Quem não reagir, está morto!

Dos escombros da guerra entre PT e PSDB, eis que emerge Celso Russomanno. Demagogo, sem propostas, construído no sensacionalismo da TV, projetado pela Igreja Universal do Reino de Deus, visivelmente incapaz de governar. A ascensão desse sujeito no cenário eleitoral de São Paulo não é mérito dele ou de seu partido. É, na verdade, sintoma terminal da decadência política da cidade.
Como “defensor do consumidor”, ele apela para os instintos mais rasos e egoístas do eleitor. Como “novidade”, ele mascara suas origens no pântano malufista, seu mandato legislativo ultra conservador, e sua equipe de pastores picaretas. Como “não político” declarado, quer se capitalizar na descrença e na desilusão política do povo e montar em cima de um dos maiores trampolins políticos nacionais: nossa prefeitura.
Há anos São Paulo vem se tornando uma cidade mais agressiva, individualista, cara, proibida. Aos poucos o conservadorismo político, sob o aplauso de muito eleitor, tenta acabar com o público em prol do privado. Acabar com a festa em prol do silêncio. Acabar com o pobre em prol do rico. Acabar com a justiça em prol da ordem.
Mas quem está acordado também sabe: Há anos São Paulo vem incubando um espírito de resistência, indignação e solidariedade que se manifesta na rede e na rua. São pedestres, ciclistas, trabalhadores, artistas, ativistas, cidadãos que aos poucos se articulam e lutam por uma cidade mais pública, mais humana, mais inclusiva e gentil. Uma cidade com mais amor.
Celso Russomanno não é apenas Celso Russomanno. É a o fruto da despolitização, da passividade civil e da preguiça mental diante da falência do sistema político tradicional. A vitória dele nas eleições municipais seria a materialização de uma tragédia, a vitória de uma escola política que ainda ecoa da ditadura. E pode significar não apenas o aprofundamento da São Paulo policialesca e proibida. Mas a criação de uma nova força política nacional que ameaça o estado laico e as causas progressistas.
Que essa ameaça sirva de estopim para uma tomada de consciência pública. Que seja capaz de ruir o cinismo de muitos indignados que não se dignam a falar alto. Que a gente consiga fazer uma grande festa, e uma grande onda positiva em São Paulo para afogar de vez essa farsa chamada Celso Russomanno.
Portanto, convidamos você para ocupar a Praça Roosevelt na próxima sexta à partir das 20:00. Um festival com a participação de artistas e de todo mundo que quer ver São Paulo mais feliz. E tentar construir uma forma de fazer política mais aberta, nova e verdadeiramente pública!
QUEM NÃO REAGIR ESTÁ MORTO!
Se você concorda, coloque a cor ROSA CHOQUE no seu avatar. Divulgue o evento e as hashtags durante a semana. Grafite muros, pendure tecidos, amarre fitas ROSA CHOQUE. E, na sexta, vista ROSA CHOQUE na praça.

Vai ser lindo!

Texto de Pablo Capilé.

Já tinha falado com a equipe para a gente comparecer a esse evento, porém toda vez que eu tentava mostrar pra eles, o evento sumia! Por que? Porque tem uma galera aí, denunciando o evento como spam, então o Facebook apaga.
Mããããããs a gente não se cala! Te vejo lá sexta-feira?

2 comentários em “Quem não reagir, está morto!

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