Pretty Little Liars vs The Killing

Descubra o que há de tão diferente em duas séries com o mesmo contexto.

Hello, guys! Hoje eu não vim só falar de uma série e sim comparar duas delas que tem o mesmo enredo, porém um desenrolar totalmente diferente. Já aviso que se você não viu nenhuma das séries, esse post pode conter alguns spoilers! Vou tentar não revelar tanto, mas sem falar sobre alguns pontos das duas séries, esse post não faria tanto sentido.
Pra começar, darei vou falar um pouco sobre Pretty Little Liars, série que eu já falei aqui no blog há um tempo atrás. Pra relembrar, a história se passa na pequena cidade de Rosewood, onde a adolescente Alison DiLaurentis foi misteriosamente assassinada. Um ano depois, a série gira em torno de suas quatro amigas Hanna, Aria, Spencer e Emily, que confiavam vários segredos à Alison.
As meninas são aterrorizadas por “A” uma pessoa (ou várias), que chantageia as liars o tempo todo por meio de sms. Até aí tudo bem, na primeira temporada era tudo muito legal, mas quem já está na terceira temporada, vai entender o por quê desse meu post. Praticamente em todos os capítulos, a “A” lança um segredinho que sabe das meninas, o ruim é que nem sempre essas revelações fazem sentido com o real objetivo da série, que é descobrir de uma vez por todas quem está por trás de “A” e com isso quem a matou.
No fim da segunda temporada foi revelado um nome para “A” (não vou dizer qual), que hoje está num hospício e as garotas continuam recebendo as mensagens de celular, ou seja, tudo indica que seja um grupo de pessoas e não uma só “A”.
Ok, mas a minha indignação é que pelo que parece, Marlene King (criadora da série, a partir dos livros de Sara Shepard) se perdeu no meio de toda a trama. Afinal, hoje em dia é difícil saber se Alison está realmente morta ou se escondendo, mesmo após ter acontecido seu enterro e o roubo do seu corpo. Sem falar de pistas que não vingam em nada e personagens que somem! Cadê a psicóloga e a mãe de Emily, por exemplo?
E o pior de tudo? Fica claro que essa confusão não é para confundir a cabeça do telespectador e surpreender na season finale e sim que a própria roteirista se perdeu em meio à tantas pistas bobas.
No último capítulo que eu assisti que foi o “Crazy” (E07S03), até Toby deu um puxão de orelha em sua namorada Spencer, que sempre se mostrou a mais investigativa das meninas. A garota sempre tem certeza que tal personagem é o culpado do assassinato, o único detalhe é que ela já teve essa certeza um milhão de vezes, de vários personagens diferentes, ou seja, esse discurso não cola mais, Spencer! 
Enfim, Pretty Little Liars anda mais boring que nunca! Triste saber que o que tem levantado a série é a mãe de Aria e suas aventuras amorosas. E no meu caso, o amor que tenho por Hanna, a Ashley Benson.
Muito diferente das menininhas da #PLL, é a série que assisti no primeiro semestre desse ano, The Killing. Desenvolvida pela FOX, mas transmitida pelo canal AMC, o seriado tinha o mesmo contexto: o misterioso assassinato de uma adolescente. A diferença é que ao invés de quatro amigos, os personagens principais são dois policiais investigativos. E é nessa hora em que vocês me julgam: “Ah, Aline! Mas você quer comparar uma série teen com uma série adulta?”. Ok, nesse ponto eu concordo, mas a questão aqui não é a linguagem e sim a conexão de um episódio com o outro (que em #PLL tem sido 0).
Sarah Linden se alia com Holder para responder uma questão que parece ser a cada dia mais difícil: Quem matou Rosie Larsen? 
As cenas são bem mais fortes, a menina foi encontrada morta de modo cruel dentro do porta-malas de um carro submerso em um lago. Dentro da trama, a roteirista Veena Sud trabalha não só as pistas do assassino, mas também a difícil relação que Sarah tem entre a família e o trabalho, pois não consegue separá-los; a dor e os problemas que a família Larsen enfrenta enquanto tenta superar o ocorrido e uma campanha política que até boa parte da história, você não entende o por quê estar ali no meio.
Muitas pistas são lançadas, alguns suspeitos falsos são acusados e até o caso ser revelado, coisa que só acontece no final da segunda temporada, muitas águas vão rolar. Porém, os dois últimos episódios da série são eletrizantes, pois a autora costura todas as pistas, todos os personagens em um só bordado. Nada sai dali sem um por quê e no fim, muitos personagens estão envolvidos com o assassinato, diretamente ou não. 
Uma série inteligente, que infelizmente foi cancelada, mas que teve o seu final justo e bem feito. Nota bônus: Chorei muito no último episódio, não só pela atuação do elenco que foi bárbara (destaque pra Terry, please!), mas também pela surpresa deixada pela própria Rosie.
E quanto à Pretty Little Liars, creio que não vou conseguir largar, porque apesar de tudo, gosto muito das meninas e os assuntos que acontecem fora a morte de Alison. Então só me resta torcer pra todas as bobagens e enrolações que acontecem, acabem de uma vez por todas.
E você? Assiste alguma das séries? O que achou da comparação?


5 comentários em “Pretty Little Liars vs The Killing

  1. Bom, eu gostei da sua comparação, mas não das críticas. Acho que meio que "destruir" com a imagem de uma série só porque tu não gosta de como está indo o desenrolar dela não te dá muito crédito e acho meio "sujo" da sua parte. Enfim, acho que é um ponto que tu pode melhorar nos seus posts. X.O.X.O

  2. É interessante ver a forma como duas séries tão distintas, mesmo com interesses em comum, podem mostrar aspectos tão relevantes da nossa tão amada televisão americana. Acho bacana citar que as duas são adaptações! Enquanto Pretty Little Liars é adaptação da série de livros homônima, The Killing também é adaptada de Forbrydelsen, uma série sueca (se não me engano).The Killing cumpriu seu papel na televisão, contou o que tinha que contar e terminou com um sentimento de dever cumprido, o que raramente vemos em uma série com apelo para o grande público, como é PLL, que acaba sendo renovada por vários anos sem um sentido de ainda estar no ar.Outro ponto interessante a se falar é que, enquanto The Killing faz parte do canal AMC, que é da televisão a cabo por lá, um canal caríssimo, PLL é da ABC Family, que é de mais fácil acesso e tem suas séries voltadas para um público jovem e feminino.Parabéns pelo post, Aline! Acho difícil explicar esse mundo das séries sem me enrolar em um monte de informações (como aconteceu nesse comentário), e o desenrolar de uma série diz tudo sobre ela, se a coisa desandou no meio do caminho é porque algo não está indo bem e acho muito limpo da sua parte.

  3. Bom, não deixo de concordar com nenhum dos dois comentários anteriores. Mas vejo no segundo comentário uma hostilidade quanto a série PLL. As duas séries são de ótima qualidade e se são ou não de TV a cabo eu acho que não interessa e não muda nada, porque se a série é boa como PLL é, vai fazer sucesso mesmo assim. Quanto ao público alvo acho que todas as séries, menos as infantis, são para todas as idades e sexos.

  4. Como nossa queridissíma Aline também vejo falhas na série PLL e, acredito que muitas dessas falhas se deve a "popularização" da série. Já que, mesmo sem história, sem pistas, sem enredo, a série se vê na obrigação de renovar e não sair daquele mistério enjoativo. Ótimo post Line, afinal, não é só porque assistimos e gostamos dessa série que não podemos criticá-la. Nota: Também chorei muito no final de The Killing, principalmente com a surpresa da Rosie. awwwwwn *-*

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