Os filmes de terror morreram ou eu que cresci?

Sempre fui uma criança muito corajosa, principalmente para ver filme. A não ser que o tema central fossem Extraterrestres ou alguma conversa qualquer sobre A CAMADA DE OZÔNIO, afinal, na minha época não existia esse discurso sobre o aquecimento global e eu como boa mirim do meio ambiente, morria de medo só de pensar que o planeta iria acabar.
Bobeiras à parte, me lembro que era uma delícia juntar a galera para ver filmes de terror. Não ficava com medo por semanas, mas na hora dava uma onda de pânico, além da impressão de ter visto/ouvido alguma coisa ou de ficar com medo de colocar os pés no chão e ‘alguém’ puxá-lo por debaixo da cama. 
Se eu sentia medo do simples Sexto Sentido, imaginem o dia que vimos O Exorcista? Foi tenso! Além das sessões de filme do Jason e a Serra Elétrica que eram de lei na Manchete aos sábados. Até o bizarro Gremlins de 1984 dava um breve terror na molecada. Enfim, se não eram totalmente aterrorizantes, pelo menos eram trashs e a gente dava risada. 
Porém, as coisas hoje mudaram. E o que para mim, era para ser muito melhor, afinal, o mundo do cinema conta com a tecnologia que proporciona efeitos reais, parece que tudo ficou muito óbvio. Se os filmes não são sobre exorcismo, possessão, espíritos, são sobre espíritos, possessão e exorcismo. Haha. Na minha humilde opinião de cinéfila, acredito que os filmes de exorcismo são os piores, pois já estão repetitivos até demais. Dou crédito apenas para O Exorcista (1973) e O Exorcismo de Emily Rosie, pois apesar de ter toda aquela parte cansativa do tribunal, conta uma história bem real. Todos os outros são pura balela.
Há uns dois anos, vi com uma amiga um filme chamado Maldição, que tinha uma capa muito assustadora e parecia ter um bom roteiro, mas o resultado era uma droga. Depois disso, fiz uma promessa de nunca mais ver esses filmes de terror da atualidade, porque de nada acrescentam para a minha cinefilia. Mas como a pessoa sempre cai em contradição, ainda esse mês vi a Filha do Mal com meus amigos, dormi no meio do filme de tão chato, e olha que eu nunca durmo! Ah, nem vou comentar sobre Atividade Paranormal, porque, né? Perca de tempo.
Tenho medo de ver os filmes de antigamente e perceber que eles são tão chatos como os de hoje, talvez esse lado do cinema sempre foi bizarro e só agora eu consegui enxergar o zíper nas costas do bicho papão. 
Mesmo assim, tenho saudades do Fred Gruger, das gêmeas do corredor (O Iluminado) e claro, do Jason. Vocês fizeram a minha infância mais feliz! ♥
Essa conversa toda me fez lembrar de uma sessão de fotos que vi há um tempo atrás, onde Federico Chiesa apresenta o projeto “Horror Vacui” e seus vilões aposentados.

 
 
 
 


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