Carlos Careqa e a Ladeira da Memória

921558_295343967278882_1092459334_oSexta (12) fui ao Sesc Pompéia conferir o show do Titãs. A banda estava em uma série de shows que vinha desde o outro fim de semana no local, com ingressos disputados. Mas infelizmente, na última hora o show foi cancelado.

Minha mãe que já estava por lá me esperando, comprou o ingresso de um show que rolaria no teatro, sem saber muito bem o que era. Para a minha surpresa era um show de Carlos Careqa, com um novo projeto chamado Ladeira da Memória. O disco que foi lançado pelo selo Sesc é uma homenagem à vanguarda paulista. Segundo o próprio Careqa, o disco que o inspirou a seguir com esse trabalho foi o Sinal Fechado de Chico Buarque, que reunia canções de outros compositores em um tempo em que era difícil expressar-se por meio da música. Portanto, decidiu reunir as músicas que o marcaram afetivamente no meio da música brasileira e o resultado foi ótimo. O disco conta com participações de vários artistas como o próprio Chico Buarque, Mariana Aydar, entre outros.

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Naquela sexta-feira Carlos contava com a presença de Marcelo Preto, Bruna Caram, Vânia Abreu, Toninho Ferragutti com sua sanfona e Celine Imbert. O grupo estava muito entrosado e ao revezar o palco, sempre faziam uma graça para divertir e animar o público. Fato que deixou o clima da noite muito agradável e me fez fixar a atenção em tudo, do início ao fim. Um dos pontos altos do show foi quando Bruna cantou A Companheira sorrindo por toda a canção e esbanjando alegria.

Entre uma canção e outra, Careqa agradeceu o Sesc pelo espaço no palco e desabafou: “No Brasil as coisas são todas ao contrário: o Serviço Social do Comércio (Sesc) cuida da cultura e o Ministério da Cultura trata do comércio”. Quem acompanha esse blog sabe que sou grande admiradora dessa instituição e essa afirmação dele sempre foi algo que pensei. O trabalho de toda a rede Sesc é muito lindo e faz com que vários públicos tenha acesso à cultura.

Ao final, o comandante da noite trouxe todos os seus convidados e fez um bis de Padariamúsica que contou com arranjos de Mario Manga e que os outros não haviam ensaiado, o que gerou muitas risadas entre eles e consequentemente na plateia. Mas no final tudo deu certo.

Para o meu azar, no sábado o próprio Chico Buarque apareceu no meio da apresentação de surpresa. Nunca consegui ver um show do Chico, apesar de ser grande fã (por questão de: $$$) e teria ficado muito feliz em vê-lo cantar de pertinho, ao menos uma vez na vida. Mas é a vida é assim mesmo, quem sabe não acontece outra oportunidade?

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