinha com Santtana, cantarolando entre um verso e outro. E os pais babando, é claro. Me senti um pouco velha, porque sabia cantar todas as músicas, haha. A apresentação durou cerca de 1h e foi uma experiência única, diferente e acima de tudo muito divertida. Já fiquei sabendo que Lucas e sua banda vão para o Pompéia dia 21/11 e apresentará músicas de seu repertório delicioso que está presente no disco O Deus Que Devasta Mas Também Curalançado no finalzinho do ano passado. Os ingressos já estão à venda em toda rede Sesc e custam de R$3,20 a R$16, imperdível!

Depois de uma paradinha para comer no Tollocos, foi hora de correr para o Sesc Pompéia e prestigiar o show que eu mais esperei esse ano: Cícero. E é triste dizer que foi uma grande decepção. Não sei se eu tinha criado muita expectativa, se a minha birra com Sábado – segundo disco do carioca, lançado em setembro – já era grande ou se eu estava em outro clima, por ter acompanhado o agitadíssimo Lucas Santtana a tarde, mas não me convenceu. A apresentação que começou pontualmente às 21h30, abriu com Fuga Nº 3 da Rua Nestor que faz parte desse segundo trabalho e por aí foi. A platéia estava enfervecida, também pudera, um show que teve seus ingressos esgotados poucos minutos depois de começar as vendas, e tempos antes do “grande dia” desistentes ofereciam suas entradas por até R$100 (o mesmo originalmente foi vendido na bilheteria do Sesc por R$20 a inteira), já era esperado fãs entusiasmados.

IMG_20131026_214116[1]

O grande erro de Cícero, assim como muitos de vocês já devem ter lido pela internet, foi que ele usou todo o seu talento em Canções de Apartamento e decidiu fazer de Sábado algo mais experimental, não sei se isso foi proposital ou não. Mas o fato é que não agradou muito. Porém, o show valeu só por ter ouvido Tempo de Pipa, Vagalumes Cegos e Açúcar ou Adoçante. Cícero mostrou-se meio tímido durante todo o tempo que esteve no palco, mas revelou uma doçura que já era prevista por meio de sua voz. Ele pouco falou com a plateia, mas não acredito que seja por ser blasé, não. Pelo contrário, fiquei sabendo que ele recebeu muitas pessoas após a apresentação e foi simpático com todos. Bem no comecinho de seu show ele nos revelou um segredo: “Estou nervoso. É difícil fazer show em São Paulo, né? Vocês têm muitas coisas boas por aqui”. O que me deixou realmente espantada, foi o bis do rapaz. A gente que é muito ativa em shows “alternês” de Sampa, já está acostumado com aquele roteiro: canta algumas música, sai, faz um charme, volta para o bis e canta pelo menos mais duas músicas. Pois é, o Cícero voltou, mas fez uma capela e saiu correndo do palco. Poxa, esperava mais músicas do Canções, como por exemplo, Ensaio Sobre Ela, que tem uma letra belíssima e uma melodia perfeita. Não vou ser toda cricri e acabar com o rapaz: ele é bom, tem seu talento, mas esse novo disco não funcionou pra mim – mas pode funcionar pra você, vai saber. É uma questão de gosto, gente.

Mesmo assim, quando ele voltar à São Paulo, faço questão de comparecer novamente, porque dançar Tempo de Pipa não tem preço!

Fotos: Aline Paz | Agradecimentos: Verdura

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s