8º Festival de Cinema Latino-Americano

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O Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo reuniu nessa última semana a programação de sua oitava edição em um panorama exemplar da produção audiovisual nos países da região. Esse ano o festival foi exibido nos seguintes centros culturais: Memorial, Cinemateca, Cinesesc, Sabesp e no Cinusp. Além de estreias, outros grandes nomes do cinema foram exibidos.

No sábado depois de ter ido almoçar no Takayama Sushi (meu queridinho da culinária japonesa), fui ao Memorial ver a pré-estreia de Éden. O lugar estava muito bonito, iluminado com luzes cor-de-rosa e por ali já circulavam algumas pessoas. Pegar o ingresso não foi difícil, não havia fila e tudo foi bem tranquilo. Antes de entrar no auditório, a protagonista do filme estava lá fora, super acessível, dando entrevistas e posando para fotos.

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O filme conta a história de Karine, uma mulher de 30 anos, que está grávida de 8 meses. Tudo estaria perfeito, caso o seu marido não tivesse sido assassinado na comunidade em que moram no Rio de Janeiro. Ela e o irmão Wagner quase morrem de tristeza, com a falta do homem honesto que seria pai em breve. Eles são salvos pelo pastor Naldo, que comanda a igreja Evangélica do Éden. Para superar a falta do marido, ela se agarra à religião e ao nascimento do filho. As cenas são bem longas, mas o filme segue a linha poética. Assim como o aclamado Elenada diretora Petra Costa, os filmes nacionais ultimamente têm seguido esse caminho: longos silêncios, fotografia impecável e uma sonoplastia bem impactante. Diria que tem um quê de cinema francês.

O diretor Bruno Safadi discursou ao início da sessão e disse que a obra foi grava em apenas 2 semanas, o que me fez ficar mais encantada. O grade destaque de atuação, além da maravilhosa Leandra Leal que eu sempre admirei o trabalho, fica por conta de João Miguel que dá vida a Pastor Naldo. Ele nem de longe lembra o pacífico Gustavo de Era Uma Vez Eu, Verônica, que eu vi no começo desse ano.

Ao final da sessão o clima era de descontração no Memorial. Ali mesmo no Auditório rolou um coquetel, onde foram servidos cerveja, vodka e petiscos, além de contar com a discotecagem do cantor Tatá Aeroplano. A noite foi embalada por todos os tipos de músicas brasileiras e latinas, desde Chico Buarque a Céu, passando por Gipsy Kings e Otto. O ponto alto da festa foi quando o ex-integrante da Cérebro Eletrônico soltou Alegria, Alegria Caetano Veloso, um dos grandes marcos iniciais do movimento tropicalista. A galera dançou junto, sem preconceitos com ninguém em uma grande roda. Coisa linda de se ver.

O festival ainda rola hoje e amanhã e a programação pode ser acompanhada pelo site do evento: http://www.festlatinosp.com.br . Uma grande oportunidade de conferir grandes destaques do cinema totalmente na faixa!

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Fotos: Facebook 8º Festival de Cinema Latino-Americano.

 

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