“Meu amor, por favor, me re-conheça…”

ELE

Você já teve a impressão que conhecia alguém? Como se fosse um déjà vu, porém esses insights normalmente acontecem em lugares ou até situações. Tem-se a impressão de já ter visto, vivido ou falado determinado acontecimento. Quando se tem a sensação de reconhecer alguém, não é quando se acha uma pessoa muito parecido com outra qualquer, não é isso. É quando você realmente a conhece. Viveram juntos, mas em outras dimensões.

Eu conhecia tudo: o jeito com que ele mexia na barba, o cruzar dos braços, a maneira como segurava o copo de cerveja e até a forma que pendia o corpo para o lado, quando de um modo admirador, observava a moça cantar. Mesmo que a meia luz, aquela silhueta era tão familiar para mim, que eu poderia dizer que já o conheço de outros tempos, já convivi.

Mas ele? Não me viu. Estava com os óculos – modelo aviador – pendurado na camiseta e não pode me enxergar. Tão próxima.

Voltamos para casa. Cada um para a sua. Achando tudo muito desconhecido. Não, você não é meu déjà vu. Você é meu. Há de ser.

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