Bárbara Eugênia lança “É O Que Temos” no SESC Belenzinho

970511_293310680805075_1169001081_nFilha da nova safra de cantoras da música brasileira, Bárbara Eugênia mostra os pontos fortes que a diferencia das outras mulheres da cena em seu novo disco.

O primeiro CD veio há três anos, Journal de BAD foi recebido positivamente pela critica nacional. Capaz de aflorar doçura aos ouvintes e pudera, não havia de ser diferente, já que a mesma admite que todas as suas músicas são sobre amor em diferentes formas – o que se foi, o correspondido, o platônico e o que ainda virá – combinada com uma voz rouca e calma. Quase canções de ninar. Nesse primeiro trabalho Bárbara conseguiu 13.638 downloads gratuitos pelo site Musicoteca (não conhece? clica), isso sem contar aqueles que optaram pelo seu portal. Depois de alguns meses trabalhando no novo disco, enfim a cantora acabou com a curiosidade dos fãs.

É O Que Temos, foi lançado pela Oi Music e produzido por grandes nomes da músicas Edgar Scandurra e Clayton Martins, que estão à frente da banda Cidadão Instigado. A primeira ouvida já é possível perceber o amadurecimento da cantora, isso porque, aquela que sempre mostrou sua timidez, agora abusa da sensualidade em letras que evidenciam o tema da conquista. De cara me apaixonei por Coração, a primeira do trabalho, que se resume em uma baladinha envolvente, daquelas que se dança coladinho, com sorriso no rosto. Passei alguns dias sem conseguir tirá-la do repeat, até que soube do show de lançamento e decidi dar uma chance para as outras.

Cheguei ao SESC Belenzinho poucos minutos antes do início da apresentação e o teatro do espaço tinha cheiro de flor de laranjeira. De propósito ou se ali é sempre assim mesmo?  Bárbara subiu ao palco pontualmente às 21hrs, usando um macacão BAPHO amarelo, com um coração desenhado na bochecha, algo que já é marca registrada dela, rasgando a noite ao cantar a minha favorita – sim, Coração. É o que dizem, nada como ouvir um disco ao vivo e eu devo concordar, afinal, a junção de melodia, letra, voz e performance não se comparam ao áudio de estúdio. Então ela veio bem servida de uma banda composta pelas guitarras do próprio Edgar Scandurra e Davi Bernardo, Régis Damasceno no baixo e Clayton Martin, o mestre da bateria.

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Daí pra frente ela toma diversas influências, sem perder a personalidade serena e ao mesmo tempo forte. Passeia pelo rock setentista com toques de jovem guarda, psicodelia e o folk com notas fofas. Para isso, Bárbara não se conteve em apenas um idioma e se arrisca entre o português, inglês e francês bem sucedidos. É O Que Temos conta com a participação de Guizado, Mustache e Os Apaches e Astronauta Pinguim. Ah, além deles, a música Roupa Suja conta com a ajuda do maravilhoso Pélico e Tatá Aeroplano em Eu Não Tenho Medo da Chuva e Não Fico Só que fizeram questão de comparecer durante a apresentação para cantar e prestigiar a amiga. Os dois animaram tanto a platéia, que até ouviu-se lamentos quando o palco foi deixado. Outro que deu as caras foi o guitarrista Chankas no qual a musicista anunciou um novo projeto em parceria ao rapaz.

É engraçado pensar como nós podemos mudar de opinião ao ouvir uma canção ao vivo, não é? Não havia gostado de Por Que Brigamos, que é uma versão do grande sucesso de 70 na voz da cantora Diana – que originalmente é uma versão de I am… I Said do cantor americano Neil Diamond. Porém, lá tudo foi diferente e a melodia, que me causou estranheza no início, ganhou os meus ouvidos. Do primeiro trabalho, Bárbara cantou Por Aí e após entoar A Chave fez um desabafo aplaudido: “Russomano não me representa e o amor é maior que qualquer coisa”, afirmou em protesto ao deputado preconceituoso e polêmico Celso Russomano. Ela ainda arriscou uma versão do CARA, sim, Roberto Carlos. Fez As Curvas da Estrada de Santos de 1969 que animou a plateia no último sábado (01) frio de São Paulo e abriu junho de forma elegante.

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O público que seguia tímido, não resistiu ao ouvir You Wish You Get It  e a maioria das pessoas se levantou para dançar, finalizando com palmas e um coro de “tchuru-tchuru-tchuru” do folk animadinho. Como de praxe o pessoal pediu bis e ela voltou com uma amiga da platéia, Karine, cantando a música Pessoa Louca, fruto de um outro projeto que vem por aí. Ufa, que fôlego, ein Bárbara? O show foi fechado por Ficar Assim, relembrando o primeiro CD. Bárbara Eugênia deixou o palco aparentemente satisfeita com os ingressos, que naquela noite, haviam esgotado. É O Que Temos disse ao que veio e surpreendeu as expectativas munidos à muita simpatia e fofura.

O disco lá fora era vendido por R$20,00, uma pechincha se comparado ao comércio da Livraria Cultura que comercializa a novidade por R$29,90.

945033_10200772479730345_425560576_nAline não resiste a artistas que vendem o disco na porta do show, mas diz que se não puder comprar, tem pra baixar grátis no site. ♥

Agradecimentos: SESC Belenzinho e Agatha Gameiro pelas fotos cedidas.

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