Pélico, Casa do Mancha e a reunião de amigos artistas

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Do lado de fora parece ser apenas mais uma casa, entre muitas que formam o bairro da Vila Madalena. Da rua ninguém percebe, não há placas e nem letreiros. A questão é que por trás desse pacato portão, a arte corre solta e para descobrir é necessário arriscar, abri-lo e dar a cara pra bater “Hey, aqui é a Casa do Mancha”. Pois tenho dito, se você chegou até a Rua Filipe Alcaçova, você está, sim,  na Casa do Mancha. A ideia veio de querer compartilhar as festas que rolavam em casa, por isso o editor de vídeos Mancha Leonel e seu sócio, o produtor Tomaz Afs decidiram abrir as portas e receber o público.

A noite começa às 17hrs e vai até às 23hrs, para não criar problema com os vizinhos de um rua aparentemente tão silenciosa. E foi atraída por esse clima underground que tanto comentaram no Foursquare que eu fui até lá ver com os meus próprios olhos como a noite funciona na casa de Leonel. No dia 06 quem comandava a noite era o cantor e compositor paulistano Pélico. O show que custava R$15,00 (só aceita dinheiro), estava marcado para começar às 20hrs, já para não desrespeitar o horário estipulado. Entrei com meu amigo Ed e já fiquei encantada. O primeiro ambiente é como se fosse uma garagem/quintal onde as paredes expõem diversos grafites e não faltam penduricalhos por todos os cantos, um manequim bem estiloso e luzinhas de natal, por exemplo. A parte legal é que lá parece uma grande reunião de amigos artistas, isso mesmo. Vejam bem, eu fui para conferir o show do Pélico e assim que entrei ele estava lá com a galera, super acessível e conversando com todos. Entre o pessoal também estavam: Rafael Castro, Filipe Catto e Bárbara Eugênia, além de claro, o mandante da festa, o Mancha.

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A primeira coisa que fiz, foi ir até o barzinho, que tratasse de um balcão simples, com dois barmans super simpáticos atrás. Depois de duas Stellas e um mojito, que por sinal é maravilhoso, arrisquei um drink da casa: Sunshine Romance, uma misturinha de vodka, suco de morango que deu super certo. Outro muito famoso do lugar é o Maucalay, mas esse eu não tomei portanto, deixo a minha dica com o Romance mesmo. Além de ótimos drinks, afinal, não é em qualquer lugar que você toma um bom mojito, as bebidinhas tem preços justos. Copos grandes (como dá pra ver na foto), cada drink custa de R$12 a R$16, a cerveja Stella ou Heineken long neck por R$6. Precinho camarada, não?

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E o que dizer de um lugar que tem arte até no banheiro? Pois é, o toalete unissex do local é cheio de recadinhos simpáticos, desenhos bonitos e símbolos de artistas independentes que já passaram pela casa. Ou seja, é uma casa cheia de detalhes. Mas calma, não se empolgue lendo e observando as figuras, porque lá fora rola uma fila pra usar o banheiro.CasadoMancha3

1010971_534735539897349_1147284216_nOs shows acontecem dentro da sala do Mancha, o ambiente é todo escuro, iluminado apenas com luzes de natal, que torna o clima mais aconchegante ainda. O fato do músico estar muito próximo ao público, também alimenta essa ideia de reunião de amigos. A maior parte do repertório da noite foi composta com canções do seu último trabalho Que Isso Fique Entre Nós, lançado em 2011, o disco que o deixou conhecido como compositor que transformou um divórcio em música. Ainda arriscou em duas músicas do trabalho de 2008, O Último Dia de Um Homem Sem Juízo e fez todos cantarem juntos. Muito a vontade, ele que bebericava um copo de cachaça entre uma música e outra, tratou de chamar seu amigo Filipe Catto para cantar Sem Medida, música que Catto regravou em seu novo CD. Logo depois, foi a vez de Bárbara Eugênia, que chegou ao show correndo, mas conseguiu entrar a tempo de subir ao palco e exibir seu novo visual: cabelos mais curtos e ruivos! Os dois cantaram a música Roupa Suja que faz parte do novo disco de Bárbara, É O Que Temos. Por último e não menos importante, Rafael Castro o ajudou com a animadinha Vamo Tentá. Entre um sorriso e outro, Pélico fechou o show com a deliciosa baladinha Recado e fez todos o acompanhar em um coro bonito de “lalalararara” logo após de versos entoados com voz firme: “Enfim me despeço, pois a dor e saudade não vão te deixar”. Nem precisou sair do “palco” para o pessoal pedir bis, então ele tocou novamente a canção Não Éramos Tão Assim e fez questão de dividir o microfone com algumas meninas que estavam bem à sua frente.

Saí de lá sorrindo, com a impressão que tinha mesmo ido a uma reunião de amigos e com vontade de voltar, dentro em breve.

Ouça e baixe gratuitamente o disco Que Isso Fique Entre Nós [2011].

PS: As fotos do palco ficaram péssimas, porque nós só estávamos com celular e como o lugar era escuro, só deu pra pegar a sombra do Pélico e da Bárbara Eugênia na foto acima. Sim, preciso comprar uma câmera descente o mais rápido possível.

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