Luzes Amarelas

Da varanda eu só conseguia enxergar luzes amarelas. E claro, você deitado na cama. Pensando nela, sonhando com ela. Enquanto eu, me mostrava e me escondia para você, constantemente. Com a intenção de que assim você pudesse enxergar ela dentro de mim e logo depois eu dentro de você.

Hoje de novo posso enxergar as luzes amarelas, porém lá debaixo, em meio aos focos reluzentes que os postes da praça faz com que se formem superficialmente sob a minha pele. Olho pra janela do nosso quarto e já não nos enxergo lá, não há mais a fumaça dos cigarros daquela noite e nem as risadas que os vizinhos reclamavam. 

Mas será que algum dia estivemos mesmo ali? As mesmas luzes amarelas hoje me fazem crer que éramos só dois corpos perdidos, você procurando por ela e eu caçando inevitavelmente ele.

Aline Paz
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Hoje dou início a uma nova tag “Textos”, que pode não ter muito movimento, pois é difícil eu sentar, aquietar a alma e conseguir escrever poemas, versos, crônicas. Mas quando isso acontecer, venho aqui dividir com vocês!
Quem sabe assim eu me exercito mais nessa área, não é?

Beijos!

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