17º Festival da Cultura Inglesa

e8d36cbcdd2111e2813a22000a1f8f34_7Depois de todo o sufoco que passei ano passado no 16º Festival da Cultura Inglesa, fiquei um pouco receosa do que esperar para esse ano. Porém, nessa nova edição a organização arrasou! Primeiro, pela localização, afinal o Memorial da América Latina é do lado da estação de metrô Barra Funda e creio eu que seja melhor acesso à todos, do que o Parque da Independência (lá no Ipiranga, beem longinho da estação de trem). Depois por fazer a distribuição de ingressos, já que o show é de graça, nos anos anteriores você devia madrugar no local da apresentação, pois corria o risco de ficar pra fora – tanto é que deu a maior confusão ano passado.

Por isso, cheguei às 16hrs na frente do portal do Memorial e enfrentei o primeiro problema: além de todas os objetos que eles proíbem a entrada, livros também eram vetados. Por que? Cultura virou arma agora? Não entendi até agora, afinal, o comunicado que o próprio festival dispoibilizou dias antes não falava nada sobre livros. Entrei e ainda estava um pouco vazio, porém, apesar de atrações como a badalada tenda do karaokê, já tinha uma galera esperando pelo show do Bonde do Rolê que homenageariam os britânicos The Cure.

9f010c8edc6811e2bfa222000ae904e2_7É, disse homenagearia, se a apresentação não fosse um grande fiasco. Os integrantes entraram com perucas e maquiagem à la Robert Smith, com uma camiseta onde lia-se “Tô co CURE pegando fogo” e muita batida de funk, ou seja, só esse conjunto já foi o bastante para fazer arder os meus olhos. Sem preconceitos, já curti bastante o Bonde na época em que a Marina ainda cantava, mas a questão é que eles fugiram totalmente da proposta, afinal, não dava pra reconhecer uma música que eles “cantaram”. Para não dizer nenhuma, o refrão de Boys Don’t Cry  foi bem limpo. Diferente da Banda Uó que no ano passado fez diversas versões das letras dos Smiths e ficou no mínimo engraçado. Acho que até a própria organização do festival percebeu o quão ruim estava e mandou o pessoal cantar uma série de músicas próprias. Foi aí que eu gritei mentalmente: “QUE SAUDADE DA MARINA (ex-vocalista)”.

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Pontualmente às 17h30 a banda The Magic Numbers entrou ao palco. Formado por dois casais de irmãos eles fazem carreira há 11 anos. Atualmente estão na trilha sonora de Malhação com a música Take A Chance. A banda animou o começo de noite gelaaaaaada do festival e ainda convidou Marcelo Jeneci para ajudá-los a cantar a música You Don’t Know Me que faz parte do Transa [1972] de Caetano Veloso. O álbum foi composto quando o cantor havia sido exilado para Londres. Finalizaram a apresentação de 60 minutos com o verso: Eu agradeço ao povo brasileiro, norte, centro, sul inteiro, onde reinou o baião”.

Entre um intervalo e outro os DJs da festa estavam afiados, rolou desde The XX até Two Door Cinema Club, com o melhor da indie rock da atualidade, além dos clássicos Strokes e Smiths, é claro. Um dos únicos pontos negativos, com certeza, era a venda tanto de comidas e bebidas. Isso porque a organização não deixou entrar com quase nada (só bolacha e alimentos industrializados, devidamente lacrados), fora o abuso de preço no que era vendido lá dentro. Cachorro quente por R$10,00, um copinho com mini churros (média de 6 por porção) R$6,00, saco de pipoca R$6,00, sem falar no copo de água por R$4,00 e o refri por R$6,00! Um absurdo!

nasshh

Depois da pausa pro banheiro e de bem alimentados, a primeira imagem da diva Kate Nash foi no telão com o clipe da polêmica Free My Pussy , música lançada em abril contra a prisão da banda feminina russa Pussy Riot. Depois do videoclipe ela surgiu com um vestido simples, cabelos presos em maria-chiquinha e enrolada em uma bandeira do Brasil. Para quem não sabe, Nash participou de uma das manifestações que aconteceram na Paulista, veja foto.

993773_10200906373797613_2045627040_nA primeira música do show, foi a que eu mais gostei do novo álbum, Sister. Uma canção bem riot girl e que chamou minha atenção logo de cara – sim foi meu vício durante duas semanas. A britânica mostrou ao público, estimado em 10,3 mil,  o seu lado musical mais puxado pro rock, ou seja, quem foi ali e só conhecia Foundations, se impressionou com a nova Kate. A apresentação foi composta principalmente por músicas do seu novo álbum Girl Talk [2013], mas ela não deixou de lado Do-Wa-Do e a própria Foundations que ganharam novas roupagens. A cantora estava muito agitada, desceu diversas vezes para perto da grade, distribuiu beijos e abraços aos fãs. Além de falar bastante entre uma música e outra, Kate deixou escapar que o show em São Paulo foi o melhor de sua vida, relembrando a primeira visita ao Brasil em 2011.

Elétrica, ela fechou o show com a Underestimate The Girl, acompanhada de um grupo de fãs convidados por ela mesma para subir ao palco. Muita gente aplaudiu e até chegou a ir embora, porém Kate não estava satisfeita e voltou para o bis com duas músicas bem conhecidas em sua carreira: We Get On Birds  em uma versão acústica, pra lá de fofinha.

Fotos: Instagram da Cultura Inglesa.

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