Cine Matilha e O Abismo Prateado

1373454385808Lembram quando eu falei sobre a Matilha Cultural aqui no blog? Resumindo, é um centro cultural lindinho que tem ali na região da República, onde entre muitos adjetivos, recebem animais de estimação sem problema algum.

Na última sexta-feira eu fui até lá conferir o cinema do local. As sessões são gratuitas e sempre tem dois filmes da atualidade, que gerem um questionamento e reflexão no espectador.

Cheguei em cima da horas (êê, trânsito de São Paulo) e encontrei com o meu amigo Eliel (que também colabora aqui às vezes) para ver O Abismo Prateado. O filme que é baseado na música Olhos Nos Olhos de Chico Buarque, foi lançado em 2011 e tem como protagonista a Alessandra Negrini. Eu admiro muito o trabalho da Alessandra, acho ela excepcional, principalmente em filmes (quem não ficou impressionado com 2 Coelhos ?).

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Violeta (Alessandra Negrini) tem uma vida ala comercial de margarina: casou-se muito cedo com Djalma (Otto Jr.), dessa união teve um filho, acabou de conseguir o apartamento próprio e é uma dentista bem sucedida. Até que um dia seu marido deixa uma mensagem em seu celular dizendo que vai embora, que não vai mais voltar. É então, que a mulher cai em tremendo abismo de aflições e dúvidas. Afinal, após ter sido deixada para trás, sem maiores explicações, ela tenta de todo o modo dar fim a sua dor e encontrar o marido.

Em um noite sem rumo, Violeta é surpreendida por diversos acontecimentos, encontros e desencontros. Preste atenção no quantidade de poluição sonora que há em grande parte do longa, fato que dramatiza ainda mais a angústia em que vive. Um dos momentos mais profundos da trama é quando ela tem um encontro inusitado com Bel (Gabi Pereira), uma pequena criança que junto com seu pai, fora abandonada por sua mãe.  É então que acontece um dos melhores diálogos do roteiro:

“Mas falando sério, toma sorvete mesmo! Sorvete é gostoso, deixa a gente feliz e ajuda a tirar a dor.”

Diferente de outras produções do diretor Karim Aiinouz, essa é uma película mais profunda, que tem como objetivo relatar a dor de uma mulher deixada para trás, fato que acontece todos os dias. A chave de ouro fica por conta da música Olhos Nos Olhos, porém, na voz de Bárbara Eugênia. Uma bela e dramática versão, a cara do filme.

o-abismo-prateado2“Eu não te amo mais. Eu não te amo mais. Eu não te amo mais.”

Sobre o lugar, apesar de pequeno é bem legal. Não tive dificuldade para pegar ingressos, na verdade a sala estava bastante vazia. As cadeiras são muito confortáveis, a tela é um tanto pequena, mas levando em conta que são apenas 68 lugares, é de bom tamanho. Ou seja, para quem adora cinema, mas vive sem grana, é uma boa opção. Aproveite para ver a exposição que tem no primeiro piso, Calar A Boca Nunca Mais, sobre os últimos protestos e manifestações do país. Essa semana entra em cartaz na Matilha os filmes A Memória Que Me Contam Depois de Maio. Dá uma passada por lá!

Matilha Cultural:

Rua Rêgo Freitas, 542

São Paulo – SP

Um comentário em “Cine Matilha e O Abismo Prateado

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