Show do aniversário de São Paulo 2013

Olá, galera! Como estão? Hoje vai rolar aqui uma maratona de resenha de shows. Minhas férias da faculdade foram pra lá de agitadas, então é normal que os shows vão se acumulando ao longo do tempo e eu fique sem postar aqui, não é? NÃO! Normal não é, mas acontece! Hehe!
Vou tentar postar sempre na mesma semana do evento, para ficar quentinho ainda, mas chega de blablablá eterno e vamos ao que interessa, não é?
No dia 23 eu postei aqui um guia do que fazer nessa cidade linda e caótica que é São Paulo no dia de seu aniversário. Acabei indo apenas à comemoração que aconteceu no Vale do Anhangabaú, na região central da cidade.
Cheguei por volta das 17hrs, horário que estava marcado para começar o show dos rappers Criolo e Emicida. E o que posso dizer da minha primeira impressão do local? MEDO!
Isso porque o show era em um local aberto, de graça, ou seja, acessível para todos os públicos. E como vocês podem ver na foto ali de cima, estava mega lotado. E olha que para eu ficar com medo é bem difícil, ein? Já que sou bem aventureira e sempre participo de eventos assim, como a Virada Cultural (tá chegando, gente!).
O show atrasou cerca de 40 minutos, algo bem normal para uma apresentação daquele porte, a galera já estava começando a ficar bem irritada com a demora e também com o “apresentador” do show, que era bem folgado para falar a verdade. Confusões à parte, Emicida entrou ao palco de camisa, calça social, gravata e um chapéu panamá – todo estiloso. Cantou algumas músicas sozinho de seu repertório como Zica Vai Lá, Rua Augusta e Triunfo. Infelizmente, eu estava bem longe do palco e ainda estava bem lotado (criança, adolescente, adulto, velho, até cachorro, rs). Mas ainda assim deu pra sentir bastante a vibe que estava naquela tarde de janeiro.
Foi então, que ele chegou. Com uma roupa toda branca, nas costas bordado o nome do bairro do extremo sul da cidade, “Grajaú”, na cabeça uma cartola vermelha e nos ombros um manto, também bordado. Criolo veio cheio de poder e boas vibrações, depois de “Mariô” e uma batucada que já é típica em seus shows, São Pedro abriu a torneira e caiu uma forte chuva no Vale. Mas você acha que alguém desanimou? Nada disso! Parece que a chuva não interferiu em nada o homem de passar a sua mensagem através de músicas como Grajauex e Subirudoistiozin. Ainda na chuva, ironia ou não, ele começou a cantar Não Existe Amor Em SP e gerou um coro do trecho “(…) aqui ninguém vai pro céu!”, apontando para o céu, em meio à trovões, que mais parecia desafiar Deus e arrepiar todos que lá estavam.
Já vi alguns filmes dos dois juntos e como de lei, eles fizeram um mix de raps antigos, relembrando o falecido Sabotage e o grupo Racionais MC’s.
A chuva se foi, a noite veio e junto com ela o show do cantor Arnaldo Antunes. Todo de branco (será que ele combinou com o Criolo), Arnaldão começou o seu show bem calminho. A galera também estava bem mais tranquila e nessa hora eu consegui chegar mais pertinho do palco. Ele cantou músicas de seu último trabalho, o Acústico Mtv lançado em agosto de 2012. E eu claro, cantei e dancei ao som de A Casa É Sua! Na bateria Arnaldo contou com a colaboração do também cantor Curumin, que eu já falei um pouco aqui.
Curumin já havia feito uma apresentação durante a tarde acompanhado de Marcelo Jeneci, mas reuniu forças e ainda foi lá prestigiar a galera do Vale.
“Querida māe Sampa, Sempre procurei ser uma boa filha, apesar d nossas brigas. Nunca lhe disse isso, mas tenho mó orgulho d traduzir vc”, foi assim que Rita Lee começou o seu dia em seu Twitter. Isso porque foi ela quem fechou o show de comemoração ao aniversário de sua cidade. Rita dispensa comentários, aos 67 anos a cantora se disse ser quase tão velha quanto sua cidade que completava 459 anos naquela data. Disse ainda que a cidade é a Ovelha Negra do Brasil, fazendo alusão a sua música e disse que apesar de tantas brigas, de tentar sair e morar em outro lugar, morou aqui por toda a sua vida. “Daqui não saio, daqui ninguém me tira!”, disse a Rita.
Acompanhada de seu marido Roberto e de seu filho Beto Lee, Ritinha tocou seus grandes sucessos como Doce Vampiro, Mania de Você e Flagra. Não posso deixar de citar a animação que passava atrás da cantora no telão. Começou com milhares de caveiras estilosas, depois um retrato da galáxia e na hora de seu mais recente trabalho Reza, foi compartilhado o belo clipe da canção. 
O show durou cerca de 1 hora (tão curtinho para um fã #chateada) e na hora do bis, Rita voltou com uma roupa de ala cobra naja e cantou Erva Venenosa. O público vibrou durante toda a apresentação da diva e com certeza valeu a pena ter ficado lá até as 23h30m, com a roupa ainda ensopada da chuva da tarde e ver tudo o que essa cidade tem à oferecer! Te amo, São Paulo!

Fotos: CC BY-SA Overmundo. Veja mais fotos no Flickr.

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